Acusações de bruxaria obriga idoso cortar a garganta, PN frustra suicídio 

Imagem: Wizi-Kongo, Alfredo Dikwiza.

Por Alfredo Dikwiza

Uíge, 02/07 (Wizi-Kongo) – Por alegadas acusações de bruxaria levantadas por membros afectos à sua família, João Monteiro, cidadão nacional, de 52 anos de idade, profissional de farmacologia há 22 anos de serviço, colocado no centro municipal local, pegou nas primeiras horas deste dia uma faca e espetou-se na garganta, contraindo ferimento grave que levou 20 pontos de sutura, mas graças a pronta intervenção dos efectivos da polícia nacional, viu frustrada a tentativa de suicidar-se, soube hoje, sexta-feira, o Wizi-Kongo, de fontes próximas daquele comando.

O infausto acontecimento deu-se depois que a família recebeu a informação sobre o falecimento de um irmão de João Monteiro, vítima de uma doença prolongada. Assim, de seguida, levantou-se rumores contra ele, concretamente, acusando-o de bruxaria, sendo ele o causador da morte do irmão. Essa acusação, abandonou a própria residência, tendo João Monteiro passado a noite no abrigo de outro membro de família, onde curiosamente, pegou numa faca e espetou-se na garganta.

De acordo com a fonte do Wizi-Kongo, avançou que o comando liderado pelo comandante e delegado municipal da polícia nacional de Angola no Bembe, superintendente Pedro José “Makenene”, depara-se constantemente com diversos casos de género. “É uma prática regular a nível da circunscrição e aponta ser uma conduta reprovável no seio da sociedade, por construir um risco à saúde pública”, sublinha.

Quando a polícia chegou no local da ocorrência, explica, evacuou imediatamente o paciente à unidade sanitária local e, ao chegar no centro de saúde, foi atendido pela enfermeira em serviço, Kaluvidiku Menga, que, horas depois, informou as demais autoridades, bem como a família de que o paciente encontrava-se fora do perigo, apesar do grave ferimento causado pelo impacto da sua acção.

Kaluvidiku Menga, questionada sobre o comportamento psicológico do seu colega nos dias normais de trabalho, frisou que nunca e em nenhum momento, João Monteiro apresentou anomalia ou alteração comportamentais. Entretanto, aquela técnica de saúde, desencoraja a mesma prática, por mais que a situação seja aterrorizante no seio da família ou não.

Antes de avançar outras razões que concorreram na tentativa do suicídio, João Monteiro, explica, ao Wizi-Kongo, ser um facto inédito, às acusações de bruxaria sofrido por parte dos membros da sua família, para isso, resolveu tirar a sua própria via, com ajuda de alegadas forças estranhas que o incentivaram para o fazer.

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