Em Kangola, erro médico agudiza hérnia da criança de 1 ano

Por Alfredo Dikwiza

Kangola, 26/09 (Wizi-Kongo) – Andrade Júlio Florindo, criança na (imagem) de 1 ano e dois meses de idade, na comuna do Bengo, município de Kangola (Alto Kawale), província do Uíge, encontra-se a sofrer de uma hérnia desde que nasceu a 19 de Julho de 2018, mas o médico que o observou os mandou ir para casa.

Nascido de um parto normal, em casa, na sede da comuna do Bengo, 225 quilómetros a sudoeste da cidade do Uíge e 45 quilómetros da sede de Kangola, o pequeno ser humano, Andrade Júlio Florindo, chegou ao mundo, vindo do ventre da sua mãe já com a hérnia, e tão logo a família notou a criança ter nascido com os testículos fora do normal, no dia seguinte, deslocaram-se com ele a sede do município de Kangola, onde foi observado por um médico, que confirmou ser uma hérnia, mas que, em seguida, os mandou voltar para casa, sem ter feito nenhuma intervenção médica ou medicamentosa.

Por falta de uma ambulância (antes) e de outro carro (devido da estrada ser débil até hoje), Juliana Moreira Pedro, teve que procurar um táxi de motocicleta (moto de duas rodas), andando com o recém nascido numa distância de 45 quilómetros, da sede do Bengo, a sede de Kangola, tendo na ida e volta, nas mesmas condições, percorrido com o seu filho, 90 quilómetros, mas no “em vão”.

Assim que chegamos no hospital de Kangola, um dia depois da criança ter nascido na comuna do Bengo, fomos recebidos por um enfermeiro e este enfermeiro depois chamou o médico que, observou a criança e disse-me que tinha problemas de hérnia”, começou por falar hoje, quinta-feira, ao Wizi-Kongo, na sede da comuna do Bengo, a mãe biológica da criança, Juliana Moreira Pedro, e, sustentou, que minutos depois, aquele médico disse que teríamos de voltar em casa e assim voltamos a casa, na comuna. Pelas características, sustentou “ainda recordo ser angolano, mas não cheguei de saber o nome dele”.

Sem possibilidades financeiras para se dirigir-se a capital do país, Luanda, ou aos hospitais do Uíge ou de Negage, município que possuem outras unidades sanitárias com melhores condições de trabalho e de técnicos humanos, Juliana Moreira Pedro, recorreu ao medicamento tradicional para ver se a sua criança fosse sarada, mas, mesmo com tantas tentativas, até ao momento, o único resultado que vê é o agudizar da hérnia do seu filho.

Meu pai e a minha mãe não trabalham, os dois são componeses de subsistência apenas, isso vai nos dificultando tomar qualquer iniciativa em partir para outra localidade em busca de soluções para a criança ter estado de saúde, ser igual a de uma criança normal”, desabafou a mãe do bebé, mas chorando e tendo perdido até a fala por alguns minutos, só depois voltou a falar ” dói muito eu ver o meu filho a crescer nestas condições em que ele se encontra desde os seus primeiros dias de vida.

Não consigo ver meu filho assim, pior que isso não vivo com o pai dele”, lamentou, outra vez, em lágrimas que caíam facilmente, uma demostração de uma dor acumulada neste um ano e dois meses de vida da sua primeira criança. Depois da pausa na entrevista, Juliana Moreira Pedro voltou a dizer ” espero que se face algo para o bem do meu filho, quero ver ele crescer saudavelmente”.

As constatações feitas pelo Wizi-Kongo e mesmo depois que ouviu a mãe biológica da criança doente, indicam que a falta de condições financeiras impossibilita a mesma sair da comuna para outro local em busca da saúde da criança.

Entretanto, segundo ela, na sua família nunca ninguém antes sofreu de hérnia, quer da parte materna, quer da paterna. Juliana Moreira Pedro, vive com o filho em casa de seus pais biológicos, Moreira Pedro e Arminda Pedro, na sede da comuna do Bengo, por detrás do espaço ocupado pela igreja Tocoista.

Juliana Moreira Pedro, de 18 anos de idade, teve o seu filho quando tinha 17 anos de idade. Neste momento, estuda a s’etima (7) classe, período de manha, no colégio da salas anexas na sede da comuna do Bengo.

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    Por Jeremias Kaboco| Jornalista

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    “Essas botijas representam um passo importante na ampliação da capacidade de resposta do centro médico, especialmente diante de casos respiratórios agudos,” reforçou o administrador.

    O gesto foi reconhecido pelo diretor clínico do centro, Nufuenquenda Idóneo Miguel Kama, que agradeceu em nome da equipa médica. “Esta entrega demonstra um avanço significativo, pois reforça a nossa capacidade de resposta, especialmente em situações de emergência. Agradecemos ao executivo pelo empenho e pela atenção dedicada à saúde em Kangola,” afirmou.

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    ENFERMEIROS RECORREM AS LANTERNAS DE TELEMÓVEIS PARA ATENDER DOENTES

    Alfredo Dikwiza|Jornalista

    Uíge, 28/05 (Wizi-Kongo) – A falta de combustível para bastecer o grupo gerador municipal e o alternativo da (Comissão Nacional Eleitoral/CNE), deixou um rasto de problemas no centro municipal de saúde de Kangola, 182 quilómetros da sede da cidade do Uíge, obrigando os enfermeiros e médicos recorrerem as lanternas dos telemóveis para atenderem os doentes no período nocturno.

    A situação, de acordo com fontes fidedignas que falaram hoje, quarta-feira para o Wizi-Kongo, é de conhecimento público e os doentes que deram entrada nos últimos daquela unidade sanitária, sabem bem no que passaram, que é tão preocupante porque mesmo com auxílio da lanterna, não se consegue trabalhar de maneira adequada, evitando acidentes no atendimento aos pacientes.

    Sabe-se que, o centro municipal de saúde de Kangola ou hospital municipal como também é designado, não possui de um grupo gerador particular, pelo que, depende da corrente pública, através do grupo gerador ou da energia eléctrica do gerador da Comissão Nacional Eleitora/CNE, e como ambos estão sem combustível, então a unidade sanitária viu-se a enfrentar as consequências.

    Quanto as questões relacionadas com as seringas, anestesias e alguns fármacos, eles admitiram a existência dos mesmo no hospital, mas reconheceram a falta de um entre outro remédio, que são passados nas receitas e cada um recorre a uma farmácia para efectuar a compra.

    Até o desfecho desta matéria, este portal procurou manter contacto com o administrador municipal de Kangola, Kiaku Fernandes, mas não teve sucessos, uma vez que, fontes locais apontam o dedo ao responsável máximo daquela unidade sanitária, que, pouco fica no hospital.

     

     

     

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