QUEM É O PEDROWSKI TEKA?

Por Jeremias Kaboco

DADOS PESSOAIS

Uíge, 03/07 (Wizi-Kongo) – Pedro Teca, mais conhecido por Pedrowski Teka, é um jornalista de profissão e de formação, designer gráfico, empresário que, por paixão, tem se notabilizado mais no ativismo político.

Desde 2011, tem sido um dos rostos mais visíveis entre os chamados jovens revolucionários (revús), que em 2021, criou o movimento cívico-político União do Povo Angolano (UPA), cujos trabalhos mereceram o reconhecimento e nomeação a candidato a deputado às Eleições Gerais de 24 de Agosto de 2022 pela lista do maior partido político na oposição angolana, a União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), no âmbito do amplo movimento pela alternância política, a Frente Patriótica Unida (FPU).

Angolano da cultura kongo, sendo o pai do município da Damba e a mãe do município do Makela do Zombo, ambos na Província do Uíge, Pedrowski Teka nasceu aos 03 de Setembro de 1986 no bairro Rocha Pinto, Maianga, em Luanda, capital da República de Angola.

O seu sobrenome, Teka, é derivado da palavra Tekasala, na sua língua materna Kikongo, que significa: “antes trabalhar”.

Pedrowski Teka é marido de Rosa Kussu Conde, com quem vive maritalmente. Pai de vários filhos, dos quais dois biológicos (Florbela Conde Teca e Aniel Lukeba Conde Teca).

Fala fluentemente as línguas: portuguesa, inglesa, lingala e tem noções básicas de Kikongo e francês.

FORMAÇÃO ACADÉMICA

Pedrowski Teka é formado em Jornalismo e Tecnologias de Comunicação pela Universidade de Ciências e Tecnologias da Namíbia (NUST), outrora conhecida por Polytechnic of Namibia (PoN), em Windhoek, República da Namíbia.

No ensino médio, concluiu o curso de Ciências Exactas no Colégio Graceland, localizado no bairro Morro Bento II, em Luanda.

EXPERIÊNCIAS PROFISSIONAIS

Entre 2003 e 2004, foi professor do curso básico de informática no Colégio Graceland, em Luanda.

De 2004 a 2007, trabalhou como Secretário do Diretor Pedagógico do Colégio Graceland.

Em 2008, começou a exercer o jornalismo, no jornal universitário “Echoes Campus Newspaper da NUST, tão logo começou a frequentar o primeiro ano da faculdade, tendo sido destacado com a premiação de melhor jornalista da mesma publicação (Best Editorial Service Student Award).

Através do prêmio, foi catapultado a trabalhar em estágio remunerado no departamento de comunicação e marketing da universidade em que estudava, Institutional Development & Fundraising (IDF), em 2009.

Ainda em Windhoek, Teka trabalhou para o jornal semanário The Windhoek Observer, foi co-fundador do semanário The Villager e dirigiu a Revista Sucesso que retratava os negócios de Angola e Namíbia.

Após 6 anos na Namíbia, Pedrowski Teka regressou definitivamente em Angola em Março de 2013, e na qualidade de jornalista, colaborou com o jornal Semanário Angolense e trabalhou nos semanários AGORA e posteriormente no Folha 8. Neste último, Teka exerceu o cargo de Chefe de Redação durante 4 anos (2016 a 2020).

Em 2012, Pedrowski Teka fundou uma publicação de acesso livre pela internet, a Revista Cibernética (www.issuu.com/revistacibernetica) e em 2013, o blog Drowski Notícias & Opiniões (www. drowski3. blogspot. com).

Em suma, Teka teve artigos jornalísticos publicados em órgãos de informação e de comunicação social, tais como: Echoes Campus Newspaper, website da Polytechnic of Namibia/NUST, Windhoek Observer, jornal estatal namibiana “The New Era”, o maior jornal namibiano “The Namibian”, Semanário Angolense, Jornal Agora, Jornal Folha 8, Club-k.net, Angola24Horas, Revista Sucesso, Revista Cibernética e outros.

FORMAÇÕES, CONFERÊNCIAS/COLÓQUIOS E WORKSHOPS

Entre várias formações realizadas e participações em conferências, colóquios e workshops, destacam-se os seguintes:

No dia 17 de Agosto de 2017, foi preletor do tema: “O uso das novas tecnologias para prevenção e gestão de conflitos eleitorais” num workshop organizado pela Associação Construindo Comunidades (ACC) no município do Lubango, Província da Huíla, em Angola.

De 8 a 26 de Junho de 2015, frequentou o curso de Políticas Públicas e Liderança, realizado pela Open Society Initiative for Southern Africa (OSISA) e a União Africana (UA), na cidade de Johanesburgo, África do Sul.

De 24 a 29 de Maio de 2015, participou no Colóquio Internacional de Direitos Humanos, realizado pela Conectas, em São Paulo, Brasil.

No dia 26 de Junho de 2014, participou na primeira edição do “Activate Johannesburg 2014″, um evento para jornalistas e ativistas, organizado pelo jornal britânico, The Guardian.

Nos dias 8 e 9 de Abril de 2014, foi orador no colóquio sobre Ativismo Juvenil em África, organizada pela/na Universidade de Witswatersrand, em Johanesburgo, África do Sul.

