Professores do Kimbele prometem boicotar ano lectivo 2019/2020

Por Alfredo Dikwiza

Kimbele, 04/10 (Wizi-Kongo) – O colectivo de professores, num total de 38, efetivos do Liceu do município de Kimbele, província do Uíge, prometem boicotar o ano lectivo/2019, caso continuem a ser descontado os seus salários injustamente.

Segundo falaram, hoje, sexta-feira, na sede de Kimbele, ao Wizi-Kongo, que o protagonista dos descontos injustos é o subdirector pedagógico e secretário para informação do MPLA de Kimbele, Afonso Manuel (na imagem), este, dá-se ao luxo em comunicar as faltas, numa altura em que os professores estavam dispensados em pausa pedagógica.

“Numa altura em que os professores envontravam-se em pausa pedagógica, como é aquele político bajulador, colocou faltas à todos ausentes e comunicou de imediato, sem dar conhecer à ninguém, tão-pouco cumprir com os procedimentos administrativos e jurídicos da instituição, neste preciso momento, os alunos correm o risco de perderem o ano lectivo, devido os fortes protestos que se regista na instituição e não só”, alertaram, antes de pediram que seus nomes não fossem citados.

Na breve entrevista ainda foi há tempo de afirmarem que, uns foram lhes descontandos 100 mil kwanzas e outros o salário completo, acrescentado que no Liceu local foi inventado um livro de ponto, no qual se desconfiam os destinos dos mesmos dinheiros.

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    Veterano e Companheiro de Trincheira, Comandante Alberto Correia Neto, presente!!!!!

    Quinto Comandante da FAPA/DAA, de 1986 a 1991.

    Alberto Correia Neto, nasceu no dia 08 de Julho de 1949, em Quimbele, Província do Uíge, filho de Borges Francisco e de Maria José Correia.

    Em 06 de Janeiro de 1970 é preso pela polícia portuguesa (PIDE – DGS) sendo no mesmo ano deportado para Cabo Verde – Campo de Concentração do Tarrafal. Só foi libertado a 1 de Maio de 1974 após o 25 de Abril em Portugal.

    Em Junho de 1974, via Portugal parte para Luanda para juntar-se aos guerrilheiros do MPLA. Neste mesmo ano participa na Conferência Inter-Regional de Militantes do MPLA e ingressa nas FAPLA (Forças Armadas Populares de Libertação de Angola). É colocado no CIR – Kalunga (Centro de Instrução Revolucionária) como estagiário.

    Pouco tempo depois passa a monitor político do mesmo CIR em Malungo Nzau. A seguir já com o CIR em Belize é nomeado pelo Estado Maior da 2ª Região Político-Militar como Director do referido CIR, funcionando como tal até Agosto de 1975, altura em que é nomeado Coordenador Provincial da JMPLA (Juventude do Movimento Popular de Libertação de Angola).

    Exerceu o cargo de Comissário Político da FAPA/ DAA.

    Comandante da FAPA/DAA, de 1986 a 1991.

    Foi o último Chefe do Estado Maior das Forças Armadas Populares de Libertação de Angola (FAPLA) de 1991 a 1992.

    Exerceu os cargos de Embaixador Extraordinário e Plenipotenciário da República de Angola no Brasil 2000 a 2006 e na Alemanha 2011 a 2019.

    Faleceu no dia 11 de Março de 2025, na cidade de Madrid, Reino de Espanha, vítima de doença.

    General Reformado no Instituto de Segurança Social das Forças Armadas Angolanas (ISSFAA).

    Em 2025, no âmbito das celebrações dos 50 anos da Independência Nacional, foi agraciado com diversas condecorações, destacando-se a Classe Independência e a Medalha da Palma Militar, Classe Única, como parte de honrarias presidenciais que reconhecem o seu serviço e dedicação à nação angolana.

    Paz à Sua Alma.

    AUTORIDADES TRADICIONAIS CHAMADAS A REFORÇAREM INTERVENÇÃO ÀS COMUNIDADES

    O administrador municipal de Quimbele, Afonso Manuel, apelou ao reforço do papel das autoridades tradicionais nas comunidades com vista à auxiliarem a intervenção da administração local nas acções que refletem o bem-estar das populações.

    O responsável fez este apelo durante um encontro de auscultação realizado recentemente, tendo realçado o influente papel que os sobas exercem nas suas áreas de tutela e apelou à necessidade de mobilização das populações sobre a destruição de bens públicos que se regista nos bairros.

    O dirigente, disse igualmente que o encontro visa estabelecer um canal de comunicação direto com as lideranças tradicionais para que o Estado possa cumprir seu papel de levar os serviços essenciais às comunidades locais.

    No encontro, às autoridades tradicionais apresentaram várias preocupações com destaque para a construção de mais escolas, hospitais e policiamento de proximidade nas zonas periféricas e garantiram o seu apoio à administração municipal na criação de políticas que afetam o desenvolvimento local das populações.

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