Ex-gestores públicos detidos por alegado crime de peculato

Por Moniz Francisco

Entre os detidos encontra-se suspeito de envolvimento no desvio de subsídios e professores

Dez cidadãos ex-gestores públicos na província angolana do Uíge foram detidos pelo crime de peculato, por alegadamente se terem apropriado de forma ilícita de viaturas e outros bens do estado no período de 2013 a 2018.

De entre os detidos destaca-se o ex-chefe do departamento de gestão e orçamento do gabinete provincial da educação do Uíge, exonerado recentemente pelo governador provincial do Uíge, José Carvalho da Rocha, por suposto envolvimento no escândalo de subsídios de exames dos professores que nunca foram pagos durante três anos.

O porta-voz do SIC no Uíge, Zacarias Fernando, que falava em conferência de imprensa, disse que namaioria dos casos”esses cidadão depois de exonerados dos referidos cargos e outros reformados, apropriaram-se de forma ilícita de viaturas que lhes foram atribuídas durante o exercício das suas funções”.

“Em cumprimento de mandado de detenção à ordem da PGR no Uíge, o SIC deteve 10 cidadãos pelo crime de peculato dos quais destacam-se, os ex-administradores comunais do Quibocolo e do Béu no município de Maquela do Zombo, de Quimaria no município do Bembe, ex-administrador municipal adjunto de Milunga, ex-administrador adjunto para área social do município do Songo, ex directores municipais da saúde de Negage e do Mucaba, ex-director do Liceu de Quitexe, ex-chefe do departamento de gestão e orçamento do gabinete provincial da educação do Uíge e o ex-chefe de secção de ciência e tecnologia do gabinete provincial da educação do Uíge”, disse

O SIC no Uíge, já conseguiu recuperar cinco viaturas que se encontravam em posse dos ex-gestores públicos que se encontram detidos em prisão preventiva na comarca do Congo.

Via VOA

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    Na sequência, enquanto o referido agente se encontrava em serviço, os implicados, em número de oito e munidos de armas brancas, designadamente catanas e facas, dirigiram-se à residência do oficial, onde mantiveram como reféns a esposa e os seus três filhos, exigindo a libertação do referido líder da associação criminosa.

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    A operação foi conduzida por forças conjuntas do Centro de Segurança de Minerais Estratégicos (CESME), do Serviço de Inteligência e Segurança de Estado (SINSE) e do Serviço de Investigação Criminal (SIC), como parte das acções de combate à exploração e comercialização ilegal de recursos minerais.

    Entre os detidos constam cidadãos de várias nacionalidades, nomeadamente angolana, portuguesa, moçambicana, zimbabweana e libanesa.

    Entre os implicados encontra-se igualmente um menor de idade.

    Segundo as autoridades, o grupo operava a partir de uma empresa de fornecimento de água potável, alegadamente utilizada como fachada para facilitar actividades ligadas à exploração e ao tráfico ilegal de ouro.

    Durante a operação, os efectivos do SIC apreenderam diversos meios utilizados na actividade criminosa, entre os quais 10 passaportes de diferentes nacionalidades, além de outros documentos de identificação.

    Do material recuperado constam ainda mais de 80 gramas de ouro, um cofre e vários equipamentos supostamente utilizados na extracção e exploração do minério.

    As autoridades apreenderam igualmente 21 telemóveis, sendo 17 digitais e quatro analógicos.

    No domínio financeiro, foram recuperados mais de 19 milhões de kwanzas, além de 50 dólares norte-americanos e 430 mil libras, valores que, segundo o SIC, estavam em posse do grupo no momento da detenção.

    O porta-voz do SIC no Uíge, Zacarias Fernandes, apresentou os meios apreendidos e esclareceu as circunstâncias da operação que culminou com a detenção dos suspeitos.

    Via RNA

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