Famílias do Bengo (Kangola) há um ano sem assistência médica e medicamentosa

Uíge – Há um ano, as famílias da comuna do Bengo, município de Kangola, província do Uíge, estão sem assistência médica e medicamentosa adequada, atesvés da inoperância das três unidades sanitárias existente na circunscrição.

Na sede da comuna do Bengo, localizada a 225 quolómetros da cidade do Uíge, encontrasse um centro de saúde inaugurado em 2014, com capacidade para internar 10 doentes, e outros dois postos de saúde nas localidades do Tango e Dumbiangulo, ambos com capacidades para internar cinco pacientes, cada.

A pesar da existência das três unidades sanitárias, há um ano estão as “moscas” com a falta de tudo e mais alguma coisa, como medicamentos, ambulância e enfermeiros suficiente capazes de garantir os serviços de saúde aos mais de 13 mil habitantes local.

O centro do Bengo, sede da comuna, com o mesmo nome, funciona apenas com dois enfermeiros, um deles em regime de colaborador e, que o mesmo colaborador, Marques Cândido, há quatro anos não é lho pago os seus ordenados, ainda assim, de pé e cal, todos os dias aquele profissional se faz presente no local de serviço, que fica a poucos metros da sua morada improvisada.

Outros dois elementos, no referido centro (Bengo), ocupam-se na área administrativa, enquanto os postos de saúde do Tango e Dumbiangulo, 25 e 30 quilómetros da sede do Bengo, funcionam com pouco nemos de dois enfermeiros, respectivamente. Diante disso, os doentes são obrigados a percorrer longas distâncias, equivalentes a 50 quilómetros para Cangola e 90 a 100 quilómetros ou mais para as localidades vizinhas das províncias de Malanje e Cuanza Norte, respectivamente, com vista a encontrar os serviços médicos e medicamentosos.

A falta de ambulância na comuna, obriga os cidadãos a voltarem no tempo e usarem a “tipóia” ou motorizadas na transportação dos doentes em estado crítico, para a sede do município de Cangola (50 quilômetros), ou noutras localidades, uma vêz que raramente aparece viaturas na referida comuna, através do estado precário da estrada.

Em pleno funcionamento, como era nos tempos anteriores, as unidades sanitárias atendiam 40 a 50 pacientes, por dia, incluindo doentes provenientes das vizinhas províncias de Malanje e Cuanza Norte, com as patologias de diarréias agudas, malária, infecções da pele, entre outras. “As vezes encontramos as portas fechadas do centro de saúde ou os postos de saúde, porque os enfermeiros aqui não se sentem valorizado e além disso trabalham muito sacrificados, nós sentimos isso e humamente reconhecemos por parte eles terem razão, e outros dias que encontras lá o enfermeiro, a única coisa que o cuitado tem por fazer é passar-te a receita e procurares uma farmácia para comprar o remédio, caso não tenha o dinheiro a doença agrava-se e muito acabam por morrer diante desta situação”, afirmou, hoje, sexta-frira, ao Wizi-kongo, um autoridade eclesiástico, cujo nome pediu que não fosse citado. João Tucana, assegurou estar assistir um episódio engraçado na circunscrição, já que o centro de saúde e os postos de saúde ganham vida quando há pronúncio de visita da administrador e outros entidades, o que leva a existir alguns medicamentos, mas depois dos seus regressos, tudo volta nas condições antiga (sem nada).

Construído no Programa de Combate a Fome e a Pobreza no seio das comunidades, o centro de saúde do Bengo, inaugurado em 2014, pelo ex-governador provincial do Uíge, Paulo Pombolo, possui uma farmácia, laboratório, escritório, casas de banhos, enfermaria para mulheres e outra para homens, entre outros serviços. A comuna do Bengo, uma das duas que compõe o município de Cangola, localiza-se a 50 quilómetros a sudoeste da sede de Cangola, possui 30 aldeias.

Wizi-Kongo

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    Por Jeremias Kaboco| Jornalista

    Uíge, 14/07 (Wizi-Kongo) — Em uma iniciativa voltada ao fortalecimento dos serviços de saúde primários, o administrador municipal de Kangola, Kiaku Fernandes Jorge, realizou nesta segunda-feira, 14 de julho de 2025, uma visita ao Centro Médico local, onde procedeu à entrega de botijas destinadas ao tratamento de insuficiência respiratória e outras urgências médicas.

    Durante a visita, o administrador percorreu diversas áreas da unidade hospitalar, avaliando as condições de trabalho dos profissionais e dialogando sobre as principais carências enfrentadas pelo centro. A entrega do equipamento, realizada diretamente à direção da instituição, foi destacada por Kiaku como fundamental para a estabilização de pacientes em estado crítico.

    “Essas botijas representam um passo importante na ampliação da capacidade de resposta do centro médico, especialmente diante de casos respiratórios agudos,” reforçou o administrador.

    O gesto foi reconhecido pelo diretor clínico do centro, Nufuenquenda Idóneo Miguel Kama, que agradeceu em nome da equipa médica. “Esta entrega demonstra um avanço significativo, pois reforça a nossa capacidade de resposta, especialmente em situações de emergência. Agradecemos ao executivo pelo empenho e pela atenção dedicada à saúde em Kangola,” afirmou.

    A iniciativa reforça o compromisso do governo local com o bem-estar da população e o aprimoramento contínuo dos serviços públicos de saúde.

    ENFERMEIROS RECORREM AS LANTERNAS DE TELEMÓVEIS PARA ATENDER DOENTES

    Alfredo Dikwiza|Jornalista

    Uíge, 28/05 (Wizi-Kongo) – A falta de combustível para bastecer o grupo gerador municipal e o alternativo da (Comissão Nacional Eleitoral/CNE), deixou um rasto de problemas no centro municipal de saúde de Kangola, 182 quilómetros da sede da cidade do Uíge, obrigando os enfermeiros e médicos recorrerem as lanternas dos telemóveis para atenderem os doentes no período nocturno.

    A situação, de acordo com fontes fidedignas que falaram hoje, quarta-feira para o Wizi-Kongo, é de conhecimento público e os doentes que deram entrada nos últimos daquela unidade sanitária, sabem bem no que passaram, que é tão preocupante porque mesmo com auxílio da lanterna, não se consegue trabalhar de maneira adequada, evitando acidentes no atendimento aos pacientes.

    Sabe-se que, o centro municipal de saúde de Kangola ou hospital municipal como também é designado, não possui de um grupo gerador particular, pelo que, depende da corrente pública, através do grupo gerador ou da energia eléctrica do gerador da Comissão Nacional Eleitora/CNE, e como ambos estão sem combustível, então a unidade sanitária viu-se a enfrentar as consequências.

    Quanto as questões relacionadas com as seringas, anestesias e alguns fármacos, eles admitiram a existência dos mesmo no hospital, mas reconheceram a falta de um entre outro remédio, que são passados nas receitas e cada um recorre a uma farmácia para efectuar a compra.

    Até o desfecho desta matéria, este portal procurou manter contacto com o administrador municipal de Kangola, Kiaku Fernandes, mas não teve sucessos, uma vez que, fontes locais apontam o dedo ao responsável máximo daquela unidade sanitária, que, pouco fica no hospital.

     

     

     

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