Administradores do Sanza Pombo, Milunga e Kimbele preocupados com ravinas

Uíge – Os administradores dos três municípios do Uíge mais atingidos com o problema da progressão das ravinas na província, manifestaram-se neste sábado preocupados com o fenómeno, pelo que pedem intervenção urgente das estruturas de direito para que a circulação de pessoas e bens continue e pare a destruição de bens sociais importantes, como escolas, estradas, residências e outras infra-estruturas.

De acordo com o administrador do Sanza Pombo, Ferreira Coxe, a sua maior preocupação prende-se com o avanço de cinco ravinas que estão a evadir a sede municipal da região, que já destruiu algumas casas e vias de comunicação dentro da vila, para além de troços da estrada principal que estão a ser engolidos.

Diante da situação, disse que espera por intervenção de algumas empresas contratadas pelo Ministério da Construção, responsável pelos casos das estradas atingidas, pelo que se vai ainda localmente procurar fazer certas acções paliativas para conter o fenómeno.

Nesta primeira localidade visitada pelo governador Pinda Simão, no âmbito da sua jornada de campo, aonde teve a oportunidade de observar no terreno nove ravinas criticas, das mais de 20 registadas, os populares reiteraram à sua preocupação com o avanço das mesmas, pelo que pedem também imediata intervenção do Governo.

Por seu turno o administrador do município do Milunga, Abel Benga do Rosário Singui, manifesta preocupação com a ravina que progride no centro da vila e está a destruír a principal via de acesso a sede municipal afectando a circulação, sobretudo quando chove.

Para o responsável, além do caso de troços da estrada nacional do município que estão também a ser afectados, as populações estão preocupadas com a possibilidade de falta de circulação entre a sede municipal e as comunas, bem como  para os municípios vizinhos e a capital da província do Uíge.

Entretanto, disse, com a visita do governador, as preocupações estão registadas e aguarda-se pela imediata intervenção para se conter o avanço das mesmas, visto que nesta época de chuva, sempre que chover elas alastram, o que põe em risco vidas.

Por sua vez, a administradora do Kimbele, Rosa Alberto Bongo Fila, reitera a necessidade de solução imediata para o caso, sobretudo a recuperação das partes destruídas pelas ravinas e tempestades que retiraram os telhados da escola do I Ciclo, preocupação também dos moradores e alunos que esperam por solução urgente.

De acordo com Pinda Simão, valeu a pena realizar a visita que permitiu constactar a progressão de duas ravinas que vão em direcção de escolas no Kimbele, sendo uma está quase a destruir um dos corredores do licéu local e outra a escola do I Ciclo, que já perdeu sete salas, o que obrigou a transferência de alunos para outros espaços do estabelecimento e redistribuição em turmas.

Na ocasião o director do Gabinete Provincial de Serviços Técnicos e Infra-estruturas, António Lima, a partir da próxima semana, os administradores municipais serão instruídos para a criação de equipas técnicas para o início imediato da intervenção paliativa, atendendo o âmbito local de actuação, altura em que chega ao Uíge uma equipa do Ministério da Construção para acompanhar a progressão das ravinas e analisar as intervenções.

Via Angop

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