Modalidades de sala em estado de “coma” no Uíge

Por Alfredo Dikwiza

Uíge, 15/10 (Wizi-Kongo) – Boa parte das modalidades de sala a nível da província do Uíge, encontram-se em estado de “coma”. Entre elas, estão o voleibol, hóquei em patins e basquetebol. Por ser assim, ficam longe de atingir o progresso almejado, apesar da vontade que reina no seio de alguns praticantes.

A falta de organização, ausência de competições, apoios em material desportivo e recintos de jogos, são apontados como as principais dificuldades que essas modalidades enfrentam no seu dia-a-dia, diferente, mais ou menos, quando comparado com as outras modalidades de sala, tais como andebol, xadrez, ginástica e futsal.

Existe nos 16 municípios e 31 comunas que a região possui, uma juventude com boa performance física em corpo e altura. Entretanto, caso existisse organização, competição, apoios em material desportivo e recintos de jogos, a província do Uíge, alcançaria outros patamares nestas modalidades, sem sombra de dúvidas. Entre as citadas, outras, carecem de tudo e mais alguma coisa, inclusive, até de treinadores, juízes e praticantes, como no caso do voleibol e hóquei em patins. Estando neste momento, o andebol e o xadrez, melhor representadas.

O andebol, nos últimos anos, através do Grupo Desportivo Renascimento, têm sido a jóia de luxo da terra do bago vermelho em competições nacionais, apar, de nos dois últimos anos, a formação da Santa Rita FC, seguir a mesma trajectória, cujos trofeus e vitórias animam todos.

Quase em todas as sedes municipais, entre as 16 existentes, de acordo a ronda efectuada pelo Wizi-Kongo, estão erguidas algumas quadras desportivas, uma iniciativa do governo local, em parceria com o ministério de tutela, infelizmente, constatou-se a inexistência de pelo menos um núcleo de voleibol e hóquei em patins, ginástica, basquetebol e outras, por outro lado, os dirigentes desportivos, empresários e outras individualidades preferem organizar equipas de futebol, descurando-se das modalidades de sala.

Julgava-se que, com a realização do mundial de hóquei em patins, em Angola, em 2013, ocorrido no Pavilhão do Kilamba/Luanda e na outra província do Namibe, Uíge, iria despertar o interesse na implementação das modalidades de sala, como acontece no ginástica, no xadrez, no futebol e noutros disciplinas desportivas. A província não abraça estas modalidades apesar dos lugares cimeiros que as mesmas têm conquistado a nível das competições nacionais e internacionais, por parte das equipas das regiões onde se praticam essas modalidades e, os dias, meses e anos vão passando.

No basquetebol, outra modalidade, igualmente, de pouca aderência no Uíge, consegue mitigar alguns núcleos daqueles que procuram dar ar da sua graça, para melhor encontrar caminhos promissores, a exemplo, do núcleo de Júlio Maingui, ou simplesmente, Yal Mingui.

Os amantes destas modalidades no Uíge, montam pelo menos uma tabela nas diversas ruas da urbe e assim jogam. As outras modalidades de sala como xadrez, futsal e ginástica, vão se sentindo de forma significativa a nível da região, através de abertura de novos núcleos, competições (principalmente dos não profissionais nos bairros) e do acompanhamento exercido pelos seus dirigentes, com maior realce ao xadrez. Uíge, possui apenas um pavilhão multi-uso afecto a equipa do FC do Uíge, com capacidade de albergar mil espectadores.

Entretanto, anos transactos, pensando em suprir essa carência, o governo local em conjunto com o Ministério da Juventude e Despostos, deu início a construção de um novo pavilhão, no bairro Kapata, com capacidades de aproximadamente três mil espectadores, mas antes da sua conclusão, as obras foram abandonadas até nos dias de hoje, nem água vai e nem água vêm.

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