ENFERMEIROS RECORREM AS LANTERNAS DE TELEMÓVEIS PARA ATENDER DOENTES

Alfredo Dikwiza|Jornalista

Uíge, 28/05 (Wizi-Kongo) – A falta de combustível para bastecer o grupo gerador municipal e o alternativo da (Comissão Nacional Eleitoral/CNE), deixou um rasto de problemas no centro municipal de saúde de Kangola, 182 quilómetros da sede da cidade do Uíge, obrigando os enfermeiros e médicos recorrerem as lanternas dos telemóveis para atenderem os doentes no período nocturno.

A situação, de acordo com fontes fidedignas que falaram hoje, quarta-feira para o Wizi-Kongo, é de conhecimento público e os doentes que deram entrada nos últimos daquela unidade sanitária, sabem bem no que passaram, que é tão preocupante porque mesmo com auxílio da lanterna, não se consegue trabalhar de maneira adequada, evitando acidentes no atendimento aos pacientes.

Sabe-se que, o centro municipal de saúde de Kangola ou hospital municipal como também é designado, não possui de um grupo gerador particular, pelo que, depende da corrente pública, através do grupo gerador ou da energia eléctrica do gerador da Comissão Nacional Eleitora/CNE, e como ambos estão sem combustível, então a unidade sanitária viu-se a enfrentar as consequências.

Quanto as questões relacionadas com as seringas, anestesias e alguns fármacos, eles admitiram a existência dos mesmo no hospital, mas reconheceram a falta de um entre outro remédio, que são passados nas receitas e cada um recorre a uma farmácia para efectuar a compra.

Até o desfecho desta matéria, este portal procurou manter contacto com o administrador municipal de Kangola, Kiaku Fernandes, mas não teve sucessos, uma vez que, fontes locais apontam o dedo ao responsável máximo daquela unidade sanitária, que, pouco fica no hospital.

 

 

 

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    Durante a visita, o administrador percorreu diversas áreas da unidade hospitalar, avaliando as condições de trabalho dos profissionais e dialogando sobre as principais carências enfrentadas pelo centro. A entrega do equipamento, realizada diretamente à direção da instituição, foi destacada por Kiaku como fundamental para a estabilização de pacientes em estado crítico.

    “Essas botijas representam um passo importante na ampliação da capacidade de resposta do centro médico, especialmente diante de casos respiratórios agudos,” reforçou o administrador.

    O gesto foi reconhecido pelo diretor clínico do centro, Nufuenquenda Idóneo Miguel Kama, que agradeceu em nome da equipa médica. “Esta entrega demonstra um avanço significativo, pois reforça a nossa capacidade de resposta, especialmente em situações de emergência. Agradecemos ao executivo pelo empenho e pela atenção dedicada à saúde em Kangola,” afirmou.

    A iniciativa reforça o compromisso do governo local com o bem-estar da população e o aprimoramento contínuo dos serviços públicos de saúde.

    ALTO-CAUALE HÁ OITO MESES SEM SERVIÇOS DE IDENTIFICAÇÃO CIVIL

    Alfredo Dikwiza|Jornalista

    Uíge, 05/04 (Wizi-Kongo) – Há oito meses, os munícipes de Alto-Cuale, 182 quilómetros da sede da cidade do Uíge, estão privados dos serviços de identificação civil, por conta da avaria do gerador que fornecia energia eléctrica a instituição, situação que preocupa o administrador local e estando já empenhado na busca de soluções para restituição normal dos mesmos serviços.

    Mas, disse, hoje, sábado, em entrevista ao Wizi-Kongo, Kiaco Fernandes Jorge, administrador municipal de Alto-Caule, nem tudo vai mal para o sector da justiça, na circunscrição que dirige, uma vez que, em 2024, conseguiu registar-se o nascimento de 910 criação de ambos os sexos e, estando em marcha um projecto que visa registar todas a crianças a nível do município.

    Para tal, foi criada quatro brigadas no início deste ano, concretamente, Janeiro/2025, que têm deslocado até as comunidades com objectivo de registar todas as crianças, sem exclusão de ninguém, avançando que, assim que as brigadas chegam numa determinada localidade, fazem a colheita de dados e a posterior são descarregados para delegação provincial da justiça, para os devidos efeitos.

    “Não me conforta ver as crianças sem registo, isto não é normal”, afirmou o administrador, tendo reconhecido que, os tempos são outros que o país vive e os desafios, igualmente, devem ir ao encontro dessa nova realidade.

    O município de Alto-Cauale, possui duas comunas, concretamente, Bengo e Caiongo. Entretanto, a população a nível da circunscrição de Alto-Cauale comunica-se em três línguas, português, kikongo e kibundo. A mandioca, café, batata-doce e rena, amendoim, feijão, entre outros, são os produtos produzidos pelos habitantes, que, têm a agricultura de subsistência e da caça como fontes de sobrevivência.

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