O governador do Zaire “cuspiu” na cara do titular do MAT

 

O governador da província do Zaíre,  o Eng° José Joana André “Joanes”, assinou recentemente um circular, onde comunica que a forma correcta de escrever Mbanza Congo, é doravante: MBANZA KONGO, com “K” e não com “C”, como tem sido hábito dos seus subordinados que cumprem com uma ordem do Ministério da Administração do Território (MAT), datada de 2013, que devolveu a toponímia antiga (colonial) de várias localidades de Angola.

Segundo o documento, o facto de haver muitas instituições, pública, privadas e pessoas singulares, que escrevem ainda Mbanza Kongo, na letra inicial na expressão “Kongo”, com “C” ao invêz do “K”, contrariando a forma convencional e legal de escrever aquela expressão, conforme o disposto na rectificação da Assembleia Nacional n° 25/16, de 1 de Dezembro, que rectifica a Lei n° 8/16, de 5 de Junho- Lei da Codificação Das Circunscrições Territoriais.

E o circular concluiu com a recomendação do Governo Provincial do Zaíre, que forma correcta de escrever Mbanza Congo, é MBANZA KONGO.

Recordamos que em Agosto de 2013, o MAT lançou uma nova toponímia da divisão político-administrativa de Angola. O documento, elaborado pela Direcção Nacional de Organização do Território (DNOT), ordenava a alteração da grafia de 161 municípios que constituem a carta geográfica do país, a maioria parte destes nomes tem a sua origem e significado nas nas línguas nacionais.

Assim nomes como Lukala, Kwanza, Kuando Kubango, como eram escritos antigamente, com a lei do MAT, essas localidades passaram a ser escrita com C no lugar do K: Lucala, Cuanza, Cuando Cubango.

Aliás, em 1975, após à conquista da Independência Nacional, várias regiões, que possuiam nomes lusitanizados voltaram a ter os seus apelidos primitivos em todo o país. A devolução de uns e a aplicação de novos nomes basearam-se em factores histórico-culturais e políticos de cada região do país.

No caso da cidade de São Salvador, retomou a designação antiga, Mbanza Kongo, que os portugueses escreviam com a letra C (Mbanza Congo), eis que a lei do MAT ordenava que o Mbanza Kongo se escrevesse com “C” como se os angolanos fossem portugueses.

Lembrámos ainda que, no momento do lançamento do documento do MAT que alterava de maneira aportuguesar vários nomes de localidades de Angola, muitas instituições insurgiram-se contra a mesma lei. O Centro de Documentação e Informação (CDI), tinha declarado que “a nova toponímia da divisão político-administrativa de Angola, lançada recentemente pelo Ministério da Administração do Território (MAT), ainda não tem qualquer suporte legal para a sua implementação”. Várias Associações dos naturais das localidades atingidas pela Lei do MAT, estavam indignadas, algumas apresentaram protestos oficialmente. Muitos questionaram-se da utilidade de aportuguesamento de localidades angolanas com significados em linguas nacionais. Mesmo assim as orientações do MAT foram aplicadas em todo território.

O circular assinado pelo governador do Zaíre, ignora o MAT, mas faz referência as leis da Assembleia Nacional, que justificou a sua decisão, histórica.

Fonte: Wizi-Kongo

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