JOVEM QUE CAIU E MORREU NA FOSSA SÉPTICA NÃO ERA MARGINAL, ADMITE FAMÍLIA E AMIGOS

Alfredo Dikwiza/Jornalista

Uíge, 19/10 (Wizi-Kongo) – A notícia divulgada nesta quarta-feira (18/10) pelo Wizi-Kongo, de fonte da Polícia Nacional, dando conta da morte de um jovem na fossa séptica e que era marginal, gerou revolta maior por parte de familiares e amigos do malogrado e, admitiram que ele nunca foi marginal.

Contam que, Balton, como era carinhosamente chamado, tinha uma namorada no bairro Candombe-Novo, mas os jovens locais organizados em grupos, sentiam ciúmes dele, por não um deles estar a namorar com a moça, dai que, algumas vezes o avisaram que deixasse de namorar com a jovem ou parara de ir no Candombe-Novo, o que não aconteceu.

Pedro Fula, alguém que foi próximo do malogrado diz que, “o rapaz não era bandido, ele foi ao bairro Candombe-Novo acompanhar a sua namorada, que possivelmente, haviam passado juntos na tarde da terça-feira (17/10), por questões de ciúmes, os jovens locais, chamaram por ele com uma tendência de agressão, por ter negado e fugir, os anfitriões gritaram gatuno e todo mundo saiu fora dando-lhe corrida e, com isso, acabou por cair naquele lugar errado”.

Já Lusakumunu Panzo Teca, residentes do bairro Candombe-Novo, igualmente, testemunha que nesta história o malogrado foi inocente, tendo admitido que, os jovens locais ficavam sempre com ciúmes dele e, tempos antes já haviam-lhe avisado que não o queriam mais ver no bairro com a jovem. Tendo acrescentado que, presumivelmente, um dos integrantes do grupo dos jovens locais, gostava da moça e, isso, causava sempre os ciúmes.

Tanda Capitão e Rosa António, igualmente, que conviviam com o Balton, depois de manifestarem o seu descontentamento pela acusação daquilo que não era, lamentaram o sucedido e admitem estarem sem forças para acreditar na sua morte, além disso, entendem que a seu desaparecimento físico causará muita dor e um vazio enorme aos pais.

Tunga Manuel Pedro, também admitiu ter convivido com o Belton e conta que, ele fugia dos marginais locais que o queriam assaltar, não ao contrário como se avançou ele ser o marginal, pois que nunca foi marginal.

Pela forma os factos ocorreram, os familiares e amigos do Balton, pedem que os órgãos de investigação vão o fundo da verdade, para que os causadores da morte do seu ante querido sejam levados a justiça.

  • Related Posts

    MBEMBA NGANGU: O HERÓI DO BEMBE QUE SALVOU UÍGE

    Por Filho do Kivuzi (Vamba)

    “Mbemba Ngangu” foi um soba e herói local que mobilizou o seu povo e as aldeias vizinhas para a resistência contra a ocupação colonial portuguesa. A sua luta teve grande apoio das populações ribeirinhas do rio Lucunga, uma zona estratégica do antigo território.

    Mbemba Ngangu é um nome em Kikongo, um cognome dado pelo próprio povo em reconhecimento à sua liderança. Etimologicamente, significa: Mbemba (“Águia”) e Ngangu (“Visionário” ou “Astuto”). A águia representa a visão ampla do campo de batalha e a rapidez no ataque, enquanto Ngangu reflete a sua inteligência tática e capacidade de antever os movimentos do inimigo.

    Natural da região de Mbamba — território que hoje corresponde ao município do Bembe —, Mbemba Ngangu terá vivido entre os séculos XVI e XVII, período em que o Reino do Kongo enfrentava as primeiras incursões portuguesas no interior. A província de Mbamba era a mais militarizada do Reino do Kongo, responsável pela defesa sul.

    Para perpetuar a sua memória, o herói foi homenageado na cidade do Uíge com um busto e com o topónimo de um bairro: o Bairro Mbemba Ngangu. Morreu em combate, defendendo as terras do seu povo, tornando-se um símbolo eterno da resistência Kongo.

    DETIDOS QUATRO CIDADÃOS QUE MANTIVERAM FAMÍLIA DE AGENTE DO SIC COMO REFÉM NO UÍGE

    O Serviço de Investigação Criminal no Uíge, no âmbito das acções de combate aos crimes violentos, procedeu, nesta terça-feira, 26 de Maio de 2026, à detenção de quatro cidadãos nacionais, por factos que configuram o crime de sequestro, no bairro Mbemba-Ngango, nos arredores da cidade do Uíge.

    O incidente ocorreu quando os acusados, integrantes de uma associação criminosa denominada “DPP”, ao tomarem conhecimento da detenção do seu líder, em cumprimento de um mandado emanado pela PGR, pelo crime de roubo qualificado, e posteriormente submetido à medida de coação de prisão preventiva pelo Juiz de Garantias, tendo sido conduzido ao Estabelecimento Penitenciário do Kongo, decidiram retaliar contra um efectivo do SIC que, alegadamente, participou na sua captura.

    Na sequência, enquanto o referido agente se encontrava em serviço, os implicados, em número de oito e munidos de armas brancas, designadamente catanas e facas, dirigiram-se à residência do oficial, onde mantiveram como reféns a esposa e os seus três filhos, exigindo a libertação do referido líder da associação criminosa.

    História do Kongo

    MBEMBA NGANGU: O HERÓI DO BEMBE QUE SALVOU UÍGE

    MBEMBA NGANGU: O HERÓI DO BEMBE QUE SALVOU UÍGE

    OS BASUNDI: POVO DO KONGO CENTRAL E HERDEIROS DE UMA ANTIGA PROVÍNCIA DO REINO DO KONGO

    OS BASUNDI: POVO DO KONGO CENTRAL E HERDEIROS DE UMA ANTIGA PROVÍNCIA DO REINO DO KONGO

    OS DIALECTOS KONGO DO GRANDE BANDUNDU

    OS DIALECTOS KONGO DO GRANDE BANDUNDU

    Os LAçOS ENTRE A PROVÍNCIA DO KWILU MA RDC E OS KONGO

    Os LAçOS ENTRE A PROVÍNCIA DO KWILU MA RDC E OS KONGO

    DO REINO DO KONGO A BANDUNDU: UMA HISTÓRIA POUCO CONTADA

    DO REINO DO KONGO A BANDUNDU: UMA HISTÓRIA POUCO CONTADA

    GRUPOS ÉTNICOS BAKONGO NA REGIÃO DE BANDUNDU/RDC (Kwango e Kwilu)

    GRUPOS ÉTNICOS BAKONGO NA REGIÃO DE BANDUNDU/RDC (Kwango e Kwilu)