Energia apagada em 1975 em Kayongo volta reacender em 2020

Por Hebo Twavele/Alfredo Dikwiza

Uíge, 14/08 (Wizi-Kongo) – A energia eléctrica apagada em 1975, ano em que Angola ganhou a independência, 500 anos depois do jugo colonial português, a comuna do Kayongo, no município de Kangola, província do Uíge, voltando a reacender agora em 2020, concretamente, no dia 11 do mês e ano em curso. Soube, hoje, sexta-feira, o Wizi-Kongo, na sede do Kayongo/Kangola, 182 quilómetros a sudeste da cidade do Uíge, que, a circunscrição volta a ser iluminada (pública), como antes, 45 anos depois, por via de um gerador de 250Kwh, adquirida pela administração municipal, liderada por Pedro Coji Zua, que, igualmente, coube a responsabilidades, de na última terça-feira (11/08), da sua inauguração.

O mesmo gerador, funciona a gasóleo. Apenas fornece a energia no período das 18/23horas, com vista a poupar o consumo do combustível, cujos custos são elevados. Pelo que se apurou dos moradores locais, estão lembras que na passada terça-feira, Pedro Coji Zua, na sua intervenção pediu a população no sentido de cuidarem o equipamento colocado para o benefício público, numa iniciativa, que, também fora enaltecida hoje, pelo administrador comunal do Kayongo, Ernesto da Silva Joaquim. Porém, ele diz que a “ materialização deste bem consta dos esforços que o governo costuma evidenciar para melhorar o bem-estar das populações”.

Dois interlocutores locais, cujos nomes identificados de Marta e Afonso, confessaram a reportagem do Wizi-Kongo que, desde que nasceram até o dia 11 de Agosto/2020, nunca antes viram a comuna iluminada com luz pública, sem falar das crianças e outros jovens nas idades de 18/35 anos e de adultos, como eles, dos 35/45 anos de idade. Para eles, em conjunto com suas famílias domiciliar, desde que reacendeu a energia, ficam horas e horas fora, estranhando e se alegrando com a iluminação na rua.

Indagados sobre como as noites eram antes do reacender das lâmpadas nos pouco menos de 300 metros de extensão pública que Kayongo beneficiou, Marta e Afonso, lembram que, um, entre outro, na sede da comuna, possuí pequeno gerador a gasolina, que, eram ligados uma vez a outra no intervalo das 18/20 horas, porque os custos na compra da gasolina são elevados demais e, contam, as vezes, em toda sede da comuna, só uma pessoa ligava o seu gerador “não imaginas a enchente para se ir assistir, crianças, jovens e adultos” e, em outros mementos, nem um e nem outro ligava, tudo ficava as escuras, feito um deserto desabitado por humanos.

Mas, explicam, na maioria das pessoas que vivem na sede de Kayongo não possuem gerador. Para essa classe de cidadãos nacionais, dependem em suas casas de luz de vela, candeeiros, chaminé e até mesmo de recursos aos alichotes de capim e vela tradicional, como nos velhos tempos. Agora, adiantam, que, tudo ambos farão para instalarem essa energia que nunca tiveram em suas residências e, assim, esperaram um dia comprar uma televisão para passar assistir as informações, que, também só serão possíveis depois de instalar uma antena parabólica de uma das operadora, DSTV ou ZAP, pois, sem uma antena parabólica, os sinais ta Televisão Publica de Angola (TPA), não abrem.

“Estamos a ver a energia acesa no perímetro em que foram instalados os cabos, caberá agora, cada um, unir as condições na compra dos fios e outros meios necessários para este fim e também talvez abrir um contrato na administração comunal e, só, assim, iremos beneficiar o consumo deste bem em nossas casas”, admitem. E, orgulham-se, como sustentaram da presença do gerador na comuna, embora não puder trabalhar 24 horas, por dia, a exemplo, do que acontece, caso a energia fosse de uma fonte hidroeléctrica.

