MELHORIA DA SAÚDE NO UÍGE REDUZ MORTES MATERNO-INFANTIS

Por Lussilavova Lopes

A mortalidade no Hospital Materno-Infantil da província do Uíge tem conhecido uma considerável redução, em relação aos anos anteriores, em que mensalmente eram contabilizados entre cicno a sete óbitos, disse a sua directora clínica.

Isabel Miguel falava à margem de uma visita que os deputados do círculo eleitoral do Uíge efectuaram, ontem, ao estabelecimento para entregarem enxovais a mulheres que realizaram partos nos últimos dois dias.

A responsábel salientou  ao Jornal de Angola que “anteriormente, o número de mortes na maternidade era muito elevado, chegando a atingir entre 5 e 7 casos a cada mês”.

Há meses que não são registados óbitos entre as pacientes internadas, havendo, às vezes,  casos de um ou dois óbitos, geralmente de pacientes que chegam em situações críticas, porque tentam realizar partos fora das unidades hospitalares ou que se  submetem inicialmente a tratamentos em casa, sem o cumprimento das orientações médicas, referiu Isabel Miguel.

A directora clínica avançou que a redução da mortalidade tem a ver com as mudanças que têm vindo a ser operadas em termos de assistência às parturientes.

A gestora hospitalar adiantou ainda que existem mulheres que priorizam tratamentos tradicionais, recorrendo aos hospitais já em situações críticas.

Afirmou que “algumas vezes, já não conseguimos fazer nada, acabando as mortes por  acontecerem já nos estabelecimentosmaterno-infantis”.

De acordo com a especialista médica, a maternidade conta com mais de 120 efectivos, entre médicos e enfermeiros, mas, na sua opinião, requer mais profissionais para corresponder à demanda dos pacientes que, diariamente, procuram pelos serviços de parto ou de tratamento médico.

“Esse número não é suficiente, uma vez que temos registado falta de médicos internos de especialidades, parteiras, diagnóstico, terapeutas e outros”, disse.

 A unidade médica realiza também, diariamente, consultas externas de genecologia,  obstetrícia, para além dos atendimentos internos realizados no banco de urgência, nos serviços de partos, trabalhos de cesarianas, miomas, quistos e outras.

Garantiu que a direccão hospitalar procura sempre trabalhar para que não falte materiais na unidade dos cuidados intensivos assim como medicamentos para todas as pacientes que aqui se encontram internadas.

Entretanto, Isabel Miguel referiu que, infelizmente, tem havido vezes que se registava a falta de condições para a garantia de remédios para as consultas externas, fazendo com que as pacientes levem receitas para adquirem os medicamentos em farmácias particulares.

Um outro problema que Isabel Miguel levantou foi o espaço que vai sendo reduzido para cabalmente acolher os pacientes. “O espaço hospitalar já vai sendo insuficiente  para o acolhimento personalizado dos pacientes na maternidade, obrigando, em certos momentos, a que duas ou três doentes sejam colocadas numa única cama”.

A situação do fluxo de pacientes decorre do facto de o estabelecimento materno-infantil ser de âmbito regional, recebendo pacientes de diferentes regiões dos 16 municípios da província, assim como das regiões de Ambaca (província de Cuanza-Norte) e outros de Luanda. Mas, o empenho       dos profissionais tem procurado contornar essa situação.

Via JA

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