Mulato preocupado com salário de 30 mil kwanzas aos enfermeiros no Uíge

Por Alfredo Dikwiza e Jeremias Kaboco

Uíge – Trinta mil kwanzas, ordenado mensal pago por alguns enfermeiros colocados no hospital provincial do Uíge, deixou preocupado hoje, sexta-feira, o chefe da delegação da UNITA, Ernesto Mulato, depois ter mantido encontro com o director da referida unidade sanitária, Ernesto Migi, no quadro de uma visita de 72 horas efectuada na terra do bago vermelho.

Em declarações ao Wizi-Kongo, o deputado da Assembleia Nacional pelo partido do Galo Negro, disse ser uma situação que chamou atenção a sua comissão durante o encontro que manteve com o responsável daquele hospital, além das condições vistas não serem das melhores, sobre tudo na superlotação dos doentes.

“Uma situação que nos chamou atenção é ouvir que muito dos enfermeiro ganham 30.000.00 por mês, algo que deve ser observado imediatamente, assim como das infra-estruturas iniciadas em 2014, mas que não foram concluídas, com isso, vai deixando o hospital com uma superlotação de doentes em todas as sessões”, observou. Como disse, no município do Uíge, constatou-se em “loco” o funcionamento do hospital provincial, onde os quadros fizeram uma radiografia, igualmente, em termo do número de enfermeiros existentes e por precisar.

Questionado estar satisfeito ou não por tudo quanto observou e ouviu, Ernesto Mulato, sem rodeio disse “de forma nenhuma me satisfaz o que constatei aqui no Uíge”, tendo acrescentado que as visitas efectuadas demostram uma situação do país, em particular da província do Uíge, continuar critica, principalmente no capítulo da saúde, educação, emprego e custo de vida elevado que as mercadorias são muito caras e os cidadão estão desfalcados de dinheiros para irem de encontro com o actual momento que se vive.

Na vila do Songo, por exemplo, apontou, a localidade é morta, sem movimentação de nada, o que significa encontrar-se várias perguntas por fazer se a independência valeu apenas ou não, embora isso em casos políticos é mal-entendido, mas que na realidade, os rostos das pessoas estão repletos de tristeza. As escolas, claro, sustentou, muita delas existem, com boas, normais e piores condições de funcionamento, onde também ainda é notório os professores estarem sem ânimos para darem o seu máximo na transmissão dos conhecimentos aos alunos, porque os seus salários baixos acabam sendo uma dor de cabeça, cujas decisões retiradas nas recentes negociações depois da greve, sejam tidas em conta.

Outro aspecto que assola o Uíge, disse, ser o problema das estradas, onde inclusive dentro da sede do Uíge, certas áreas estão limitadas de livre circulação de pessoas e bens, assunto que será devidamente esclarecido neste sábado, altura em que a UNITA falará à imprensa no fim das suas actividades realizadas em diferentes municípios da província do Uíge.

Wizi-Kongo

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