Feliz aniversário PEDRO FELICIANO RODRIGUES MANUAKU

Por Sebastião Kupessa
Feliz aniversário PEDRO FELICIANO RODRIGUES MANUAKU, o melhor guitarrista africano.
 
Pepé Felly ou Manuaku Waku como é conhecido, é neto-sobrinho de um dos fundadores da Rumba africana, Manuel de Oliveira, com quem aprendeu tocar as primeiras notas musicais. Durante a sua longa carreira, plena de sucesso, Manuaku Waku acompanhou vários artistas de renome internacional como Jimmy Cliff, Manu Dibangu, Papa Wemba, Ray Lema, etc
 
Pedro Feliciano Rodrigues Manuaku nasceu em 19 de Agosto de 1954, em Leopoldville (hoje Kinshasa), filho de angolanos, originários de Mbanza Kongo (na altura São Salvador), refugiados no Ex-Congo Belga.
 
Iniciou a sua carreira, segundo o site misique.cd, em Los Nickelos antes de integrar o outro agrupamento  denominado Belguide. Em plena repetição do Belguide, em fins de 1969, aparece um ilustre desconhecido, de passagem no local, que pediu para interpretar uma das célebres canções de autoria de Tabu-Ley, Pépé Felly, como era conhecido no momento, improvisa acompanhando-o. A interpretaçâo foi perfeita, os dois artistas foram retidos, criando-se, neste mesmo dia, um dos cunjuntos míticos da Rumba-congolesa, Zaiko Langa Langa. O ilustre desconhecido, foi o Shungu Wembadio, mais conhecido por Papa Wemba.
 
De 1969 e 1980, Manuaku foi o principal guitarra-solista de Zaiko Langa Langa que inova a Rumba, excluindo os instrumentos de sopro, eccelerando o rítmo graças aos guitarristas de talento e artistas de percussão. O conjunto ganha a notoriedade, transcende as fronteiras, graças as canções de antologia como “MT C’est la verité” de Papa Wemba, “Ngadiadia” de Nyoka Longo, Eluzam, Mbeya-Mbeya, Onassis ya Zaire ” de Evoloko Lay, “Yudasi” de Manuaku, “Yo nalinga” de Gina Efonge, etc.
 
Em 1980 decide seguir a carreira solo, separa-se do Zaiko, cria um conjunto de acompanhamento que ele vai baptizar de Zaiko Wawa, 10 anos mais tarde, decide instalar-se na Confederação Helvética, onde continuou com os estudos da música, ao mesmo tempo participando em festivais de verão de vários paises europeus, acompanhado muitos agrupamentos como Viva la Musica, Les Quatro+1, etc.
 
Até hoje em dia continua com a sua carreira solo ao mesmo tempo administrando uma escola de viola em Kinshasa.
 
Em conversa com o portal da Damba e da História do Kongo, realizada em Kikongo ( ver,  Manuaku Waku revela: Sou originário de Mbanza Kongo) , Manuaku confirmou as suas origens angolanas, afirmando ser do clâ Mvemba a Lukeni, descedente direito do antigo rei do Kongo Mvemba a Zinga.
 
O seu desejo supremo é de poder tocar a viola em Angola, sobretudo em Mbanza Kongo, onde é originário.
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