A biografia de Sebastião Ló.

Sebastiao Lo, nasceu há 64 anos, no municipio do Zombo, provincia do Uige. Levado cedo no exilio no ex-Congo-Belga, lá continuou e terminou os seus estudos primário  nas escolas St.Paul na Comuna de Barumbu depois e de St.Martin na Comuna de Ndjili e o ciclo preparatório ( C.O), tendo depois ingressado o secundário em 1967 a 1969 em St Luc, “Academie de beaux-arts”, todos citados estabelecimentos escolares localizados na capital, Kinshasa (Ex- Leopoldville) estudos que náo acabaram por uma simples aventura que lhe custou caro.

Infiltrou se em Angola, na época do domínio colonial, para visitar o pai e os avôs, sem saber os seus familiares  estavam numa residência vigiada. No segundo dia, depois da sua chegada em Angola, muito cedo, foram surpresos pela PIDE-DGS, depois foi levado no Posto de Administração de Makela do Zombo onde foi julgado.

A sua salvação aconteceu graças a intervenção do Pároco da Missão Católica de Maquela do Zombo, o padre Capuchino de nome Guido de S. Dona. A intervenção dos Padres da mesma Missão Católica foi importante, onde ainda beneficiou viver sob sua custódia.

Em setembro de 1970 foi mandado como aluno interno do Colégio Cristo-Rei no Bungo, na província do Uíge

Em 1973, concorre como professor de posto, colocado no mesmo ano na escola da Missão Católica de Mukaba que abandona devido aos conflitos entre movimentos de libertaçâo de Angola.

Em 1976 ingressa nas forças aérea, requisitado para ser de novo na educação, como combatente da linha da frente na altura, fêz parte do grupo dos primeiros professores que aprenderam o hino nacional que levando junto com outros colegas para a sua expensão nos municipios extremo-norte do Uige.

Depois foi colocado como professor, e primeiro director da escola primária do Taya, no Município do Zombo.

Fazendo reabrir a Escola do Malele depois do Nzolo, fêz parte do Gabinete da inspecão da Delegação municipal de Educaçáo do Zombo.

Em 1980, fixa a sua residência em Luanda, como foi estudante-trabalhador. Formando-se na electricididade geral, especializando-se na Electrónica e Telecomunicação.

De 1987-89 esteve no IPV- St.Paulo/Brazil. Em 1999 fêz um estágio na África do Sul.

Trabalhou em 14 aeródromos do pais sob controlo da Enana.

Em 2015 atinge o seu nivel de top na classe de Técnicos de Telecomunicação Aeronáutica sénior, antes de ser reformado da Enana.

  • Related Posts

    NYOKA LONGO, ARTISTA CONGOLÊS DE ORIGEM ANGOLANA

    A verdade é teimosa e triunfa sempre.

    O presidente do agrupamento musical Zaiko Langa Langa, afirmou, mais uma vez, ser originário de Angola, de pai e de mãe. Os seus pais encontraram refúgio no ex-Congo Belga nos finais dos anos 40, fugindo dos trabalhos forçados nas Tongas, no tempo do regime de Salazar.

    José Rogeiro Mvula “Jossart” , baptizado “Nyoka Longo” com a autenticidade africana decretada pelo mobutismo, nasceu em Leopoldville em 1953, cujo o pai, o primeiro africano a trabalhar na empresa Philips, foi natural de Kwilu Cambozo, no município dos Buengas (hoje Nova Esperança), no Uíge, pertencente ao clã Kilau Ne Nsaku e da sua mãe, natural da mesma aldeia, do clã Mvindu na Wembo.

    Nyoka Longo é um dos co-fundadores do mítico agrupamento Zaiko Langa-Langa, em conjunto com Papa Wemba e Pedro Félix Manuaku (outro angolano), constituindo a terceira escola da Rumba Congolesa (património cultural da humanidade) em 1969, depois da Escola “Fiesta” de Kabasele Tshamala “Grand Kallé” em 1952 e de Odemba de Luambo Makiadi “Franco” em 1956.

    Nyoka Longo e Zaiko Langa Langa vão produzir um espectáculo na famosa sala do Zenith de Paris, pela segunda vez, no dia 26 de abril de 2026, cujos bilhetes estão a venda nas plataformas habituais.

    DEPUTADOS RESIDENTES NO UÍGE VISITAM INFRA-ESTRUTURAS SOCIAIS EM MAQUELA DO ZOMBO

    No âmbito do plano de trabalho para o ano 2026, o grupo de deputados residentes na província do Uíge, vistou esta quinta-feira, 05, algumas infra-estruturas sociais no município de Maquela do Zombo.

    A delegação parlamentar, encabeçada pela deputada Nazaré dos Anjos Mendes, manteve a chegada encontro com o administrador municipal, Samalando Muginga, que na ocasião, fez menção dos principais projectos em curso e concluídos no âmbito do Programa Integrado de Intervenção nos Municípios (PIIM) e e de Combate à Pobreza, como a resselagem de 6,8 km da artérias da vila e construção de algumas infra-estruturas escolares.

    O governante aproveitou ainda, para referenciar que apesar do momento económicamente difícil, o município tem registado avanços nos últimos tempos, através da implementação de projectos públicos e privados, com relace para a mina de cobre de Tetelo-Mavoio.

    Por sua vez, a deputada e coordenadora do Grupo de Deputados Residentes no Uíge, Nazaré dos Anjos Mendes, manifestou satisfação pela recepção e frisou que enquanto representantes do povo na Assembleia Nacional, têm auscultado as principais preocupações da populações e com isso, fazer advocacia junto do Executivo para a resolução dos mesmos.

    Durante a jornada de constatação de cerca de cinco horas, a delegação parlamentar integrada ainda pelos deputados Alcides Maiacala, Teresa Afonso Pinto e Esteves Diavova, visitou a escola primária da aldeia Vululu, estação de tratamento e abastecimento de água e a mina de Tetelo-Mavoio.

    GMCS – MAQUELA DO ZOMBO

    História do Kongo

    OS BASUNDI: POVO DO KONGO CENTRAL E HERDEIROS DE UMA ANTIGA PROVÍNCIA DO REINO DO KONGO

    OS BASUNDI: POVO DO KONGO CENTRAL E HERDEIROS DE UMA ANTIGA PROVÍNCIA DO REINO DO KONGO

    OS DIALECTOS KONGO DO GRANDE BANDUNDU

    OS DIALECTOS KONGO DO GRANDE BANDUNDU

    Os LAçOS ENTRE A PROVÍNCIA DO KWILU MA RDC E OS KONGO

    Os LAçOS ENTRE A PROVÍNCIA DO KWILU MA RDC E OS KONGO

    DO REINO DO KONGO A BANDUNDU: UMA HISTÓRIA POUCO CONTADA

    DO REINO DO KONGO A BANDUNDU: UMA HISTÓRIA POUCO CONTADA

    GRUPOS ÉTNICOS BAKONGO NA REGIÃO DE BANDUNDU/RDC (Kwango e Kwilu)

    GRUPOS ÉTNICOS BAKONGO NA REGIÃO DE BANDUNDU/RDC (Kwango e Kwilu)

    DOM PEDRO VIII, REI DO CONGO (1923–1954)

    DOM PEDRO VIII, REI DO CONGO (1923–1954)