Ciúmes amorosos levam director do ISCED eliminar ex-namorada do sistema

Por Jeremias Kaboco

Uíge, 23/11 (Wizi-Kongo) – Mona Mpanzo, director geral do Instituto Superior de Ciências de Educação do Uíge, ISCED/Uíge, é acusado de ter excluído o nome da ex namorada Joana Ndombaxi, de 29 anos de idade, no sistema de controlo dos estudantes daquela instituição académica, por motivos de ciúmes.

A denúncia que se faz acompanhar de provas, foi avançada hoje, terça-feira, ao Wizi-Kongo, pelo activista social e ambiental, Leo Paxi Kenyatta, tendo assegurado que, Joana Ndombasi, havia feito o teste de admissão onde obteve a nota de 11 valores para estudar no ISCED local, concretamente, no curso de ensino de Geografia, no período pós laboral. Na conversa partilhada entre Leo Kenyatta e Joana Ndombaxi, aquela estudante diz: “fiz as matrículas e paguei as propinas de dois meses no valor de 30 mil kz, participei no baptismo dos caloiros, paguei o dinheiro da t-shirt, 3 mil, tratei o cartão de estudante no valor 2 mil e a quota de 500kzs da associação de estudante.

O meu nome constava em todas as listas até na pauta final, fixado na turma 15 com o número de matrícula 210378”. Lembra que, no dia 13 de Outubro do ano corrente, às 13 horas quando foi a busca da t-shirt dos caloiros no ISCED, encontrou uma mensagem no seu facebook dizendo de que “estava em risco de não poder estudar no ISCED”, a referida mensagem, era do filho da sua amiga, enteado de Mona Mpanzu (seu ex-namorado e actual namorado da sua amiga). Joana Ndombaxi, conta que, depois que separou-se no namoro com o director geral do ISCED, este por sua vez, começou a namorar com a sua melhor amiga (sem citar o nome).

Entretanto, afirma que, o filho da sua melhor amiga, actual namorada de Mona Mpanzo, conhecem-se bem e, quando lhe havia feito a primeira mensagem, ignorou, mas o menino insistia em mandar outras mensagens dizendo que estava em risco e que a notícia é muito triste porque o padrasto havia prometido remover o seu nome na lista.

Dias depois, justifica, o meu nome já não estava na lista dos docentes, no DAAC e no sistema, de seguida, colocou a preocupação ao director da instituição, respondeu que não queria falar com ela, apenas orientou para ir ter com os assuntos académicos. “Fui para lá e em seguida aparece com duas folhas alegadamente minhas provas e que não poderia estudar porque tinha negativa”, verifiquei nas folhas, apenas reconheci uma que tinha 11,5 valores”, acrescentou.

Joana Ndombasi, exigiu que devolvessem os seus valores que havia pago no acto das matrículas, no total de 40 mil, uma vez que não pode estudar naquela instituição, até agora, sem sucesso, mas lembra que neste ano lectivo, admitiu-se candidatos com negativas no período pós laboral, uns até nem teste fizeram.

Recorri ao tribunal com todas as provas que tinha, mas sem sucesso novamente, o dinheiro não foi devolvido e nem tão pouco fui reenquadrado no sistema para dar sequência dos estudos” declara a vítima e, finaliza, o senhor Mona Mpanzo é bastante influente que poderá ter conseguido colocar a justiça a seu favor. O portal Wizi-Kongo, tudo fez para entrar em contacto com o director geral do ISCED-Uíge, Mona Mpanzo, mas até ao momento sem sucesso.

 

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