Ravinas ameaçam “engolir” casas no Milunga

Uíge – Duas ravinas nascidas no meio de mais de 20 casas, na sede do município de Milunga, na província do Uíge, ameaçam “engolir” grande parte dessas habitações, se não houver intervenção imediata.

As ravinas,  de 80 e 100 metros de extensão, 50 metros de largura e 35 de profundidade,  podem desalojar e causar mortes de mais de 20 familias, porque continuam a alastrar-se com as chuvas que caem nos últimos dias.

Em consequência, algumas famálias já abandoram as suas casas, sendo que outras clamam pela intervenção imediata, uma vez que tais barrancos já se encontram a um metro das suas residências.

Nesta zona afectada pelas ravinas, estão, igualmente, em risco algumas casas dos 200 focos habitacionais do município de Miluga.

Ouvido pela Angop, o cidadão João Bernardo disse ter pedido ao governado provincial para estancar as ravinas com urgência, porque estariam a salvaguardar a vida de muitas  famílias.

Por sua vez, o cidadão Kakoka Luvungo disse que já retirou a família para viver em casa de renda. “O que está em jogo é a vida da minha família”, lamentou o cidadão.

Ao reagir a esse facto, numa visita efectuada ao decimo município da província, o governador José Carvalho da Rocha informou que, em colaboração com o Ministério da Construção e Obras Públicas, gizou-se um plano estratégico para a contenção das ravinas.

“Estamos a espera da disponibilidade financeira para o arranque dos trabalhos, até porque o estancamento dessas ravinas faz parte das prioridade do governo do Uíge” respondeu aos municípes de Milunga.

Das 180 ravinas contabilizadas pelo departamento das obras públicas da província do Uíge, o município de Milunga conta com 15.

Via Angop

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    ESTANCAMENTO DE RAVINAS EVITA RUINA DE SANTA CRUZ

    Alfredo Dikwiza|Jornalista

    Uíge, 30/03 (Wizi-Kongo) – A sede de Santa Cruz/Milunga, voltou a respirar de alívios, fruto das obras iniciadas no dia 24 do mês e ano em curso a cargo da empresa AGFC que estão no estancamento de seis (6) ravinas que ameaçavam arruinar a vila localizada a 235 quilómetros a nordeste da capital da província do Uíge, anunciou hoje, o administrador local, Euclides Jorge Laurindo Garcia.

    Em declarações ao portal Wizi-Kongo, disse que a circunscrição que dirige, cadastrou um total de 51 ravinas, estando seis na sede da vila (Santa Cruz), 31 no perímetro da estrada que inicia na comuna de Macocola/Santa Cruz e outras 14 localizadas em volta da comuna de Macocola, respectivamente.

    Segundo assegurou, ao longo da estrada Macocola/Santa Cruz, têm feito alguns trabalhos paliativos por parte da empresa AGFC com vistas a evitar estragos maiores que possam impedir a livre circulação de pessoa e bens, assim como, a nível da administração planificou-se a realização de campanhas permanentes que visam prevenir a progressão de ravinas com menores dimensões.

    De olhos postos no andamento das obras de desmantelamento das ravinas na Santa Cruz, Euclides Jorge Laurindo Garcia, pediu ao encarregado da empreitada que reporte-o de todas às dificuldades que forem encontradas no terreno, para que, deste jeito, se alcancem êxitos esperados na execução dos trabalhos em curso.

    Sanza Pombo, Kangola, Kimbele, Nova Esperança (Buengas) e Milunga, são os municípios a nível da região do Uíge, que mais apresentam casos deste fenómeno natural, que ameaça em muitas partes a livre circulação de pessoas e bens.

    Com um espaço territorial de 217 quilómetros quadrados, o município de Milunga é limitado a norte pelo município de Kimbele, ao sul a vizinha província de Malange, ao oeste o município de Sanza Pombo e ao leste a República Democrática do Congo (RDC). Porém, a circunscrição possui rios, flora e fauna abundante em muitas espécies.

    O município de Milunga possui três comunas, nomeadamente, Macocola, Macolo e Massau. Entretanto, os habitantes locais sobrevivem da agricultura de subsistência, produzindo vários produtos que abastecem a sede da província do Uíge, de Malange e a capital do país, Luanda.

    PROMESSAS DE ELECTRIFICAÇÃO DA REGIÃO VOLTAM A SOAR NO UÍGE 

    Redação| Wizi Kongo 

    Uíge, 05/02 (Wizi-Kongo) – Em 2022, nas vésperas das últimas eleições gerais ganhas pelo MPLA, assistiu-se um festival a nível da região do Uíge, de lançamentos de primeiras pedras para construção de subestações elétricas na maioria dos municípios locais, porém, passados quase três (3) anos, não se viu a movimentação da água, nem a ir e muito menos a vir na concretização deste projecto que muito na altura orgulhou os habitantes do Bago Vermelho.

    Outra vez, em vésperas das eleições gerais/ 2027 (ainda sem dia e mês definido), as promessas para electrificação dos actuais 19 municípios sem corrente eléctrica, entre os 23 que compõe essa região do norte do país, voltaram a soar de viva voz por via do titular da pasta de Ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges, nesta cidade, concretamente, na última terça-feira (04/02), em dia da celebração do Início da Luta Armada de Libertação Nacional/1961, cujo acto central/2025, decorreu na vila de Negage/Uíge.

    Entre os actuais 23 municípios da província do Uíge, apenas quatro (4), nomeadamente, Uíge, Negage, Makela do Zombo e Sanza Pombo, possuem corrente eléctrica pública, estando neste momento, às escuras 19 outras vilas, que são, Bungo, Songo, Ambuíla, Quipedro, Bembe, Songo, Mucaba, Damba, Nsosso, Vista Alegre, Púri, Quitexe, Alto-Cauale, Kimbele, Nova Esperança, Lukunga, Sacandika, Massau e Alto Zaza.

    No seu anúncio, João Baptista Borges, assegurou que, às empreitadas das obras de expansão da rede eléctrica pública, nos municípios do Uíge sem corrente eléctrica, darão o pontapé de saída no mês de Abril, caso falha, então, os trabalhos arrancaram no mês de Maio do ano em curso.

    Injectados para o aludido projecto mais de USD 300 milhões, será executado em fases, devendo na primeira fase abranger a construção das linhas de transporte e de subestações elétricas, os municípios do Bungo, Bembe, Songo, Púri, Kitexe, Damba, Kitexe, Mucaba e Ambuíla.

    E, sem saber quando será, já na outra fase, no caso, a segunda, certamente, integrará a construção das linhas de transporte e de subestações elétricas, os municípios da Nova Esperança , Alto-Cauale, Kimbele, Lukunga, Sacandica, Kipedro, Nsosso, Vista Alegre, Massau e Alto Zaza, respectivamente. Entretanto, a província do Uíge, é um pilar forte na agricultura de Angola, pelo que, uma vez esteja electrificada, será muito mais benéfica ainda no aumento da produção agrícola e na transformação dos produtos por colher.

    História do Kongo

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