População pede término das obras da mediateca

As obras estão paralisadas há mais de três anos Fotografia: Mavitide João Mulaza ( Uíge)

Por Nicodemos Paulo

Munícipes do Uíge, contactados pelo Jornal de Angola, defendem a conclusão das obras da mediateca, paralisadas há mais de três anos. A construção da mediateca começou em 2014 e um ano depois as obras ficaram paralisadas, sem nenhuma informação sobre a sua conclusão e apetrechamento. O imóvel contemplaria outros compartimentos, como salas de conferências e anfiteatros.

Os estudantes são os mais inconformados, pelo facto da cidade não ter bibliotecas públicas, salas de leitura e outros centros similares. Viam a mediateca como uma saída para minimizar a carência de salas de leitura, pesquisa científica e interacção social.

Para o estudante Miguel Ângelo, a conclusão da obra facilitaria o acesso à Internet, num espaço de lazer e aprendizagem. “Nos últimos anos a cidade do Uíge cresceu muito em termos de população estudantil, em todos os níveis, porém este crescimento não está a ser acompanhada com o apetrechamento de bibliotecas escolares, bem como acesso à Internet, canal que permite e facilita a interacção a uma escala mundial”.

O funcionário público Marcelino Félix exorta o Governo a concluir a obra, com alguma celeridade, porque a paralisação poderá provocar gastos acrescidos na recuperação daquilo que já estava feito e elevar os custos da empreitada.

“O empreiteiro tinha já juntado muito material, que vimos a deteriorar-se, pelo tempo que está exposto ao sol e à chuva. Isto não é bom para ninguém. O empreiteiro está a somar gastos, numa altura em que a população precisa deste bem público. O Governo tem de encontrar uma saída para terminar a obra”, disse Marcelino Félix.

Na cidade do Uíge foi instalado um serviço que está a facilitar o acesso gratuito à Internet às populações desfavorecidas, porém, devido as constantes chuvas, torna-se difícil navegar, pelo facto da rede ser intermitente, lamentou o estudante Lubanzadio Martins.

“Foi uma boa ideia este projecto digital, mas não substitui uma mediateca, por ser um espaço confortável, com funcionários que dão indicações necessárias para qualquer pesquisa digital. Nos largos as vezes ficamos mais de uma semana sem sinal e não sabemos a quem perguntar, até que os técnicos aparecem, mexem e a coisa volta a funcionar”, referiu Lubanzadio Martins.

Para o jornalista João José, da Rádio Uíge, é importante que o Governo escute o clamor da população, principalmente dos jovens, que pedem a conclusão das obras, que há mais de quatro anos tiveram início e por razões desconhecidas pela população estão paralisadas. “Estamos a falar de escolas, campos multiusos, casas da juventude, hospitais e da mediateca, que dariam emprego a muita gente”.

Via JA

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