Lulendo, o angolano virtuoso do Sanzi

Por Sebastião Kupessa

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Lulendo ganhou a estima no meio artístico africano em Paris por dominar e introduzir na música electónica moderna, um dos instrumentos musicais africano em vias de extinção, o Sanzi. Cantor e percussionista de talento, vai aconpanhar nos estúdios como em palco, muitos cantores africanos residentes ou de passagem na capital francesa, entre os quais MANU DIBANGO, SAM MANGWANA, PAPA WEMBA, ALAIN DIENG, DIDIER LOCKWOOD, JOHN HELLIWELL (SUPERTRAMP), CARLINHOS BROWN, etc

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Lulendo e Manu Dibangu, em Paris.

O likembe (outro nome do sanzi), como instrumento electro-acustíco, produz um som maravilhoso muito apreciado pelos músicos da World Music. Claude Samard, acompanhado de Lulendo vai produzir dois álbum, Freedom e Rainha, com dezenas de títulos e a famosa cantora islandesa Björk acompanhado do conjunto tradi-moderno congolês de origem angolana, Konono n°1, vão utilizar este intrumento.

Outro mérito de Lulendo, os sanzi que ele utiliza são imaginados e fabricados por ele próprio. Um dos seus álbums que produziu, fabricou os instrumentos durante 2 anos com a colaboração de Bernard Prunier, fabricante de cordas para instrumentos musicais na França.

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Sanzi, instrumento musical africano em vias de extinção

O compositor da canção ” Oh floresta mãe”, nasceu em Makela do Zombo, mas vai creser em Luanda, num ambiete musical à mistura entre o semba angolano e o soukous congolês importado pelos regressados angolano do Congo, donde a riqueza das suas canções. Canta em português, kikongo, francês e lingala.

Lulendo fez aprendisagem da música em Angola nos coros de igrejas protestantes, em Luanda, mas o verdadeiro mentor é o seu avô, que lhe ensinou a tocar o instrumento tradicional.

É quase na idade da puberdade que vai deixar Angola em 1982, para se instalar na França. O seu grupo de raiz africana com instrumentos de percussões e sanzi será formado em 1993. A sua determinação será coroada pela produçâo do primeiro álbum com o título em francês, a qui profite le crime, em 1999 com a reedição no ano seguinte. Um trabalho magnífico dedicado ao seu país, mergulhado, na altura, numa guerra civil. Em 2005, surge o seu segundo CD, sempre em homenagem à sua querida pátria, agora com a paz reencontrada, com um título óbvio, Angola, onde põe diferentes rítmos angolanos em evidência.  As suas prestações em palco “live” foram também compilados e editados em disco em 2007.  No mesmo ano sai  Soul of Africa, uma proposiçâo de retorno aos rítmos dos antepassados africanos dos quais rende homenagem.

A promoção da música tradicional africana têm sido importante tema debatido em diversos foruns. Lulendo é um exempro a seguir.

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