GOVERNO DO UÍGE DIZ QUE CAMPONESES CAUSARAM DANOS MATERIAIS AO ESTADO

Alfredo Dikwiza|Jornalista

Uíge, 17/04 (Wizi-Kongo) – O governo da província do Uíge liderado por José Carvalho da Rocha, disse, nesta quarta-feira (16/04), em nota de esclarecimento tornada pública que, a manifestação surpresa realizada pelos camponeses na manhã de terça-feira (15/04) defronte à sede deste governo, causaram danos materiais ao Estado angolano, mas não precisou de que danos se tratam.

Este portal (Wizi-Kongo) teve acesso essa tarde da nota de esclarecimento, que, tal como recebeu, segue o conteúdo na integra abaixo, sem alterar nenhuma virgula, paragrafo ou ponto.

REPÚBLICA DE ANGOLA

GOVERNO PROVINCIAL DO UÍGE

GABINETE PROVINCIAL DE COMUNICAÇÃO SOCIAL

NOTA DE ESCLARECIMENTO

Considerando os riscos a que estão expostas as motorizadas de três rodas, vulgo Nambuas, as carrinhas modelo Canter, as motas de duas rodas e outros veículos motorizados no transporte de passageiros e mercadorias, com o excesso de lotação verificados diariamente nos mais variados troços inter-municipais e urbanos da província, com destaque para as vias que ligam os municípios do UígeQuitexe, Songo e Mucaba respectivamente, o Governo Provincial do Uíge considera que a circulação desses meios deve ser feita dentro dos marcos e limites estabelecidos pelo Código de Estrada e em obediência às regras de trânsito em vigor no território nacional.

O que se tem vindo a verificar é o uso indevido destes meios de transportes, na maior parte dos casos com excesso de lotação, o que põe em perigo, não apenas os ocupantes, mas também outros utentes da via pública. Por esse motivo, foram tomadas algumas medidas para a diminuição de acidentes, com campanhas de sensibilização e formação dos mototaxistas, para o escrupuloso cumprimento das normas de trânsito, o que tem vindo a permitir uma redução considerável dos acidentes e dos níveis de vítimas mortais.

O Governo Provincial garante que estas medidas têm como objectivo principal prevenir situações de sinistralidade rodoviária, por sinal uma das principais causas de mortalidade no país e em particular na província do Uíge.

Nestes termos, não menos importante, o Governo Provincial do Uíge lamenta, que apesar de ser um direito salvaguardado pela Constituição da República e pela Lei, a manifestação de centenas de cidadãos identificados como camponeses no edifício B da sua sede, ocorrida na manhã de terça-feira última, 15 de Abril, na qual exigiam o levantamento das referidas medidas, tenham causado danos materiais ao Estado.

O Governo Provincial condena, assim, todos actos que resultem em arruaças, vandalização de bens públicos e qualquer outra prática que não concorra para uma boa convivência social, paz, harmonia e respeito às Instituições do Estado e que coloquem em risco à integridade física dos funcionários públicos e de terceiros.

Doutro modo, o Governo aproveita, igualmente, a ocasião para garantir que continuará a defender e proteger a vida humana e de um modo particular a dos camponeses, que diariamente, produzem alimentos diversos que chegam à mesa dos cidadãos destas Terras do Bago Vermelho.

Por fim, o Governo Provincial considera o diálogo como o elemento primordial para a resolução de todo e qualquer assunto entre as autoridades e a população, e ciente dos constrangimentos causados pela medida, apela a todos automobilistas, transeuntes e utentes da via pública, a máxima compreensão e colaboração, para o êxito desta e de outras orientações, que permitirão a redução da sinistralidade rodoviária e conferirão uma maior fluidez ao trânsito nos troços citados.

UNAMO-NOS PARA O TRABALHO!

