Avaria no sistema de abastecimento de água há dois meses coloca torneiras secas em Alto-Kawale

Por Hebo Twavele

Uíge, 02/05 (Wizi-Kongo) – Há dois meses, as famílias residentes na sede de Kangola não sabem o que é ver a água sair nas torneiras, porque as mesmas estão secas desde Fevereiro último do ano em curso, altura em que se registou uma avaria no sistema de abastecimento do referido liquido, obrigando com isso os moradores irem a busca deste bem em rios distante.

Antes da avaria, a sede da vila de Kangola, localizada a 182 quilómetros a sudoeste da sede da cidade do Uíge, recebia a água vinda do rio Khoko, local onde se tinha instalado o sistema de abastecimento do referido líquido, mas desde o mês de Fevereiro/2020 até a presente data, as famílias da circunscrição, são obrigadas a percorrerem vários quilómetros, claro, a pé, para obtenção da água, isto é, nas cachimbas e nos rios.

Na verdade, disse, hoje, sábado, ao Wizi-Kongo, um morador local, “em termos de fornecimento de água as famílias a nível do município de Alto-Kawale, estamos aquém do desejado, pouco ou nada se fez aqui para que as famílias tenham água, quer nas aldeias, regedorias, comunas e bairros, desta feita, há tempo por essa parte, a sede do município vinha tendo água a conta gota, mas com a avaria do sistema de abastecimento, tudo piorou”. Porém, os pequenos rios onde é retirada a água, que, depois é consumida, dão acesso aos bairros 1º de Maio, 4 de Abril e Vitória.

Estes rios que carregam várias impurezas, vindas destes bairros, vão directamente para água, que, a posteriormente, por não ter outra alternativa, as famílias acabam por ir cartar essa mesma água, que, só de ver já se pode notar ser impropria para o consumo humano.

Diante desta complicada situação, observou, outra moradora, as crianças e adultos são obrigados a irem aos rios em busca da água, uma água, principalmente, a das cachimbas impropria para o consumo humano, mas é essa água que as pessoas bebem e, por conta disso, inúmeros são os casos de doenças como febre tifoite, diarreia, dores de barrigas e muito mais.

Entretanto, a mesma situação de avaria do sistema é registada também na comuna do Bengo, que há longos meses a água não sai nas torneiras. Pior que isso, contou um jovem munícipe, é ouvir falar da Covid-19, que, requer como uma das prevenções lavar as mãos frequentemente ao dia e, sem água, como essa medida se pode levar acabo aqui? desta maneira não se ajuda a população a livrar-se de varias doenças contraídas através da água, porque essa população bebe água impropria e, de certo modo, isto, aumenta as despesas ao próprio Estado, quando este deveria evitar o pior e resolver rapidamente as condições que afligem os cidadão que dirige.

Além da falta da água, a sede de Kangola, igualmente, enfrenta dificuldades relacionadas com a iluminação pública, que antes a corrente eléctrica era fornecida por via de um grupo gerador que funciona desde 2016, mas que neste momento está inoperante, devido da falta de assistência técnica.

Assim, o município encontra-se as escuras, privando os seus munícipes de serem informados sobre tudo o que se passa no país e no mundo, em destaque a (Covid-19). Segundo apurou, igualmente, hoje, o Wizi-Kongo, soube que a falta de manutenção está na base da paralisação do fornecimento da corrente eléctrica, a partir da segunda quinzena do mês de Janeiro do ano em curso, estando há caminho de cinco meses sem as crianças e adultos verem o reacender das lâmpadas e, concomitantemente, acompanhar as informações que passam em Angola e além-fronteiras, por via dos canais televisivos.

No momento em que o mundo vive uma situação critica devido a pandemia da Covid-19, a população de Alto Kawale, viu-se também privada de acompanhar as informações por via da rádio, tudo porque até o sinal da rádio nacional de Angola local, deixou de funcionar, devido a um curto-circuito provocado por sub carga da corrente eléctrica que alimentava o centro de produção radiofónico local.