Nos dias 28 e 29 de Maio de 2011, participou no workshop sobre Jornalismo Ambiental, em Swakopmund, República da Namíbia.

Em Outubro de 2009, participou na formação jornalística sobre Cobertura Eleitoral, realizada pela Media Institute for Southern Africa (MISA) e pela organização PenPlusBytes, em Windhoek, Namíbia, tendo feito cobertura das eleições ocorridas no mesmo ano, naquele país.

Entre vários outros cursos, Teka fez formações em: design gráfico, Escrita Jornalística, produção e apresentação de rádio e de televisão, Curso de Inglês (Gateway English Communication Centre, Khomasdal, Windhoek), Informática (Windows, Microsoft Office, Internet e Hardware).

ATIVISMO POLÍTICO

A tomada de consciência cívica e política por parte de Pedrowski Teka começou na capital da República da Namíbia, Windhoek, onde, na qualidade de estudante e jornalista, fez cobertura de várias disputas políticas entre o partido no poder, a SWAPO, os partidos na oposição como o RDP, o NUDO e outros, sem se esquecer das vibrantes e bastante interventivas organizações da sociedade civil daquele país vizinho.

A condição de jornalista e de estrangeiro obrigava a manutenção da neutralidade. Porém, a isenção tornou-se impossível quando artigos jornalísticos imparciais foram tidos como desfavoráveis por parte de políticos, empresários/empresas ou cidadãos comuns visados. Em 2010, em Windhoek, Teka viu-se mergulhado em problemas, tendo o seu nome aparecido em um comunicado de imprensa emitido pelo então Primeiro-Ministro, Nahas Angula.

Após ter bebido experiências e estabelecido contacto com várias personalidades da média, política, sociedade civil e empresarial namibiana e de outros países africanos e não só, Teka sentiu a necessidade de levar a sua luta em defesa de interesses do seu povo angolano.

Inspirado pelas manifestações populares que derrubaram governos no norte de África, Pedrowski Teka começou o seu ativismo político em 2011 em Angola.

Na altura, num grupo pequeno de jovens revolucionários, abreviadamente “Revús”, que posteriormente designou-se Movimento Revolucionário Angolano, contestou-se a longevidade do então Presidente da República, José Eduardo dos Santos (JES), no poder há 32 anos. Os jovens Revús, como o Teka, influenciaram muito na desistência de José Eduardo dos Santos na liderança do país, por terem exposto o lado ditatorial, corrupto, nepotista e de ladrão daquele que antes do surgimento desta nova juventude contestatária era tido como o todo-poderoso e inquestionável Arquiteto da Paz.

Depois do derrube de José Eduardo dos Santos da Presidência de Angola, a segunda maior tarefa geracional dos jovens revolucionários angolanos é a retirada do partido político MPLA do poder, concretizando assim a alternância política.

Para além da desistência de José Eduardo dos Santos, um dos notáveis ganhos dos Revús, até agora, é a corajosa conquista do exercício do Direito de Reunião e de Manifestação (Artigo 47 da Constituição da República de Angola), que antes era quase impossível de se usufruir.

Desde 2011, a maior ferramenta de luta destes jovens revolucionários angolanos tem sido as redes sociais da internet.

Usando os seus conhecimentos universitários nos ramos de jornalismo, design gráfico e tecnologias de comunicação, Pedrowski Teka tem contribuído de forma qualitativa no ativismo angolano desde 2011.

O seu domínio da língua inglesa também tem sido uma mais-valia na cooperação e exposição internacional da luta dos Revús, destacando-se as várias entrevistas em órgãos de comunicação social estrangeiros, a participação em conferências em países de expressão inglesa, realçando aqui a entrega de uma carta ao ex-Presidente dos Estado Unidos da América, Barack Obama, em princípio do mês de Julho de 2013, em Dar Es Salaam, Tanzânia, chamando a atenção dos americanos para as contínuas violações de direitos humanos em Angola.

Uma década depois, de 2011 a 2021, o maior desafio entre os jovens revolucionários angolanos continuava sendo a de organização e estruturação interna.

Por causa da incompatibilidade de funções, Pedrowski Teka suspendeu o seu exercício da profissão de jornalismo em Setembro de 2020, na qualidade Chefe de Redação no semanário Folha 8, seguindo aquilo que é sua paixão: o ativismo político. Para a sua sustentabilidade, embarcou no mundo empresarial.

No dia 15 de Março de 2021, fundou o movimento pressão cívico-político da sociedade civil angolana, a União do Povo Angolano (UPA), do qual é Presidente.

Sob o slogan “Ninguém Fica Para Trás!”, a UPA tem lutado ao lado das organizações políticas que formaram a Frente Patriótica Unida (FPU) que, sob a liderança do partido UNITA e do seu Presidente, o Engenheiro Adalberto Costa Júnior, luta para a concretização da alternância do poder político na República de Angola nas próximas Eleições Gerais de 24 de Agosto de 2022.

No âmbito de uma estratégia de vitória da Frente Patriótica Unida, o ativista-político Pedrowski Teka é o candidato número 84 no Circulo Nacional para deputados a Assembleia Nacional, agregado na lista do maior partido político na oposição angolana, a UNITA.

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