Songo desfruta ares do asfalto 15 anos depois da paz

 Por Alfredo Dikwiza
Uíge – Os habitantes do município do Songo, 40 quilómetros a norte da cidade do Uíge, começaram a desfrutar os ares do asfalto, 15 anos depois da paz, alcançada a 4 de Abril de 2002 no país.
As obras dos 40 quilómetros da cidade do Uíge/Songo a cargo da empresa Engevia, iniciadas em 2013, foram concluídas nos finais do mês de Outubro de 2017, num ritmo de anda parã, parã anda que durou quatro anos. Tardou mais acabou por chegar, a conclusão desta estrada, aliviou os dias e noites de muito sofrimento, antes enfrentado pelos motoristas e viajantes de ambas cidades e não só, que foram unânime em admitir ser um ganho para o governo local e por parte da população.
Circular os 40 quilómetros do Uíge/Songo e vice-versa, levava uma hora e meia de tempo, dificultando com isso a livre circulação de pessoas e bens, disse hoje, segunda-feira, ao Wizi-Kongo, o taxista Mário Almeida. Hoje, com a estrada totalmente acabada, leva-se 20 a 30 minutos de tempo para o referido percurso, referiu o comerciante, Lopes Nguinamau, tendo acrescentado que, com a conclusão da estrada nota-se um maior volume nas trocas comerciais entre os dois municípios.
“Antes, colocar o carro nesta entra era um risco eminente, porque os charcos, buracos e outros obstáculos, causavam avarias e destruição de peças, que ao vir compôr este meio gastava-se muito, mas hoje, os rumos são outros e todos nós, sendo natural ou não do Songo, estamos agradecido pelo trabalho feito”, rematou, Santos Manuel Ntoto.
Para o funcionário público, Augusto Bengui Eduardo, morador na cidade do Uíge, mas a labutar no Songo, avançou que depois de ver a distância encurtada e com os preços ao alcance de todos cobrado pelos taxistas (250kz), consegue ir trabalhar e no fim das actividades voltar a casa. “Não encontro mais motivos para passar a noite no Songo, vou e regresso normalmente, com isso, este ano terei o ensejo de voltar a estudar, depois que em 2015, anulei o ano por estar mais tempo na sede da Vila do Songo, porque a estrada era péssima de se transitar”, sustentou, Augusto Bengui Eduardo.
Para o camponês, Custódio Manzambi Aguir, recordou ter tido prejuízos incontroláveis no passado, já que os produtos tinham pouca saída e também por ser, na sua maioria, parte deste produto perecível, acabavam por estragar, o que, segundo acrescentou, neste periodo deixou de ser uma preocupação. ” Dificilmente nos vai faltar dinheiro para satisfazer as nossas necessidades, uma vêz que a banana, feijão, amendoim, batata rena e doce, milho e outros produtos que temos recolhido, basta serem colocados a beira da estrada os viajantes compram logo”, orgulhou-se a esposa de Custódio Manzambi Aguiar, Rosa de Santos Pedro. O município do Sogo, dista a 40 quilómetros a norte da cidade do Uíge, possui uma população de 62 mil e 362 habitantes, distribuídos em uma comuna, 13 regedorias e 81 aldeias.
 Wizi-Kongo
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