Sanza Pombo “fora da lista de geradores” e ganha central hídrica

Por Alfredo Dikwiza

Uíge, 29/08 (Wizi-Kongo) – Uma central hídrica com capacidades para 5 MWH, encontra-se em construção no município do Sanza Pombo, 150 quilómetros a norte da cidade do Uíge, ficando assim fora da lista das demais vilas municipais que continuam apegadas no fornecimento de energia algumas famílias por via de geradores.

Neste momento, em Sanza Pombo, já foram instalados três Postos de Transformação (PT), estando em curso os trabalhos de construção da rede de baixa tensão, em seguida será feita as ligações domiciliares, cuja conclusão da empreitada esta prevista para os finais do mês de Setembro próximo do ano em curso, sublinhou hoje, quinta-feira, nesta cidade, em exclusivo ao Wizi-Kongo, o director provincial da Empresa Nacional de Distribuição de Electricidade ENDE no Uíge, Adriano Sebastião.

Aquele responsável deu a conhecer que para o município do Sanza Pombo, estão previstas 900 ligações domiciliares, uma energia que será fornecida 24 horas, por dia, a semelhança do que acontece com os município de Negage, Uíge e Maquela do Zombo, que há anos beneficiam deste bem proveniente da vizinha província de Malange, concretamente, em Capanda.

Sendo assim, ficam ainda para lista, 12 municípios, dos 16 que compõem a província do Uíge, nomeadamente, Bungo, Púri, Damba, Mucaba, Songo, Ambuila, Bembe, Cangola, Quitexe, Milunga, Buengas e Quimbele, que vão sendo fornecidos a energia eléctrica para algumas famílias locais, por via de grupos geradores a gasóleo.

Adriano Sebastião observou que a energia nos municípios de Maquela do Zombo e Negage é fornecida a cem por cento, cuja potência actual instalada a nível do município de Negage é de 90 MWH, onde 34.8 MWH apenas são consumidos, ficando por se explorar os restantes MWH, pelo que, precisa-se a presença de investimentos e investidores para instalação de indústrias capaz de consumirem essa energia.

“Com instalação de indústrias será possível utilizar os restantes MWH em sobra, porque actualmente o consumo desta energia não corresponde aos 50 por cento da potência instalada em Negage, para isso, são convidados os investidores para o seu aproveitamento”, esclareceu. Antes de terminar a entrevista, Adriano Sebastião, referiu que a maior divida que a sua empresa regista, pretende-se aos órgãos de Estado, que apenas consumem a energia e não pagam, o que vai dificultando em alguns dos caso, naquilo que são os objectivos da empresa, que, é a distribuição e comercialização de energia.

De montante, acertou, por receber aos órgãos de Estado, estão aproximadamente 200 milhões de kwanzas, cujos esforços estão sendo feitas para que essas instituições amortizem estes valores, para, com isso, a empresa continue a exercer as suas actividades sem dificuldades.

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