Protecção Civil deve chegar às comunas

Por António Capitão e Mavitidi Mulaza

Os Serviços de Protecção Civil e Bombeiros devem chegar a todos os municípios, comunas e regedorias, para facilitar a sua intervenção em caso de calamidade, disse, ontem, a vice-governadora da província do Uíge para o Sector Político e Social.

Maria da Silva e Silva, que falava num seminário sobre Coordenação e Gestão de Centros de Acolhimento, reconheceu que em muitas localidades  da província os Serviços de Protecção Civil e Bombeiros não conseguem chegar facilmente às zonas de calamidade e defendeu a necessidade imperiosa de serem formados localmente alguns socorristas.

A vice-governadora provincial realçou o facto de a província do Uíge ser propensa a calamidades naturais, com muitas ravinas e deslizamentos de terra provocadas pelas fortes chuvas que se abatem sobre a região durante nove meses por ano, colocando as populações em perigo e ao relento. Acrescentou que as acções de capacitação e actualização de agentes para a gestão de centros de acolhimento facilitam o processo de recepção das vítimas.

Maria da Silva e Silva disse que a formação de técnicos de gestão de centros de acolhimento é resultado das acções desenvolvidas pelo Comando Nacional dos Serviços de Protecção Civil e Bombeiros que, em parceria com a Organização Internacional para as Migrações (IOM) trabalha arduamente na prevenção, socorro e redução dos riscos colectivos inerentes às situações de calamidades, acidentes de origem natural ou tecnológicas.

“É importante reflectir e valorizar o trabalho destes órgãos, tendo em conta a dimensão dos acidentes, o número de pessoas afectadas e a exposição dos agentes de Protecção Civil e Bombeiros que em certos momentos correm risco de vida nas acções de resgate aos sinistrados”, disse.

De Janeiro a Novembro, a Comissão Provincial de Protecção Civil registou a destruição de várias residências, escolas e igrejas, que resultaram em várias mortes e um número considerável de feridos, enquanto várias famílias ficaram sem os seus haveres. “Na província foram identificadas muitas zonas de risco. É lamentável o facto de muitas famílias insistirem em habitar nestes espaços”, deplorou.

A vice-governadora provincial disse que as autoridades locais vão continuar a desenvolver acções que destinadas a apoiar as populações afectadas pelas calamidades e desastres naturais. Sublinhou que a acção de formação servir de base para o enriquecimento da competência dos agentes de Protecção Civil.

O assistente da IOM Fernando Pacavira destacou a parceria entre a sua organização e os Serviços de Protecção Civil e Bombeiros na formação de técnicos de gestão de centros de acolhimento em várias províncias e noutros países de África, como Moçambique, República Democrática do Congo e Gabão.
Durante o encontro foram debatidos temas como a “Introdução à gestão de centros de acolhimento”, “Papel e responsabilidades nos centros de acolhimento” e “Protecção nos centros de acolhimento”.
No primeiro tema os participantes analisaram os padrões mínimos internacionais de como montar e gerir um centro de acolhimento.

No segundo tema, debateram sobre as responsabilidades que cada actor deve ter na gestão dos centros de acolhimento. O último  serviu para uma abordagem mais clara sobre as medidas de segurança.

Via JA

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