Cidade do Uíge privada de água e famílias recorrem as cacimbas

Por Alfredo Dikwiza

Uíge, 12/12(Wizi-Kongo)- Bidões e baldes as mãos, banheiras a cabeça, com pé descalço ou calçado, escalando montanhas, atravessar valas e valetas, suportar bichas e percorrer longas distâncias, rumo às cachimbas para buscar água para beber, cozinhar, banhar e lavar sã tornou há 48 horas na nova fórmula das famílias enfrentar a vida na sede da cidade do Uíge, devido da rede pública de abastecimento do líquido estar privada de o fazer.

“Em 48 horas a carência da água na cidade do Uíge se tornou mais lamentável, que, o imposto do valor acrescentado (IVA), que fez disparar de que maneira os produtos da cesta básica, causando com isso dores de cabeça as famílias para colocar algo a mesa”, rematou, hoje, às 18 horas, ao Wizi-Kongo, um morador do bairro Papelão, Vasculho da Cruz, essa situação da falta de água, acrescentou, daqui há dias não se assuste se os casos de cólera, diarreia e outras patologias voltarem assolar em números avassaladores os hospitais do município do Uíge.

Glória Amadeu, outra moradora do bairro Candombe-Velho, espelhou que são locais onde a água vai sendo retirada para o consumo humano que não oferecem nenhuma segurança de higiene, muito menos um tratamento adequado para saúde humana, porque pelo tempo que a rede pública vem fornecendo a água na cidade do Uíge, muitos proprietários de cachimbas pararam de organizar estes locais, além disso, é sabido que a cidade do Uíge encontra-se na montanha e, isto, diz tudo para o perigo eminente em consumir a água da cachimba, diante da população.

Mas, reforçou a vizinha da Glória Amadeu, Tânia Duartes “todos aqueles que são pobres, assim como nós, por não possuir dinheiro para recorrer aos mini mercados, cantinas e não só para comprar a água engarrafada, de uma ou de outra forma, somos os principais alvos a recorrer as cachimbas a busca de uma água repleta de micróbios e vermes mortíferos, que, a posterior serão ingeridos e, com isso, causar as mortes as famílias, pois não se pode esquecer que estamos na época chuvosa, pior que isso, o lixo na cidade do Uíge perdeu vergonha e faz das suas e quando for arrastado pelas águas da chuva, o seu destino é a cachimba “.

“Tá mal, IVA não é IVA, subida do preço da comida em alta velocidade, agora mais nos provaram a água, é como assim afinal?”, começou por lamentar uma autoridade tradicional, que, pediu um anónimo, ” assim não dá, meu povo está sofrer muito, se as razões que levaram a paralização da água pública é para melhorar os moldes de abastecimento, ainda vai que não vá, mas mesmo que for assim deve-se encontrar soluções imediatas capazes de repor essa situação na normalidade”, finalizou, o soba.

Durante uma ronda efectuada nesta quarta e quinta-feira, nesta cidade, pelo Wizi-Kongo nos demais bairros da cidade do Uíge, as famílias foram unânimes em admitir estarem a enfrentar inúmeras dificuldades com a falta de água, pelo que, solicitaram com máxima atenção a retomada da mesma. Hoje, o Wizi-Kongo tudo tentou para entrar em contacto com os responsáveis da empresa da água no Uíge, mas levou um “não”.

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