Guilherme Mampuya apresenta “Patriota”

Por Roque Silva

Uma exposição de arte intitulada “Patriota”, do artista plástico Guilherme Mampuya, que reúne 11 peças de arte, nomeadamente três estátuas, duas telas rectangulares e seis redondas, é inaugurada hoje, às 18 horas, no Palácio de Ferro, inserida na programação da III Trienal de Luanda.

A exposição enaltece os valores patrióticos, com vista a incentivar os angolanos a contribuírem para o crescimento do país. A mostra fica patente até 30 de Setembro, de terça-feira a domingo, das 10 às 21 horas.

“Embora se esteja numa época globalizada, não podemos perder o orgulho nacional e temos de saber que as relações podem cessar, mas as nações devem continuar com a sua marcha rumo ao desenvolvimento, para estabilizar e dignificar a Pátria”, disse o artista.

As peças são suportadas por grades de ferro inter-ligadas por cabos de aço. Os suportes são a metáfora do patriotismo e do orgulho nacional, disse Guilherme Mampuya, que explicou que “as nações não podem parar quando as relações bilaterais terminam, precisam de arranjar soluções internamente e só é possível com o patriotismo”.

Guilherme Mampuya Wola é natural da província do Uíge. Em 2000, concluiu a formação superior em Direito pela Universidade de Kinshasa na República Democrática do Congo (RDC). Dois anos depois, ingressa no curso de Pintura Básica e mais tarde aperfeiçoa a técnica do retrato no atelier de pintura Honesto Nkunu, em Luanda.

Em 2005, torna-se membro da União dos Artistas Plásticos Angolanos (UNAP) e a partir dessa data inicia o seu percurso de exposições com uma frequência quase anual, das quais se destacam duas para o EnsArte e outras em Luanda e Bruxelas, na Galeria “Lumieres d’Afrique”.

Filme sobre amor e traição

O filme “Uma noite perfeita para falar de amor”, de Mariano Bartolomeu, realizador angolano radicado nos Estados Unidos, é exibido amanhã, às 20h00, nas telas da III Trienal de Luanda, que decorre no Palácio de Ferro, no Distrito Urbano das Ingombotas.

A curta-metragem, co-produzida em 2008 com Dias Júnior e cujos protagonistas são Miguel Hurst, Tatiana Durão e Jorge Naploeão, é apresentada na sequência do Ciclo de Cinema Angolano, que acontece semanalmente aos domingos, no Palácio de Ferro.

O filme é do género comédia, sobre amor e traição, inspirado no mais famoso romance do escritor norte-americano Jerone David Salinger, intitulado “The Catcher in the Rye” (Uma Agulha No Palheiro), em português, publicado em 1951.

Com realização e argumentação de Mariano Bartolomeu, a produção é resultante de uma experiência académica produzida sem fins comerciais. É uma história simples que se desenrola quase exclusivamente ao telefone, num triângulo amoroso entre dois amigos e a mulher de um deles.
A perda de valores morais, a infidelidade, a falta de confiança, a amizade e a corrupção intelectual são os aspectos a explorar nessa história que também retrata factos marcantes em qualquer sociedade.

O primeiro contacto palpável de Mariano Bartolomeu data de 1982, quando começou a trabalhar na Cinemateca Nacional de Angola (aos 15 anos). Conheceu, nessa época, o cineasta argentino Fernando Birri, co-fundador do Novo Cinema Latino Americano, a quem serviu de seu guia por ocasião de uma mostra especial dos seus filmes em Luanda, cuja influência teve impacto na sua trajectória. Trabalhou também em cinema e em televisão na Itália e no regresso a Luanda, onde colaborou na Televisão Pública de Angola (TPA). Nasceu em Malanje foi um dos fundadores da Dread Locks Produções.

Via JA

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