“Raiva antiga” entre Fernando Eduardo e Nzolani Pedro gera polémica no Girabola 2020/2021

Por Alfredo Dikwiza e Jeremias Kaboco

Uíge, 05/01 (Wizi-Kongo) – Há dois dias atrás, no calor da emoção em ver a bola rolar no estádio 4 de Janeiro, no Uíge, pela primeira vez neste ano, em partida da 2ª jornada da maior competição futebolística do país, viveu-se um triste episódio fora das quatro linhas, causado do velho litígio existente entre o jornalista da rádio 5, estúdios no Uíge, Fernando Eduardo e o presidente de direcção do Santa Rita FC, Nzolani Pedro, cuja “raiva antiga” de ambos gerou uma onda de polémica no Girabola 2020/2021, a nível nacional.

No dia 3 do mês e ano em curso, data da realização do jogo entre Santa Rita de Cássia FC vs Recreativo da Caála do Humabo, desafio que terminou com resultado nulo, o jogo não foi transmitido em relato directo pela rádio 5, Uíge, pelo facto do jornalista Fernando Eduardo ter sido impedido de entrar no interior do estádio pelos seguranças no portão, uma vez que o mesmo não se fazia acompanhar do credencial, um documento indispensável de acordo as exigências baixadas pelos órgão superiores do Estado angolano. Mas, no interior do estádio, outros jornalistas da mesma estação radiofónica, já estavam no interior do estádio, prontos para trabalhar.

Um é membro de um clube e jornalista e o outro é dono e presidente de um clube também.

Fernando Eduardo, jornalista da rádio 5, no Uíge, é também membro do clube Desportivo de Negage e, foi a partir deste clube onde há anos surgiu o litígio, com Nzolani Pedro, actual presidente do Santa Rita FC. Existe ciúme, ódio e inveja por muitos dirigentes de clubes no Uíge, clubes esses fundados antes do Santa Rita FC, disse, Nzolani Pedro, hoje, ao Wizi-Kongo e, por ser o Santa Rita FC, último clube criado, isto é, no dia 29 de Agosto de 2015, ter feito uma proeza sem igual, até hoje, deixou todos eles nesta situação maldosa, por não terem sido eles, até, hoje, chegar na aludida competição futebolística do país, o Girabola, onde os católicos trilham.

“Na era do antigo director da rádio Uíge, João Isaac, outro membro de um clube do Uíge, que, também fracassou várias vezes na tentativa de subir a primeira divisão, igualmente, há tempo havia cortado os direitos de transmissão dos jogos desta equipa, situação essa, que, depois fora ultrapassada, na era da directora Ângela Cruz, ide, mas depois se ultrapassou esses impasses e agora, veremos o que o actual director irá fazer, quanto esse falso problemas protagonizados por Fernando Eduardo”, lembra.

Agora, avisa, Nzolani Pedro, a Santa Rita não pode aceitar os ciúmes do jornalista Fernando Eduardo, ir causando esses problemas, que, venha sempre complicando o entendimento e, impedir os adeptos numa fase como essa que os mesmos não conseguem entrar no campo, sem terem acesso o relato da partida, bem como manter informado o patrocinador, BIC (outros) e o próprio governo provincial, daquilo que se passava dentro das quatro linhas.

Na sequência da entrevista, hoje, o Wizi-Kongo, foi atrás dos factos e, Nzolani Pedro, disse, que os argumentos avançados nas redes sociais e alguns órgãos de difusão massiva que dão conta de que barrou um jornalista da rádio 5, estúdios no Uíge, não corresponde a verdade, porque recentemente, em Benguela, num dos encontros onde participou todos os responsáveis dos clubes que visou esclarecer as normas a ter em conta para o arranque do campeonato em época da covid-19, explicou-se algumas medidas e informações essas que foram transmitidas por essa direcção, depois de convocado um encontro, no Uíge, com todos os actores que sempre participam na cobertura e asseguramento dos jogos do campeonato nacional da primeira divisão nacional.

“Já se emitiu vários jogos em directo sem a presença do Fernando Eduardo no estádio 4 de Janeiro, isto é do conhecimento da própria rádio, dos ouvintes e não só, pelo que, não se percebe, como neste dia a não entrada do mesmo jornalista no campo, onde já tinha outros profissionais, impedisse a transmissão da partida, mesmo terem já criadas todas as condições de trabalho, como costuma ser habitue”, questionou, Nzolani Pedro.

Nzolani Pedro, esclarece que no encontro que manteve com esses actores, foram esclarecidas as normas que passam das medidas a ter com a biossegurança, do número de pessoas a estarem no mesmo lugar, bem como exibir na entrada do jogo um comprovativo negativo do teste da covid-19 e do credenciamento emitido pelo clube. De seguida, o clube credenciou os profissionais, de acordo a lista fornecida pela APF, sendo que, alguns órgão apresentaram 14 elementos e (foram credenciados 8), os de sete (foram credenciados 6), os de oito (credenciados 5), em função de evitar agrumelados da pessoas no campo, de acordo as orientações baixadas pelas instituições máximas do país.

“Posto no dia do jogo, surpreende-me de que o jornalista Fernando Eduardo aparece no estádio em companhia dos demais técnicos, que, inclusive estavam a montar todo senário para facilitar a transmissão do jogo e, de repente, os demais entraram no interior do campo de acordo a presença do credencial, mas Fernando Eduardo não se fazia acompanhar do credencial e os seguranças no portão, cumpriram com o seu trabalho de não permitir ele entrar, pois estava violar as normas antes orientadas”, defende-se, Nzolani Pedro.

Depois disso, continua, o presidente do Santa Rita FC, que, Fernando Eduardo, dirigiu-se ao carro móvel da rádio para a transmissão do sinal e, minutos depois, desceu da mesma viatura furioso e pediu que os demais colegas arrumassem todo o aparato para impedir a transmissão da mesma partida, uma atitude, inclusive que deixou de cabeças baixo os outros colegas de profissão. Antes, observa, o director da rádio Uíge, João Alves, ligou o presidente do clube, no sentido de uma conversa amena para informar a prontidão dos seus colegas e saber da direcção do clube se a partida iria acontecer. A ligação decorreu às 14 hora, onde ficou assegurado também de todos os requisitos necessário a terem em conta por parte dos jornalistas.

Na conversa, observou-se que só estavam autorizados a entrar no estádio quem tivesse o credenciamento conforme os regulamentos. Depois da ligação com o director da rádio, assegura, surge uma outra ligação de alguém próximo do referido director, afirmando que o director disse que se o Fernando Eduardo não entrar no campo, não iria autorizar a cobertura do jogo para outros jornalistas da rádio, de seguida, “liguei-o de novo e reforcei ao director de que, apenas entraria no interior do campo, quem tivesse credencial e, mesmo assim, não se percebe, porque o Fernando Eduardo apareceu no campo para causar essa instabilidade”.

Por sua vez, Altino Osvaldo de Sá, vice-presidente para altas competições da Associação Provincial de Futebol, aconselha que se ultrapasse este litígio entre eles, levado ao lado profissional, o que não é benéfico para a modalidade. Mas, acrescenta, APF continua a apurar os factos e no momento certo irá pronunciar-se.

No respeito ao princípio do contraditório, Wizi-Kongo, procurou manter contacto com o jornalista da rádio 5, estúdios no Uíge, Fernando Eduardo, mas sem sucesso, igualmente, noutra tentativa não teve sucesso na abordagem do contraditório pretendido com o director provincial da rádio Uíge, João Alves, pelo que, Wizi-Kongo, continuará atrás de novas informações em volta desta polémica até ser ultrapassada.

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