GABINETE PROVINCIAL DE COMUNICAÇÃO SOCIAL DO UÍGE, aos 16 de Abril de 2025

  • Related Posts

    DETIDOS QUATRO CIDADÃOS QUE MANTIVERAM FAMÍLIA DE AGENTE DO SIC COMO REFÉM NO UÍGE

    O Serviço de Investigação Criminal no Uíge, no âmbito das acções de combate aos crimes violentos, procedeu, nesta terça-feira, 26 de Maio de 2026, à detenção de quatro cidadãos nacionais, por factos que configuram o crime de sequestro, no bairro Mbemba-Ngango, nos arredores da cidade do Uíge.

    O incidente ocorreu quando os acusados, integrantes de uma associação criminosa denominada “DPP”, ao tomarem conhecimento da detenção do seu líder, em cumprimento de um mandado emanado pela PGR, pelo crime de roubo qualificado, e posteriormente submetido à medida de coação de prisão preventiva pelo Juiz de Garantias, tendo sido conduzido ao Estabelecimento Penitenciário do Kongo, decidiram retaliar contra um efectivo do SIC que, alegadamente, participou na sua captura.

    Na sequência, enquanto o referido agente se encontrava em serviço, os implicados, em número de oito e munidos de armas brancas, designadamente catanas e facas, dirigiram-se à residência do oficial, onde mantiveram como reféns a esposa e os seus três filhos, exigindo a libertação do referido líder da associação criminosa.

    MICRO-OPERAÇÃO TRAVA GARIMPO ILEGAL E DESATIVA FOCOS DE EXPLORAÇÃO DE OURO NO UÍGE

    O Comando Provincial do Uíge da Polícia Nacional de Angola (PNA) desencadeou, nos dias 28 e 29 de Maio de 2026, uma micro-operação nos arredores da aldeia Nkama-Nkoko, município do Uíge, que culminou na desativação de vários focos de exploração ilegal de ouro.

    A operação foi coordenada pelo 2.º Comandante Provincial da PNA no Uíge, Subcomissário Alberto Benedito, que mobilizou 168 efectivos de forças mistas, integrando a Ordem Pública, Serviço de Investigação Criminal (SIC), Direcção de Investigação de Ilícitos Penais (DIIP), Serviço de Migração e Estrangeiros, Guarda-Fronteira, SINSE e outras forças de baixa visibilidade.

    A referida missão decorreu com êxito, culminando com a neutralização total dos pontos de exploração identificados e na apreensão de 25 moto-bombas, 03 geradores, 07 mangueiras, 07 barra-minas, 47 pás e 24 catanas, entre outros meios utilizados na actividade ilícita, posteriormente destruídos no local, numa acção que reafirma o compromisso da Polícia Nacional na defesa da legalidade, preservação dos recursos minerais e manutenção da ordem e segurança públicas.

    Via PNA

    História do Kongo

    OS BASUNDI: POVO DO KONGO CENTRAL E HERDEIROS DE UMA ANTIGA PROVÍNCIA DO REINO DO KONGO

    OS BASUNDI: POVO DO KONGO CENTRAL E HERDEIROS DE UMA ANTIGA PROVÍNCIA DO REINO DO KONGO

    OS DIALECTOS KONGO DO GRANDE BANDUNDU

    OS DIALECTOS KONGO DO GRANDE BANDUNDU

    Os LAçOS ENTRE A PROVÍNCIA DO KWILU MA RDC E OS KONGO

    Os LAçOS ENTRE A PROVÍNCIA DO KWILU MA RDC E OS KONGO

    DO REINO DO KONGO A BANDUNDU: UMA HISTÓRIA POUCO CONTADA

    DO REINO DO KONGO A BANDUNDU: UMA HISTÓRIA POUCO CONTADA

    GRUPOS ÉTNICOS BAKONGO NA REGIÃO DE BANDUNDU/RDC (Kwango e Kwilu)

    GRUPOS ÉTNICOS BAKONGO NA REGIÃO DE BANDUNDU/RDC (Kwango e Kwilu)

    DOM PEDRO VIII, REI DO CONGO (1923–1954)

    DOM PEDRO VIII, REI DO CONGO (1923–1954)