Afonso Luviluku cai na mira dos manifestantes

Por Alfredo Dikwiza

Uíge, 31/05(Wizi-Kongo) – Um grupo de cidadãos nacionais, liderados pelo activista Jorge Quisseque soltaram os gritos, assobios, cânticos, cartazes e panfletos durante a invasão às ruas da cidade do Uíge em protesto do cargo de Afonso Luviluku, vice-governador para os sectores técnico e infra-estrutura da província do Uíge, aquém dizem estar a contribuir para não desenvolvimento da região.

“Luviluku fora o Uíge não te quer mais”, “fora o maribondo do Luviluku”, essas duas citações eram as mais sonantes na caminhada, mas ainda proferiam outras palavras contra a governação do mesmo, numa manifestação que iniciou no bairro mais populoso do Uíge, no caso, Candombe-Velho, tendo proseguido até a rotunda da Bangola do Norte, da Bangola do Norte às rua Industrial, Comandante Bula e a do Comércio com intensão de terminar no largo do governo provincial, pretenção essa que não foi permitida pela polícia nacional, ou seja, tendo apenas a manifestação terminar no entroncamento entre as ruas do Comércio e Comandante Bula, cita na antiga Mini-Feira.

Com megafone na mão direita, às vezes passando-o para a outra mão, a esquerda, obviamente, o líder da manifestação (um pequeno grande, feito o Rei David), encorajava cada vez mais os outros e pouco a poucos até os que não estavam para integrar a manifestação, acabaram por entrar na onda, deixando as ruas por onde passavam coloridas e agitadas, pois, até os moradores dos prédios ficavam entre as varandas para não ouvirem por dizer o que acontecia e sim, ficaram-na apreciar e tirando cada um suas ilações, num acompanhamento titanico da polícia nacional e da direcção da viação e trânsito, que tanto contribuíram para a mesma correr sem sobressaltos (mortes e ferimentos).

Na ora da verdade, ou seja, a polícia nacional montou uma murralha no entroncamento das ruas do Comércio e Comandante Bula, onde não permitiram que a manifestação chegasse ao largo do governo provincial, tal como era o desejo dos manifestantes, aí tudo parou, mas parou mesmo, bem que tudo foi na paz, entre a polícia e os revindicadores, nisso os grritos intensificaram, os assobios e os cânticos também ganhavam outro tom e aquém teve mesmo segundo longos para mexer a cabeça, o pé, para sorrir ou ficar aí olhando os manifestantes, na sua maioria jovens, por um bom tempo.

Mas a polícia não facilitou os manifestantes prosseguirem para o largo do governo provincial, na rua António Agostinho Neto. No local, os órgãos de comunicação social, tanto privados e públicos não quiseram escapar o momento, aproximaram-se ao líder e sem palpas na boca, Jorge Quisseque, culpou Afonso Luviluku como sendo um dos elementos que em nada vai ajudando a governação de Mpinda Simão nos destinos da província do Uíge, “Afonso Luviluku é um grande corrupto, nepotista e tribalista, responsável de vários terrenos, é um comerciante autêntico e é ele que impede demais empresas a terem suas oportunidades”.

Agastaddo com Afonso Luviluku, o activista disse ” quem vende os terrenos no Uíge é ele, é um autêntico gatuno, tenho provas de tudo isso, quem tem dúvidas entre em contacto comigo e eu irei mostrar as provas, os orçamentos que são enviados para Uíge em nada com eles estão a ser feitos, e nós como povo saímos às ruas em ajuda do presidente João Lourenço tomar conta disso”.

Um criminoso como este, soltou a voz, “queremos que seja responsabilizado, vamos apenas dar uma duas semanas, caso Luviluku continuar no poder, outra vez sairemos às ruas, desta vez, será com maior actuação, porque ele é um elemento que em nada vai ajudando o progresso do Uíge, com ele no cargo técnico e infra-estrutura, Uíge continuará sem progressos, pois é também autor na privatização de muitas empresas locais”.

 

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