Kaiongo, é uma das comunas, apare do Bengo, que, o município de Kangola possui. Kayongo, dista a 32 quilómetros a norte da sede de Kangola. Antes de chegar na sede da vila de Kangola, primeiro, passasse na comuna do Kayongo, por encontrar-se na via principal. Entretanto, na sede de Kayongo nota-se a presença de serviços de saúde, através de um posto médico, de escola primária de raiz e outra improvisada para fins dos alunos do primeiro ciclo e secundário, bem como administração comunal e posto policial.

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    KANGOLA MELHORA A CAPACIDADE DE EMERGÊNCIA RESPIRATÓRIA COM  O REFORÇO DE BOTIJAS DE OXIGÉNIO 

    Por Jeremias Kaboco| Jornalista

    Uíge, 14/07 (Wizi-Kongo) — Em uma iniciativa voltada ao fortalecimento dos serviços de saúde primários, o administrador municipal de Kangola, Kiaku Fernandes Jorge, realizou nesta segunda-feira, 14 de julho de 2025, uma visita ao Centro Médico local, onde procedeu à entrega de botijas destinadas ao tratamento de insuficiência respiratória e outras urgências médicas.

    Durante a visita, o administrador percorreu diversas áreas da unidade hospitalar, avaliando as condições de trabalho dos profissionais e dialogando sobre as principais carências enfrentadas pelo centro. A entrega do equipamento, realizada diretamente à direção da instituição, foi destacada por Kiaku como fundamental para a estabilização de pacientes em estado crítico.

    “Essas botijas representam um passo importante na ampliação da capacidade de resposta do centro médico, especialmente diante de casos respiratórios agudos,” reforçou o administrador.

    O gesto foi reconhecido pelo diretor clínico do centro, Nufuenquenda Idóneo Miguel Kama, que agradeceu em nome da equipa médica. “Esta entrega demonstra um avanço significativo, pois reforça a nossa capacidade de resposta, especialmente em situações de emergência. Agradecemos ao executivo pelo empenho e pela atenção dedicada à saúde em Kangola,” afirmou.

    A iniciativa reforça o compromisso do governo local com o bem-estar da população e o aprimoramento contínuo dos serviços públicos de saúde.

    ENFERMEIROS RECORREM AS LANTERNAS DE TELEMÓVEIS PARA ATENDER DOENTES

    Alfredo Dikwiza|Jornalista

    Uíge, 28/05 (Wizi-Kongo) – A falta de combustível para bastecer o grupo gerador municipal e o alternativo da (Comissão Nacional Eleitoral/CNE), deixou um rasto de problemas no centro municipal de saúde de Kangola, 182 quilómetros da sede da cidade do Uíge, obrigando os enfermeiros e médicos recorrerem as lanternas dos telemóveis para atenderem os doentes no período nocturno.

    A situação, de acordo com fontes fidedignas que falaram hoje, quarta-feira para o Wizi-Kongo, é de conhecimento público e os doentes que deram entrada nos últimos daquela unidade sanitária, sabem bem no que passaram, que é tão preocupante porque mesmo com auxílio da lanterna, não se consegue trabalhar de maneira adequada, evitando acidentes no atendimento aos pacientes.

    Sabe-se que, o centro municipal de saúde de Kangola ou hospital municipal como também é designado, não possui de um grupo gerador particular, pelo que, depende da corrente pública, através do grupo gerador ou da energia eléctrica do gerador da Comissão Nacional Eleitora/CNE, e como ambos estão sem combustível, então a unidade sanitária viu-se a enfrentar as consequências.

    Quanto as questões relacionadas com as seringas, anestesias e alguns fármacos, eles admitiram a existência dos mesmo no hospital, mas reconheceram a falta de um entre outro remédio, que são passados nas receitas e cada um recorre a uma farmácia para efectuar a compra.

    Até o desfecho desta matéria, este portal procurou manter contacto com o administrador municipal de Kangola, Kiaku Fernandes, mas não teve sucessos, uma vez que, fontes locais apontam o dedo ao responsável máximo daquela unidade sanitária, que, pouco fica no hospital.

     

     

     

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