Os Bakongo de Angola: Os Azombo

Por Ndombel Silva “Sabactani”

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Azombos é a designação de membros de um dos grupos etnolinguísticos do Reino do Kongo. Estâo localizados a nordeste deste reino.

Possuem características socioculturais em comum e algumas as diferenciam com outros subgrupos etnolinguístico deste reino, citando o seu gesto peculiar que é negócio como sua inclinaçâo predilecta. Povo humilde, solidário e hospedeiro. Vivem em harmonia com os outros povos, respeitando as autoridades sejam quais forem que se instalam no seu sobado.

Se a solidariedade é um valor estruturado coexistensivo à fámília, a hospitalidade é, pelo contr’ario, uma atitude de fundo mais espontánea. Ela estende-se ao homem enquanto homem. É uma disposição ao acolhimento e à assistência, inscrita no espírito de partilha que se cultiva no âmbito familiar. ela exprime a a confiança do homem que se sente solid’ario com seu semelhante nos desafios comuns da vida. Enfim, a gratuitidade e generosidade caracter´sticas da hospitalidade familiar forja.

Algumas cirncunstâncias concretas (doenças, morte, cessaçâo de luto, prisâo dum membro, casamento, nascimento, etc), revelam o caraácter jur´dico da solidariedade familiar. Elas exigem, de facto a contribuiçâo de todos. O provérbio: ole atu, umosi ninga (dois unidos valem, mas um isolado nâo passa de pura sombra) condensa a importancia que atribui à solidariedade na vida familiar. Ela é o motor da organização de entre ajuda que garante assistência e segurança aos indivíduos do mesmo grupo familiar e nâo graças a este valor deveras congénito à mentalidade deste povo que o órfão nunca se sente tal no interior do seu grupo familiar.

A triste c’elebre aventura colonial obrigou aos nativos a abandonar o seu “habitat” plurisecular e impulsionados a alinharem-se ao longo do traçado das estradas de penetração que eles próprios construíram com os seus meios rudimentarres ( enxadas, catanas…)

Antes do desenvolvimento deste programa de povoamento, a populaçâo vivia enm núcleos familiares no cimo das colinas que caracterizam a reografia da região, nas proximidade dos cursos de ‘agua. As encostas e matas circundantes constituíras as terras do grupo familiar. Eram inscrita na tradiçâo. Abasteciam a populaçâo nas suas exigências alimentares e de permuta.

Estes núcleos familiares abandonados, actualmente sâo designados de mabasi, fazendas, pequenas quintas e lavras individuais e colectivas dependendo de cada núcleo familiar, do soba ou dos membros de aldeia ou familiar mfumu a yala ou kyana, chefes das referidas parcelas representantes dos antepassados que por aí viveram secularmente onde sâo cultivados produtos agrícolas de subsistência e divididas as parcelas de acordo com o seu povoamento plurisecular. Servem de igual modo, hoje, como reservas naturais para a caça e pescas nos rios, segundo p crit’erio comprovada pela experiência inscrita na tradição.

“Hoje, a liquidaçâo das estruturas tradicionais das etnias angolanas aparece como o reflexo principal duma epopeia de quinheitos anos da missâo civilizadora” citando Boa vida, Américo.

Mas por quanto nefastos tenha sido os m’etodos da dominação colonial, eles nâo chegaram a eliminar as raízes profundas da mundivivências e da etnia Kikongo. As inlfências da lusitanidade diminuiram sim, nâo suprimiram a foraça vital que anima experiência plurissecular dos Bakongo.

Neste estudo, embora tudo nâo esgota aqui, surgimos como ponta de lança pioneiro, enfocando alguns aspecto sócios culturais deste povo Azombo.

Os Azombo como elite mercantil da Região Mbata

Por Dr. José Carlos de Oliveira

Este subgrupo étnico, também conhecido por Bazombo, Bambata (Ba Mbata), foi considerado como a elite mercantil da região de M’Bata e parte integrante do célebre Reino do Kongo . O seu chefe ancestral, Nsaku Ne Vunda ou Mani Mongo exerceu durante séculos o poder terreno sob o manto sagrado matrilinear da kanda Nsaku.

A sua privilegiada localização geográfica, entre o Norte de Angola e o Sul da RepúblicaDemocrática do Congo está implantada num extenso planalto situado entre 1000 a 1100 metros de altitude e esta prerrogativa terá estado na base da escolha das íntimas relações que vieram a estabelecer-se entre o mítico Nimi a Lukeni, o”mwana” de Nsaku (leia-se o primogénito) e a autoridade mítica do grupo Kongo. O seu chefe Mani Vunda era o legítimo herdeiro do poder religioso e o principal eleitor dos reis.

Usaram e usam ainda, o poder religioso como suporte fundamental do seu mando, porém,com uma singularidade: sublimaram esse mesmo poder no controle das rotas comerciais entre o rio Zaire ao Norte e o rio Kwanza ao Sul.

Foram e continuam a ser parceiros comerciais privilegiados entre outros, de Portugueses, Holandeses, Franceses, Belgas, Ingleses, Alemães, Americanos e ultimamente de Russos, Cubanos, Chineses e até Coreanos.

