França dá apoio a Mbanza Kongo

Kulumbimbi é a primeira igreja construída na África subsaariana e é monumento nacional Fotografia: Vigas da Purificação | Edições Novembro
 

A França manifesta apoio à candidatura da cidade de Mbanza Kongo a património mundial da UNESCO, cujo processo está em posse do Comité do Património Mundial, em Paris, e deve ser analisado em Julho, na Polónia, numa reunião do órgão.

Num comunicado, a Embaixada de França em Angola afirma que “apoia sem reservas” a candidatura e sublinha a qualidade do dossier apresentado à UNESCO e a “dimensão histórica deste sítio a carácter material, imaterial e documental, incontestáveis”.

A França destaca ainda que os valores universais e excepcionais que a antiga capital do Reino do Kongo dispõe são os que a habilitam para a sua inscrição à lista do património mundial.
Recentemente, a ministra da Cultura, Carolina Cerqueira, afirmou que a candidatura de Mbanza Kongo a património da humanidade está no centro das atenções do departamento ministerial e do Chefe do Executivo, José Eduardo dos Santos.

Segundo Carolina Cerqueira, com o apoio do Executivo, o Ministério da Cultura  desenvolveu nos últimos meses uma ampla diplomacia cultural, através de contactos com organizações internacionais como a União Africana, a CPLP, países africanos amigos entre os quais a República Democrática do Congo, o Congo Brazzaville, o Gabão e Portugal. A ministra referiu que os contactos bilaterais permitiram sensibilizar os parceiros para o apoio à candidatura de Mbanza Kongo à lista do Património Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO).  Carolina Cerqueira avançou que, em Julho deste ano o pelouro que dirige vai participar numa reunião, na República da Polónia, onde também será abordada e avaliada a candidatura de Mbanza Kongo, que será antecedida pela reunião de peritos africanos da UNESCO, na próxima semana, em Luanda.  A ministra da Cultura explicou que o pronunciamento do candidato do MPLA a Presidente da República sobre Mbanza Kongo representa um conforto institucional e respaldo ao trabalho até aqui realizado em prol da inscrição desta antiga capital do Reino do Kongo como Património da Humanidade.

“A riqueza cultural e histórica de Mbanza Kongo representa muito para a África e o Mundo, uma vez que, a partir desta região, saíram milhões de africanos com destino às Américas e à Europa, nos séculos passados, para povoar países como os Estados Unidos da América, a Colômbia, o Brasil e o Uruguai, onde se conservam ainda algumas tradições e rituais dos ancestrais do Reino do Kongo”, disse a governante.

No seu discurso, João Lourenço destacou a civilização do antigo Reino do Kongo, que desde o século XIII desenvolvia a diplomacia, possuía uma moeda, fabricava armas e extraía minérios. O projecto de inscrição de Mbanza Kongo como património da humanidade, denominado “Mbanza Kongo, cidade a desenterrar para preservar”, foi lançado pelo Ministério da Cultura em 2007, na capital da província do Zaire, com a realização da II mesa-redonda internacional sobre a matéria.

O documento de candidatura está em posse do Comité do Património Mundial, com sede em Paris.

Via JA

 

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