15 de Março, 57 anos depois.

Foto da FNLA
ÓH PÁTRIA, NUNCA MAIS ESQUECEREMOS, OS HERÓIS DE 15 DE MARçO DE 1961.
Por Sebastião Kupessa
 
Foi na madrugada de 15 de Março de 1961 que os angolanos sob bandeira da Uinião das Populações de Angola (UPA), iniciaram a luta para libertar Angola.
 
Com a senha: “A filha do Sr. Nogueira casa amanhã.”, os independendistas angolanos atacam postos de administração e fazendas, propriedade de portugueses.
 
Em resposta, o ditador portguês Salazar decreta: “Para Angola já, e em força…”, iniciando assim, a confrotação militar directa entre angolanos e a administração colonial portuguesa em Angola.
 
Nas primeiras semanas de conflito, os terroristas angolanos (na linguagem do regime colonial), assassinam de maneira “selvagem” 800 civis portugueses, enquanto na operação de “pacificação”, “os civilizados” europeus vão matar 10 000 civis e sobretudo 250 000 angolanos vâo abandonar as suas casas devido bombardeamentos ( as vezes com bombas de Napalm ) das suas localidades e encontram refúgio no Ex-Congo-Belga, em condições humanas catastróficas.
 
Holden Roberto, presidente da UPA, principal autor da insurgência armada de angolanos, ultrapassado pelos acontecimento no terreno, que excedeu toda a expectativa, recusa de revindicar a acção. Jonas Malheiro Savimbi, no momento, secretário-geral da UPA, que acompanha o Holden Roberto em Nova York, notou com estupecção que em todas suas intervenções, incluindo uma entrevista ao prestigiado jornal americano “New York Time”, não mencionava os ataques de 15 de Março (Jeune Afrique Économique: UNITA, édition especial, 1996 ). Só reivindicou muitos dias depois, sob insistência do seu amigo Franz Fanon, que o avisou numa revolução é normal o sangue derramar e se não reivindicar a acção, o MPLA o faria, como aconteceu com o 4 de Fevereiro de 1961. Holden Roberto dirá mas tarde, num documento vídeo da RTP, da autoria de Jaoaquim Furtdado, compreendeu que os massacres de civis foi devido da humiliação que o povo angolano sofreu durante o longo período da ocupação.
 
Passados 14 anos, desde 15 de Março de 1961, Angola livrou-se do regime colonial.
 
Hoje completa-se 57 anos!
 
Na imagem, combatentes da UPA, defendendo Nambwangongo, em 1962, na operação “Viriato” do exército português que recuperou essa vila, situada no Bengo, em que a UPA tinha proclamado “capital de Angola livre”.
 
Na repressão, consequente ao 15 de Março de 1961, tropas portuguesas queimam aldeias, originando a fuga de meio milhão de angolanos para encontrar refúgio no visinho Congo Belga.
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