Os Zombo souberam aproveitar das situações diplomáticas e comerciais em que intervieram (e continuam a intervir), assumindo-se agentes activos privilegiados entre os povos do interior e do litoral das bacias do rio Zaire e Kuanza.

A sua apetência pelo tráfico de todo o tipo de mercadorias afectou profundamente a sua existência. O ambiente natural e a sua cultura imediatista, relacionada com o comércio de longa distância, levaram a que sejam considerados como comerciantes natos, daí, a sua sedução pelo comércio desde a mais tenra idade.

Eles não são atraídos por investimentos, o que significa uma longa espera para o lucro, pois eles investem hoje para lucrar no dia seguinte.

 

 

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    Por Kalunga Bisimbi 

    Hoje, gostaria de vos falar sobre um povo cuja história está diretamente ligada à organização política do antigo Reino do Kongo: os Basundi, por vezes chamados Ba-Nsundi.

    Origens e Importância Política

    O seu nome provém de Nsundi, uma antiga e importante província do Reino do Kongo. Esta província existia muito antes da colonização europeia e fazia parte da estrutura política do reino. Nessa organização, o território era dividido em várias províncias dirigidas por governadores ou representantes da autoridade real.

    A província de Nsundi ocupava um lugar estratégico. As fontes históricas explicam que era frequentemente governada por um membro da família real. Em certos casos, o governador de Nsundi podia até desempenhar um papel crucial na sucessão ao trono do Reino do Kongo. Isto demonstra que esta província estava longe de ser uma simples região periférica: fazia parte do coração político do reino.

    Geografia e Arqueologia

    A capital desta antiga província chamava-se Mbanza Nsundi. Situava-se no espaço que corresponde hoje à província do Kongo Central, na República Democrática do Congo, nomeadamente na zona próxima do rio Inkisi.

    Investigações arqueológicas realizadas nesta região permitiram encontrar vestígios de antigos centros políticos e túmulos pertencentes às elites locais, o que confirma a importância histórica desta província.

    Identidade e Território Atual

    Com o tempo e as transformações políticas do território, o nome Nsundi continuou vivo através das populações chamadas Basundi. Ainda hoje, várias comunidades do Kongo Central se reconhecem nesta identidade histórica. Encontramos os Basundi principalmente nos seguintes territórios:

    • Lukula e Tshela
    • Luozi e Songololo
    • Mbanza-Ngungu e Seke-Banza

    Em algumas zonas administrativas, o nome desta antiga província permaneceu presente na organização territorial, como, por exemplo, o setor Tsundi-Sud no território de Lukula.

    Cultura, Língua e Sociedade

    Como muitos povos Bakongo, os Basundi pertencem à grande família cultural Kongo. A língua mais difundida continua a ser o Kikongo, com várias variantes locais. Esta língua não é apenas um meio de comunicação, mas também um veículo fundamental de transmissão de tradições e da memória coletiva.

    A sociedade tradicional Basundi baseia-se num sistema matrilinear:

    1. Sucessão: O parentesco e os direitos passam pela linhagem materna.
    2. Clã (Mvila): Desempenha um papel essencial na organização de alianças e casamentos.
    3. Autoridade: Os chefes tradicionais e os anciãos são os guardiões da tradição e da palavra.

    “A nossa história não começa com a colonização. Ela existia muito antes. E a história dos Basundi faz plenamente parte dela.”

     

    DEPUTADOS RESIDENTES NO UÍGE VISITAM INFRA-ESTRUTURAS SOCIAIS EM MAQUELA DO ZOMBO

    No âmbito do plano de trabalho para o ano 2026, o grupo de deputados residentes na província do Uíge, vistou esta quinta-feira, 05, algumas infra-estruturas sociais no município de Maquela do Zombo.

    A delegação parlamentar, encabeçada pela deputada Nazaré dos Anjos Mendes, manteve a chegada encontro com o administrador municipal, Samalando Muginga, que na ocasião, fez menção dos principais projectos em curso e concluídos no âmbito do Programa Integrado de Intervenção nos Municípios (PIIM) e e de Combate à Pobreza, como a resselagem de 6,8 km da artérias da vila e construção de algumas infra-estruturas escolares.

    O governante aproveitou ainda, para referenciar que apesar do momento económicamente difícil, o município tem registado avanços nos últimos tempos, através da implementação de projectos públicos e privados, com relace para a mina de cobre de Tetelo-Mavoio.

    Por sua vez, a deputada e coordenadora do Grupo de Deputados Residentes no Uíge, Nazaré dos Anjos Mendes, manifestou satisfação pela recepção e frisou que enquanto representantes do povo na Assembleia Nacional, têm auscultado as principais preocupações da populações e com isso, fazer advocacia junto do Executivo para a resolução dos mesmos.

    Durante a jornada de constatação de cerca de cinco horas, a delegação parlamentar integrada ainda pelos deputados Alcides Maiacala, Teresa Afonso Pinto e Esteves Diavova, visitou a escola primária da aldeia Vululu, estação de tratamento e abastecimento de água e a mina de Tetelo-Mavoio.

    GMCS – MAQUELA DO ZOMBO

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