“Os Crentes” lançado como novo partido em Angola

Por Alfredo Dikwiza

Luanda, 25/01 (Wizi-Kongo) – A cidade de Luanda, concretamente, no município do Kazenga, no bairro Hoje-Ha-Henda (Cine África), testemunhou hoje, sábado, o lançamento do partido “Os Crentes”, liderado pelo seu fundador, o músico revolucionário e defensor dos direitos humanos, Brigadeiro 10 Pacotes.

Os Crentes, entre outros objectivos foi criado para “unir o país e os angolanos”, “construir uma sociedade moderna e participativa”, “colocar as pessoas no centro das prioridades”, “os jovens no centro das atenções”, “construir um estado que protege”, “justo” e “solidário”, ”edificar um país novo”, “prospero”, “competitivo e de bem-estar”, que “ninguém possa sofrer injustiças sociais” e que sejam “igualitária perante a lei sem distinção de ninguém”.

“Defender o respeito dos direitos humanos”, “construir um estado forte verdadeiramente ligado as suas raízes”, “país livre dos assassinatos políticos”, dos “jovens”, da “neo-colonização estrangeira” e do “enriquecimento elícito”, igualmente fazem parte dos objectivos do partido político “Os Crentes”.

O presidente dos Crentes, assegurou virar a página do passado, unir a república de Angola com novas políticas com sangue novo, com novas caras na política, acabar com a guerra dos presidentes, construir uma Angola para os angolanos, inovar uma outra visão social e substituir este modelo velho da governação actual.

Admitiu estar pronto para efectuar alternância em 2022, e convidou todos aqueles que querem uma nova república no sentido de juntem-se aos Crentes, dai a missão de todos passar na mobilização de novos militantes, tendo acrescentado estar na sua terra e considera-se como nacionalista e que a luta pelos direitos humanos dos angolanos encontra-se acima de tudo dos seus interesses.

“Sempre coloquei-me ao serviço da pátria, dando o que ela merece, sou um instrumento de luta para os angolanos, tal como eu, vocês, os jovens, são odiados e perseguidos pelo MPLA, por recusarem a humilhação e a escravidão, a emigração tem sido a história de alívio de muitos angolanos, por não verem a solução no seu país”, admitiu.

Como disse, entre vocês aqui ninguém duvidará que existe escravidão neste país, salários miseráveis. Neste país o povo geme e chora por falta de tudo, acrescentando que falta tudo neste país desde os mais básicos direito como, energia, estradas, escolas, hospitais, alimentação, vestuário, saneamento básico e tanto mais.

“Existe feridas abertas na alma de cada um dos angolas, através da maldade imposta pelo regime, eu sou um de vocês, vim do musique do Kazenga, sinto a vossa dor, as necessidades que vocês passam, são esquecidos da república”, afirmou.

Esclareceu que veio para dizer que em Angola, as lágrimas e o sofrimento dos angolanos é sentido também por ele, para isso, regressou para propor uma rotura com este sistema velho e disfuncional, que voltou a terra mãe para anunciar aos jovens angolanos sobre a criação do partido político baptizado “Os Crentes”, para continuar a lutar pelos direitos do país, cujo objectivo é chegar no poder em 2022.

“Eu vim para vos propor um projecto justo e construirmos a sociedade do amanhã e assim desenvolvermos o nosso futuro, para escrevermos uma nova história do passado, tirar lições dos nossos erros e dar uma nova cara Angola e ao mundo, para os filhos e os netos viverem bem nesta terra e dizer que o tempo do MPLA acabou”, rematou.

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