Malucos voltam aos locais habituais depois de passarem por “kaboby” da Polícia Nacional

Imagem fictiva

Por Alfredo Dikwiza

Uíge, 14/08 (Wizi-Kongo) – Um e dois dias antes da vinda do Presidente da República de Angola a província do Uíge (09), a cidade do Uíge, sede capital da província com o mesmo nome, assistia ao amanhecer do sol nascente, tão cedinho na hora da manhã, um episódio nunca antes visto baseada na corrida cerrada dos malucos, fazendo lembrar um autentico “kaboby” como acontece nas aldeias com animais selvagens, desta vêz, foi protagonizada pela Polícia Nacional, do SIC e dos Fiscais da Administração Municipal local.

Koboby, significa uma acção cerrada levada acabo nos desertos e matas pelos caçadores organizados em grupo e munidos de catanas, cães, armas de fogo de fabrico caseiro e cassetadas, com vista a bater um Veado, Burro do Mato, entre outros, uma acção de perseguição do animal que se leva acabo de pegada a pegada até que o animal é morto.

Desta vez, as coisas inverteram-se, ou seja, o kaboby foi feito de homem a homem e em pleno centro da cidade, onde os Veados, Burros do Mato (…) eram os (malucos) e os caçadores a Polícia Nacional, dos Serviços de Investigação Criminal e dos Fiscais da Administração Municipal, tudo para agradar a presença de João Lourenço e sua staf durante a visita de 48 horas nas terras do bago vermelho.

No intervalo das 5 horas à 7 horas, foram os momentos que os munícipes e não só, assistiam um episódio nunca antes visto nesta cidade, “corrida dos malucos”, concretamente, decorrido no percurso onde o PR teria passado, das mediações da Casa Diocesana da igreja Católica a rotunda do hospital provincial, local preferencialmente de maior concentração de malucos de ambos os sexos.

Por tratar-se de malucos, a PN, SIC e FAM não tiveram tarefa fácil em retirar os malucos dos seus locais habituais, pois, no perímetro em que os malucos ficam é de maior possibilidades para conseguirem mantimentos, sombra e abrigo, uma vez que fica ao lado do hospital provincial, o que, com isso, obrigou os três ramos envolvidos na caça aplicarem-se ao fundo.

As corridas, a garrões e puxões dominaram o episódio entre malucos e as três forças, mas, como tudo, houve aqueles malucos remetentes, que mesmo sentindo a pressão da PN, SIC e FAM não se quiseram render com facilidades, para isso, a praça da independência foi o local por onde os malucos derem sérios bailes aos homens fardados, por ser um local muito espaçoso e fácil dos mesmos se escaparam das mãos dos homem do interior e não só.

Dois dias depois da retirada do PR na cidade do Uíge, os malucos respiraram de alivio e já começaram a retomar as suas posições habituais, concretamente, em volta da parte de frente do hospital provincial do Uíge.

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