Adeus MINGIEDI (Miguel) SIMÃO DIALÓ “Comandante DIALLOT”.

Por Sebastião Kupessa

Angola perdeu um nacionalista de destaque na luta de libertação.

Da linha ideológica do Mário Pinto de Andrade, David Livromentos, Sanda Martins, Viriato da Cruz, Matias Migueis, André Kasinda, Nlamvu Norman, que procuravam reunir, durantes anos na luta de libertaçâo de Angola, todos angolanos num único movimento, para expulsar a administração colonial portuguesa fora de Angola, segundo John Marcum.

Mingiedi Simão Dialo, “Comandante Diallot” como apelido no tempo da guerrilha, nasceu no dia 17 de Março de 1933, na aldeia Lwidi, em Makela, município do Zombo, província do Uíge. Foi filho de Mpembele Yanduka Sião e de Wumba Luisa.

Em meados dos anos 50 do século passado, recusando ser contratado para trabalhar no regime colonial, encontra o refúgio no Ex-Congo Belga, onde termina os estudos secundários, formando-se me pedagogia, o que vai lhe permitir ser um dos primeiros instructores africanos do ensino primário, antes da independência daquele país, visinho de Angola.

Foi fundador do Movimento Democrático para Independência de Angola (MDIA), com os nacionalistas Mbala, Honorato Landu, etc. O seu movimento vai fuisionar com MPLA, MNA, UNTA, NGWIZAKO e NTOBAKO para formar a efémera FDLA, no dia 1 de Junho de 1963.

Com a expulsão do presidente da FDLA, Agostinho Neto, de Leopoldville, um ano mais tarde, a coligação cessa de existir, o comandande Diallot, ingressa o PDA que fusionou com a UPA, para formar a FNLA. Mingiedi Simão foi nomeado o primeiro secretário da JFNLA, membro do Bureau Político e do Comité Central da FNLA.

Em 1966 é preso em Kinkuzu, ao mesmo tempo com Nlamvu Emmanuel Norman, por defender ideias veiculadas por Mário Pinto de Andrade, de reunir todos angolanos num único movimento para libertar Angola, que não seria a FNLA nem o MPLA.

Em 1968, a sua prisão será transformada em residência vigiada dentro de Kinkuzu, com direito a visitar família fora da base guerrilheira angolana, uma vêz por ano. Em 1972 encontrava-se fora de Kinkuzu em visita familiar, quando os seus antigos colegas prisoneiros e principais comandantes do ELNA entram em rebelião com a direção política da FNLA. Holden Roberto esmaga a revolta com ajuda do exército Zairense, condenando a morte os conjurados. Comandante Diallot terá a vida salva, ao regressar na base de Kinkuzu, Holden Roberto o reabilita, um ano mais tarde, e ocupa cargo estratégico da mobilização e propaganda da FNLA.

Depois de 25 de Abril de 1974 é enviado para a província do Uíge, para mobilizar a sua população e fará parte, poucos meses mais tarde, na delegação da FNLA em Luanda, ocupando um cargo no ministério do interior, no governo de transiçâo, dirigido pela FNLA, na pessoa do Ngola Kabangu.

Com a expulsão da FNLA em meados de Junho de 1975, volta em Kinshasa, com a delegação da FNLA. Em 1979 regressa em Angola e é nomeado pelo governo como um dos dirigentes do da empresa de comercialização de Café, ENCAFÉ-UEE.

Em 1989, ajuda o seu antigo aluno, Mfulumpinga Landu Víctor, na fundação do PDP-ANA, partido em que ficou membro por muito tempo.

Nos últimos anos, regressou a FNLA, procurando reconciliar as alas que dividem este partido históricos de Angola.

Foi pai de Ricardo Lumengo, o primeiro deputado de origem africana no parlamento federal da Suíça.

Faleceu no dia 31 de janeiro em Luanda.

Por mais informações sobre o nacionalista:

O percurso político da família Dialó/Lumengo na luta de Libertação Nacional

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