Súper Intendente-chefe da Polícia Nacional abandona a família no Uíge.

Por Abelardo Domingos

Uíge, 28/04 (Wizi-Kongo) – Há mais de dois meses que o Súper Intendente-chefe da Polícia Nacional (PN), não aparece no lar em que é responsável, abandonando a esposa e filhos. Pior ainda, André Pedro Manuel, mais conhecido por Lito Santos, que chefia a polícia na comuna de Wandu, no município de Mukaba, não atende chamadas de telefones da sua família.

Paulina Castelo, a sua esposa, informou ao Wizi-Kongo, que o seu marido aproveitou a sua ausência, para ir buscar os seus pertences, deixando a impressão que não voltará mais ao seu lar, nem quer saber da situação dos filhos e pressionando-lhe abandonar a residência em que vivem.

O lar do Súper-Intendente-Chefe André Pedro Manuel, aliá Lito Santos, congrega 8 filhos e um neto, para além do casal, agora sob responsabilidade da esposa que não tem emprego actualmente. Com efeito, Paulina Castelo, perdeu trabalho recentemente como auxiliar de limpeza no Banco do Comércio e Indústria  (BCI), localizada na Avenida Café.

O BCI despediu Paulina Castelo atravêz da gerente Luísa Mateus, sem motivos válidos, sob pretexto que ela não possuia contrato de trabalho assinado, o que a vítima desmente, afirmando ter contrato de trabalho actualizado, com assinatura dos responsáveis do estabelecimento bancário, razão pela qual já trabalha ali, há 6 anos e 5 meses. A gerente do BCI, Luisa Mateus recusa ainda indeminizar a antiga auxiliar de limpeza, por  mesmas razões, já citadas.

Inconsolável, Paulina Castelo (a directa) a esposa abandonada,  não consegue conter as lágrimas, perante o administrador municipal do Uíge, Sr. Emílio de Castro, a esquerda. Imagem do Wizi-Kongo.

É com perda de emprego que o marido, oficial superior da Polícia Nacional (PN) decidiu abandonar a sua família, alegando que não tem meios financeiros suficientes para suportar um lar cuja a esposa não trabalha.

A esposa abandonada alegou que, “desde Fevereiro deste ano 2020, que o meu esposo André Pedro Manuel ou Lito Santos, que é oficial da polícia nacional, não vem a casa e não atende as minhas chamadas, as roupas dele quando certo dia eu não estava em casa, ele próprio veio pegar as suas roupas e ainda me obriga a deixar a casa onde moro com os filhos dele, mas se eu deixar onde ficaremos?” – Lamentou a senhora.

Sem emprego e sem ajuda do pai da família, Paulina Castelo tenta sobreviver recorrendo a caridade, sobre isso relata que “certa vêz, ouvia a rádio Uíge, no programa de pessoas que têm problemas e onde devem procurar ajuda, daí que pensei ir pedir ajuda, liguei ao administrador minicipal da cidade do Uíge, Sr. Emílio de Castro, que tinha deixado o seu número num programa de rádio. Informei-o sobre o meu estado e o senhor administrador tomou conhecimento. E trouxe-nos nesta segunda-feira, dia 27/04/2020 no Centro de Acção Social Integral que trouxeram-nos alimentos que desde já agradeço”.

A família abandonada pelo oficial superior da Polícia Nacional (PN). Imagem do Wizi-Kongo.

Com a mínima ajuda que está beneficiando por parte do Centro de Acção Social Integral, espera continuar pressionar o seu marido para que volta assumir os seus deveres conjugais antes de solicitar a justíça que o poderá  brigar,

O acto que comete o Súper Intendente-Chefe é repugnante, visto que como funcionário do estado, a sua remuneração permiti-lhe sustentar a sua família de 11 pessoas e ajudar a esposa de encontrar outro trabalho para completar os fins do mês, como foi antes, ao invêz de fugir a resposabilidade paternal, por causa da paerda do emprego da esposa.

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