Roubadas mais de 200 placas de sinalização rodoviárias no intervalo de 60 kms de estrada

Por Alfredo Dikwiza

Uíge, 24/11 (Wizi-Kongo) – Da sede do município de Kangola para comuna da Alfândega (Sanza Pombo), vice e versa, por terra são 60 kms. No intervalo destes 60 kms de distância, de forma incompreensível foram roubadas duzentos setenta e cinco (275) placas de sinalização rodoviária na mais jovem estrada, inaugurada em 2017, colocando em perigo os homens do volante e seus passageiros que agora estão privados de ver os sinais de alerta de perigos durante a viagem.

Entre as placas de sinalização rodoviária roubadas, estão às de alerta de perigo de 30/100 metros de distância, de passagem dos piões, de nomenclatura das aldeias, de não ceder a velocidade, de curva, contra curva, entre outras, sendo em alguns casos, cortam também os tubos de ferro que asseguram as placas e levam. Os referidos tubos de ferros, são cortados para auxiliar no fabrico da “água do chefe”, ou simplesmente, “kapuca”.

É notório ao longo do percurso a ausência das placas de sinalização, a partir do momento que se parte de Kangola, passando por várias aldeia até chegar a comuna do Caiongo (Kangola) e desta comuna, igualmente, passando por outras aldeias até chegar a comuna circunvizinha da Alfândega, pertencente ao município do Sanza Pombo, ou a partir do momento que se parte da Alfândega para Caiongo e de Caiongo para sede de Kangola, respectivamente.

Dada a sua gravidade, a situação é de conhecimento de todos há tempo, quer por parte das forças da ordem e segurança, das autoridades governamentais, tradicionais e eclesiásticas destas localidades. Apesar disso, até ao momento, não se levantou alguma iniciativa que visa desencorajar essa prática de roubo das placas, cujos autores, por aquilo que o Wizi-Kongo foi constatando num trabalho aturado que levou semanas, são os próprios habitantes destas zonas de ambos os municípios e comunas.

Lugares com mais placas roubadas

Na aldeia Kingu, aproximadamente 18 quilómetros da sede de Kangola e nas imediações da comuna do Caiongo, há um quilómetros da sede da referida comuna, Kissari, Kibula e Kafani, com 24, 7 e 14 destacam-se dos lugares com maiores desfalques das placas. Nestes lugares, foram roubadas 59 placas de sinalização e, é visível a olho nu de quem passa, seja quem for, notar que ficaram apenas os tubos de ferro fixados no solo.

Aquelas placas que caem na graça dos saqueadores do erário público, não importam se estejam próximo de uma aldeia, da vila, comuna ou regedoria e, sim, os gatunos levam as suas chaves correspondentes com o número dos parafusos, desparafusam e levam a placa. De um lado, através do uso da força conseguem remover as placas dos tubos e, alguns cortam directamente o tubo e lavam com a sua placa, assegurou hoje, quarta-feira, ao Wizi-Kongo um dos moradores do Kingu, cujo nome proferiu não ser citado nesta matéria.

Na luz do dia e de noite roubam as placas e tubos

“Tão logo deparam-se com uma viatura que esteja a chegar, caso estiverem a roubar uma placa ou a cortar um tubo de ferro, quer seja a luz do dia, quer seja de noite, eles poem-se a correr pelo deserto e ainda que haja intenções de os apanhar, fica difícil”, trocava-se uma conversa entre os viajantes de um táxi do percurso Kangola/Negage e vice-versa, cujo repórter do Wizi-Kongo, Alfredo Dikwiza, era um dos ocupantes.

Um dos ocupantes na viatura, que por sinal, chegou de ver a distância algumas vezes os gatunos roubarem as placas e tubos, disse, ser curioso na contínua conversa no táxi em torno do roubo das placas e tubos de ferro, como os tubos são cortados na base e as placas retiradas dos tubos, deixando a estrada vulnerável e sem nenhuma alerta dos sinais de perigo que se avizinham em frente.

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    Sabe-se que, o centro municipal de saúde de Kangola ou hospital municipal como também é designado, não possui de um grupo gerador particular, pelo que, depende da corrente pública, através do grupo gerador ou da energia eléctrica do gerador da Comissão Nacional Eleitora/CNE, e como ambos estão sem combustível, então a unidade sanitária viu-se a enfrentar as consequências.

    Quanto as questões relacionadas com as seringas, anestesias e alguns fármacos, eles admitiram a existência dos mesmo no hospital, mas reconheceram a falta de um entre outro remédio, que são passados nas receitas e cada um recorre a uma farmácia para efectuar a compra.

    Até o desfecho desta matéria, este portal procurou manter contacto com o administrador municipal de Kangola, Kiaku Fernandes, mas não teve sucessos, uma vez que, fontes locais apontam o dedo ao responsável máximo daquela unidade sanitária, que, pouco fica no hospital.

     

     

     

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