Bouro Mpela vai actuar na casa dos artes do Zango e no Palácio de Ferro em Luanda.

Por Sebastião Kupessa

O antigo vocalista e dançarino do agrupamento Quartier Latin do Koffi Olomide e de Academia, Bouro Mpela, está em Angola, numa digressão que vai o levar para as províncias do Huambo e do Uíge, para além de Luanda onde instalou o seu “Quartier General”.

Em Luanda, o artista criador do “Ndombolo”, um estilo da dança do soukouss, uma das variantes da rumba congolesa, já produziu um espectáculo na Esplanada-Bar JUAMOR nas mediações do Kimbangu, na outra margem da avenida Castro V. Loy, no bairro Sapú, no passado sábado dia 26 de Julho. Um espectáculo que contou com a participaçâo de músicos angolanos como Júnior Fila e os cómicos “Vu de loin”.

Bouró Mpela que está em Luanda pela primeira vêz  na sua carreira como artista-solo, afirmou ao wizi-kongo, no bairro Kasenda onde está alojado no complexo residencial de Mingaxi (Mivena), que foi bem acolhido pela população de Luanda, em particular nos bairros de Palanca e Sapú, mas o seu objectivo não se limita apenas na população angolana de expressão kongo, que é lògicamente consumidora das suas criações artísticas, mas pretende se fazer conhecer ao resto da população angolana na sua diversidade cultural.

Com efeito,  Bouró Mpela, participou ontém, às 16 horas  no programa “Pop músic Angola” da rádio Kairos (98.5) e hoje, pelas 10 horas, no programa Global FM (99.5) e às 20 horas na Rádio Luanda Antena Comercial (LAC), no programa “potência máxima”.

Em Luanda está previsto ainda a produzir espectátculo no Restaurante VIP, no Palanca, prometido ser nos próximos tempos, um santuário da Rumba Ango-Congolesa e na casa dos artes do Zango na próxima sexta feira, dia 09/08, em substituição da sua prestação no trienal no Paláacio de Ferro em Luanda por razões de agenda.

O artista congolês voltará brevemente no seu país de origem, na segunda quinzena do mês de Agosto. Raimundo Salvador, um dos promotores intermediários do artista, afirmou ao Wizi-Kongo, que a realização do espectáculo de Bouro Mpela no Palácio de Ferro vai se realizar nas próxímas ocasiões, no regresso do artista em Angola para terminar os contratos que celebrou com diversos productores. Recorda-se que Bouro Mpela, vai ausentar-se em Angola, por razões familiares e voltará brevemente para cumprir a sua agenda em Angola.

Quem é Bouro Mpela?

É o irmão menor do outro artista congolês Alain Mpela, do Wenge Musica, Bouro Mpela foi um dos suportes vocal do Quartier Latin, o agrupamento que acompanha o astro Koffi Olomide, pertenceu a segunda geração dos cantores que foram recrutados para substituir a primeira geração que foi constituida por Luzubu Suzuki, Erick Tutsi, Bula, Modogo wa Barambwa e sobretudo do Babia Ndonga, falecido em Luanda, há 3 anos, de AVC.

O sulforoso Bouro Mpela aparece pela primeira vêz no CD com título “Loi”,  vai se confirmar no “Droit de veto” onde vai incluir a cançao “Calvaire” da sua autoria e vai brilhar no “Efrakata” , com uma brilhante vocal na canção “Bilan” de autoria do Koffi Olomide, ao lado do Fally Ipupa, Solei Wanga, Montana Kamenga, Gipson Butukondolo, etc.

Em 1996, Bouro Mpela vai seguir os seus colegas que decidiram entrar em dissidência com o Koffi Olomide, por razôes financeiras, onde fundaram o efémero agrupamento Academia, onde  jogou um papel importante ao ponto de se afirmar como o líder deste agrupamento. Por sua vêz, as intrigas minaram este agrupamento que não sobreviveu. Bouro Mpela vai voltar brevemente no Quartier Latin, antes de abraçar a carreira-solo como muitos dos seus colegas, a exemplo de Fally Ipupa e Ferre Gola.

O angolano “Solista Alvarito”, à direita.  Bouro Mpela foi acompanhado pelos intrumentalistas angolanos. Foto do Wizi Kongo

  • Related Posts

    JÚLIO GILL EMOCIONA COM NTONTA – UMA HISTÓRIA DE AMOR, PERDA E SUPERACÃO EM KIKONGO

    O cantor Júlio Gill apresenta o videoclipe oficial de “Ntonta”, uma canção profunda e emocional cantada em Kikongo, que aborda temas universais como o amor, a perda e a dignidade.

