EXPLORAÇÃO DE PETRÓLEO EM KANGOLA ALAVANCARÁ ECONOMIA DO UÍGE

Por Alfredo Dikwiza

Alto-Cauale, 17/09 (Wizi-Kongo) – Caso se conclua e se certifique os trabalhos de propensão dando a existência de petróleo, diamante e mercúrio no município de Kangola, 182 quilómetros da sede da província do Uíge, poderá, certamente, alavancar a economia local, da região e do país no geral.

Neste momento, a nível do município de Kangola, estão catalogadas cinco áreas que apresentam fortes indícios da existência dos referidos recursos mineiros, entre as quais, Kaka-Lwiti, os rios Dengue, Koko e Lucala, soube o Wizi-Kongo da administradora local, Teresa Daniel João Pinto, no decorrer das festividades dos 63 anos a categoria de município do Alto-Cauale.

Segundo a gestora municipal, nada ainda foi comprovado cientificamente, mas de forma teórica o município possui fortes possibilidades da existência destes mineiros no seu solo, pelo que, aguarda-se com muita expectativa pela propensão dos trabalhos, apesar de não ter avançado oo prazo da conclusão dos estudos mineiros na circunscrição.

Sobre o lema: “Alto-Cauale, 63 anos com união e trabalho, rumo ao desenvolvimento”, as festividades de mais um ano de existência decorreram com realização de várias actividades com objectivo de mostrar as potencialidades da circunscrição. Entretanto, Alto-Cauele, foi a denominação dada pelo grande soba Miranda-Caiongo (Man´nkongolo), da tribo real dos Kiluanje, ao território em que era soberano.

Porem, relatos dizem de que, o rei retirou-se junto com a sua família de Kalandula e desceu o rio Cauale até ao actual Massango, atravessou-o e na outra margem estabeleceu o seu reino, “o Cauale”, que, manteve-se independente até a chegada dos portugueses.

Com uma estrutura militar comparada com a da rainha Nzinga Mbandi, soba Miranda, foi um dos mais destacados na luta contra a ocupação total da região entre Uíge/Malange. Sendo que, Alto-Caule, foi a última região do Uíge a ser anexada ao resto da província, isto é, 1948. O município conta com duas comunas, Caiongo e Bengo.

Tendo uma extensão de 3064km2, o município de Alto-Cauale é limitado a norte pelo município do Sanza Pombo/Uíge, a leste pelo município de Massango/Malange, a sul pelo município de Kalandula/Malange e ao oeste pelos municípios de Kamabatela/Kwanza Norte e Puri/Negage (Uíge).

 

 

 

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    Uíge, 14/07 (Wizi-Kongo) — Em uma iniciativa voltada ao fortalecimento dos serviços de saúde primários, o administrador municipal de Kangola, Kiaku Fernandes Jorge, realizou nesta segunda-feira, 14 de julho de 2025, uma visita ao Centro Médico local, onde procedeu à entrega de botijas destinadas ao tratamento de insuficiência respiratória e outras urgências médicas.

    Durante a visita, o administrador percorreu diversas áreas da unidade hospitalar, avaliando as condições de trabalho dos profissionais e dialogando sobre as principais carências enfrentadas pelo centro. A entrega do equipamento, realizada diretamente à direção da instituição, foi destacada por Kiaku como fundamental para a estabilização de pacientes em estado crítico.

    “Essas botijas representam um passo importante na ampliação da capacidade de resposta do centro médico, especialmente diante de casos respiratórios agudos,” reforçou o administrador.

    O gesto foi reconhecido pelo diretor clínico do centro, Nufuenquenda Idóneo Miguel Kama, que agradeceu em nome da equipa médica. “Esta entrega demonstra um avanço significativo, pois reforça a nossa capacidade de resposta, especialmente em situações de emergência. Agradecemos ao executivo pelo empenho e pela atenção dedicada à saúde em Kangola,” afirmou.

    A iniciativa reforça o compromisso do governo local com o bem-estar da população e o aprimoramento contínuo dos serviços públicos de saúde.

    ENFERMEIROS RECORREM AS LANTERNAS DE TELEMÓVEIS PARA ATENDER DOENTES

    Alfredo Dikwiza|Jornalista

    Uíge, 28/05 (Wizi-Kongo) – A falta de combustível para bastecer o grupo gerador municipal e o alternativo da (Comissão Nacional Eleitoral/CNE), deixou um rasto de problemas no centro municipal de saúde de Kangola, 182 quilómetros da sede da cidade do Uíge, obrigando os enfermeiros e médicos recorrerem as lanternas dos telemóveis para atenderem os doentes no período nocturno.

    A situação, de acordo com fontes fidedignas que falaram hoje, quarta-feira para o Wizi-Kongo, é de conhecimento público e os doentes que deram entrada nos últimos daquela unidade sanitária, sabem bem no que passaram, que é tão preocupante porque mesmo com auxílio da lanterna, não se consegue trabalhar de maneira adequada, evitando acidentes no atendimento aos pacientes.

    Sabe-se que, o centro municipal de saúde de Kangola ou hospital municipal como também é designado, não possui de um grupo gerador particular, pelo que, depende da corrente pública, através do grupo gerador ou da energia eléctrica do gerador da Comissão Nacional Eleitora/CNE, e como ambos estão sem combustível, então a unidade sanitária viu-se a enfrentar as consequências.

    Quanto as questões relacionadas com as seringas, anestesias e alguns fármacos, eles admitiram a existência dos mesmo no hospital, mas reconheceram a falta de um entre outro remédio, que são passados nas receitas e cada um recorre a uma farmácia para efectuar a compra.

    Até o desfecho desta matéria, este portal procurou manter contacto com o administrador municipal de Kangola, Kiaku Fernandes, mas não teve sucessos, uma vez que, fontes locais apontam o dedo ao responsável máximo daquela unidade sanitária, que, pouco fica no hospital.

     

     

     

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