Angola em luto há 46 anos da independência

Reflexão do jornalista Alfredo Dikwiza

Uíge, 11/11 (Wizi-Kongo) – Nem no princípio eramos todos angolanos. Uns estavam por Angola, outros contra Angola. Estávamos sob jugo colonial. Mas, tirar o pula do solo pátrio, era uma questão de honra, então, “vida ou morte”, estava chegando a hora. Com catanas, espingardas, caçadeiras, flexas… e de um lado dialogo com os portugueses, foram desencadeados pelos nossos progenitores.

E, graças a isso, alcançamos a dipanda. O povo festejou, na rua saiu e cantou “a independência está chegando”, uma bandeira foi içada, no ar, espalhou abanando com a “preta e vermelha, catana, roda dentada e a estrela”, em honra do orgulho, do sangue derramado e da sua riqueza. Só que, de 1975/2021, nós mesmos, matamos e mandamos matar milhares e milhares de nossos co-cidadãos, através da ganância e ambição do poder!

Assim, em 11-11-1975 ficou escrito nos anéis das nações com uma Angola dos angolanos. Infelizmente, uma outra geração às portas estava por ser derramada o sangue. Uns nasceram antes de morrer e outros escaparam (nossos pais) e deu uma nova geração (a minha). Essa, nasceu com a faca pendurada ao pescoço, roubada e mutilada os seus sonhos.

Sequestrada a paz à luz dos seus olhos, obrigada a sofrer em silêncio, negada o emprego, o pão…também foi sujeita! apesar disso, essa geração, exibe às garra, luta e diz estar proibida de falhar…mas, já falhou!

Já falhou, por tornar-se inimigo número 1 do seu irmão, do seu colega de classe, do serviço, vizinho…. por não fazer parte do partido A-B.

Através do partido, tornamos cúmplices do massacre do país e sua gente e, não ficamos por aí, a próxima geração já está vendida e morta, sem lugar na sua terra (Angola) para viver. Em Angola, a criança deixou de ser o futuro do amanhã. Pior que isso, os espirito também estão confusos, negaram a razão e submeteram-se a bajulação, um processo achado lucrativo no solo pátrio.

Hoje, 11-11- 2021, estamos a comemorar sem brilho e paz os 46 anos de independência de Angola. E, estou de luto em memória de todos milhares e milhares de angolanos que foram mortos por via da ambição e ganância elo poder de 1975/2021.

Em memória daqueles que tombaram em luta pelo país e das almas inocentes, subscrevo-me, Alfredo Dikuiza.

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    Via PNA

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