    A narrativa conta a trajetória de um homem que vê a sua companheira partir quando as dificuldades financeiras surgem, mas que, com o tempo, reencontra a prosperidade e o equilíbrio emocional. Quando a mulher arrependida tenta regressar, ele recusa, reafirmando que cada escolha tem um preço e que o verdadeiro amor nasce da superação — “Konso muntu yo nkazani”.

    Com produção musical de Chico Viegas e vídeo realizado por Original Vibe & Sala Record, o videoclipe de “Ntonta”é um espetáculo visual gravado em Luanda, com cenários que incluem Miami Beach – Ilha de Luanda e o Bar dos Colossos.

    A interpretação sentida de Júlio Gill, aliada à beleza da modelo Zenilda Teresa, torna esta obra um convite à reflexão sobre as voltas da vida e o poder do recomeço.

    Assiste agora ao videoclipe oficial de “Ntonta” no YouTube e mergulha na emoção desta história contada em som e imagem.

    Via panoramamédia

    “MAKINU”, DE ZAIKO LANGA LANGA, UM CONVITE ARDENTE PARA DANçAR

    Por Jossart Muanza

    Ao celebrar o seu 56º aniversário, Zaïko Langa Langa lança um novo maxi single, “Makinu”, que significa “dança” em kikongo.

    A banda Zaïko Langa Langa aproxima-se rapidamente do seu 56º aniversário, que decorre entre as duas festas de fim de ano. Para “animar” este período, estão disponíveis quatro músicas, a partir de 17 de outubro de 2025, em todas as plataformas digitais de download. A versão física deste maxi single, que será lançada em breve, tem o título homónimo “Makinu”, que significa “dança” em kikongo.

    “Makinu”, o título, pode dizer-se, foi uma escolha natural para esta orquestra, que domina melhor do que qualquer outra a arte de criar gritos e danças animadas que atravessam as eras desde o seu lançamento oficial no dia 24 de Dezembro de 1969.

    Pela primeira vez na música congolesa, Zaïko combina duas danças no mesmo álbum: “Awa te”, dançada com grande graciosidade, e “Mbrouss”, uma dança um pouco mais estrondosa, cujo nome foi emprestado do som produzido quando um jogador de futebol controla a bola com a sola. Este grito é também por vezes utilizado para reconhecer uma finta corporal e um passe de perna que os cantores tentam reproduzir.

    Para os nostálgicos, o grupo oferece ainda um remix da canção “Souvenirs Masa”, lançada em 1978, cuja interpretação testemunha tanto o peso do passado marcado por ilustres intérpretes como o usufruto de uma herança imensamente rica por jovens lobos como Vaugerard Onesime, Acouda, Gino Kanza, Alino Mangubu, Tshotsho Matiaba, entre outros.

    Via Afrique Echos Magazine (AEM)

    História do Kongo

    OS BASUNDI: POVO DO KONGO CENTRAL E HERDEIROS DE UMA ANTIGA PROVÍNCIA DO REINO DO KONGO

    OS BASUNDI: POVO DO KONGO CENTRAL E HERDEIROS DE UMA ANTIGA PROVÍNCIA DO REINO DO KONGO

    OS DIALECTOS KONGO DO GRANDE BANDUNDU

    OS DIALECTOS KONGO DO GRANDE BANDUNDU

    Os LAçOS ENTRE A PROVÍNCIA DO KWILU MA RDC E OS KONGO

    Os LAçOS ENTRE A PROVÍNCIA DO KWILU MA RDC E OS KONGO

    DO REINO DO KONGO A BANDUNDU: UMA HISTÓRIA POUCO CONTADA

    DO REINO DO KONGO A BANDUNDU: UMA HISTÓRIA POUCO CONTADA

    GRUPOS ÉTNICOS BAKONGO NA REGIÃO DE BANDUNDU/RDC (Kwango e Kwilu)

    GRUPOS ÉTNICOS BAKONGO NA REGIÃO DE BANDUNDU/RDC (Kwango e Kwilu)

    DOM PEDRO VIII, REI DO CONGO (1923–1954)

    DOM PEDRO VIII, REI DO CONGO (1923–1954)