Deste modo, as famílias de Alto Kawale, pouco ou sabem de como Angola e o mundo se encontra, a quanto as contas andam da Covid-19, diz respeito. Entretanto, o centro de produção radiofónico existente naquele município, funcionava por intermédio da corrente eléctrica vinda do centro municipal da saúde.

O mesmo centro radiofónico paralisou desde o dia 25 de Março até a presente data, por conta deste, alguns interlocutores ouvidos por este portal, na sede de Kangola, hoje, solicitaram com máxima urgência ao governo provincial do Uíge, principalmente, o seu titular, Mpinda Simão, para que restabeleça a situação da água, energia e do sinal da rádio, tendo em conta a situação que assola o país e o mundo, em geral.

O município de Alto-Kawale, controla duas comunas, Cayongo e Bengo, 118 aldeias onde estão distribuídas as 52 mil e 004 habitantes (censo/2014), entretanto, as famílias deste município do Uíge, comunicam-se com duas línguas locais, que, são, Kigongo e Kimbundo, porém, a circunscrição é dirigida pelo administrador Pedro Cozi Zua.

A mandioca, feijão, café, a caça, a pesca, e não só, são os suportes de sustento das famílias, que, maioritariamente são pobres.

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    Por Jeremias Kaboco| Jornalista

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    Durante a visita, o administrador percorreu diversas áreas da unidade hospitalar, avaliando as condições de trabalho dos profissionais e dialogando sobre as principais carências enfrentadas pelo centro. A entrega do equipamento, realizada diretamente à direção da instituição, foi destacada por Kiaku como fundamental para a estabilização de pacientes em estado crítico.

    “Essas botijas representam um passo importante na ampliação da capacidade de resposta do centro médico, especialmente diante de casos respiratórios agudos,” reforçou o administrador.

    O gesto foi reconhecido pelo diretor clínico do centro, Nufuenquenda Idóneo Miguel Kama, que agradeceu em nome da equipa médica. “Esta entrega demonstra um avanço significativo, pois reforça a nossa capacidade de resposta, especialmente em situações de emergência. Agradecemos ao executivo pelo empenho e pela atenção dedicada à saúde em Kangola,” afirmou.

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    ENFERMEIROS RECORREM AS LANTERNAS DE TELEMÓVEIS PARA ATENDER DOENTES

    Alfredo Dikwiza|Jornalista

    Uíge, 28/05 (Wizi-Kongo) – A falta de combustível para bastecer o grupo gerador municipal e o alternativo da (Comissão Nacional Eleitoral/CNE), deixou um rasto de problemas no centro municipal de saúde de Kangola, 182 quilómetros da sede da cidade do Uíge, obrigando os enfermeiros e médicos recorrerem as lanternas dos telemóveis para atenderem os doentes no período nocturno.

    A situação, de acordo com fontes fidedignas que falaram hoje, quarta-feira para o Wizi-Kongo, é de conhecimento público e os doentes que deram entrada nos últimos daquela unidade sanitária, sabem bem no que passaram, que é tão preocupante porque mesmo com auxílio da lanterna, não se consegue trabalhar de maneira adequada, evitando acidentes no atendimento aos pacientes.

    Sabe-se que, o centro municipal de saúde de Kangola ou hospital municipal como também é designado, não possui de um grupo gerador particular, pelo que, depende da corrente pública, através do grupo gerador ou da energia eléctrica do gerador da Comissão Nacional Eleitora/CNE, e como ambos estão sem combustível, então a unidade sanitária viu-se a enfrentar as consequências.

    Quanto as questões relacionadas com as seringas, anestesias e alguns fármacos, eles admitiram a existência dos mesmo no hospital, mas reconheceram a falta de um entre outro remédio, que são passados nas receitas e cada um recorre a uma farmácia para efectuar a compra.

    Até o desfecho desta matéria, este portal procurou manter contacto com o administrador municipal de Kangola, Kiaku Fernandes, mas não teve sucessos, uma vez que, fontes locais apontam o dedo ao responsável máximo daquela unidade sanitária, que, pouco fica no hospital.

     

     

     

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