Porque João Lourenço ignora ELÍAS PIO AMARAL GOURGEL?

Por Sebastião Kupessa

O MAIOR COMANDANTE DA GUERRILHA ANGOLANA, AINDA NÃO FOI CONDECORADO PELO PRESIDENTE DA REPÚBLICA.

Pela segunda vêz, o presidente da República, num gesto que representa “o acto de um país reconciliado e inclusivo”, condecora várias personalidades e instituições angolanas que lutaram pela independência nacional e pela construção do Estado angolano, mas os GOURGEL pai e filho, não são tidos nem achados nas listas propostas, portanto foram eles que dirigiram acções mais espectaculares da guerrilha angolana contra o regime colonial.

Mas trata-se de amnésia volontária ou de preguiça intelectual dos péritos e pesquisadores, que aconselham o presidente da República nesta matéria?

Por incrível que seja, os nomes dos Gourgel, deveriam ser mencionados logo na primeira edição das condecorações que aconteceu no ano passado, onde foram homenagedas figuras históricas angolanas como Manuel das Neves, Pedro de Castro Van-Dunen “Loy”, Ambrósio Lukoki, Simão Gonçalves Toko, Deolinda Rodrigues Eduardo, Jonatão Chungunji e Ilídio Thomé Aires Machado, etc.

Nesta segunda edição que aconteceu na passada quinta-feira, os nomes do antigo comandante do ELNA e do Ministro da Guerra do GRAE não apreceram na lista.

Recordamos que o Pedro Afamado Kisunga, foi condecorado no ano passado, como se pode ignorar os seus superiores hierárquicos com quem recebia ordens para fazer os maiores ataques da guerrilha para libertar Angola?

Se realmente as condecorações estigmatizam a nova era reconciliadora de Angola, a atribuição de medalhas de várias ordens, deve ser, de maneira equitativa, extensiva aos filhos de Angola, que serviram outros movimentos de libertação, porque os nomes de muitos comandantes do ELNA (que perdeu a guerra na data de hoje, há 44 anos), verdadeiros heróis de libertação de Angola, não foram ainda honrados pelos actuais dirigentes do estado angolano.

Recordámos que o comandante Elias GOURGEL foi angolano de cultura ambundu, natural de Caxito,  fuzilado na Revolta de Kinkuzu, no mês de Fevereiro de 1972, em conjunto com os comandantes Eugénio Augusto António, Sengele Norberto, André Monteiro Londres, Afonso Bengo, Daniel Sampaio, Fernando Belito, Alberto Pires, Mabwatu, Paulo Kindoki e Pedro Matumona.

Na imagem, o o comandante Elias Pio Amaral Gourgel discursando na base de Kinkuzu, na actual RDC. Foto da FNLA.

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