Sociedade civil realizará “vigília em homenagem a Inocêncio de Matos”

Por Alfredo Dikwiza

Uíge, 18/11 (Wizi-Kongo) – Neste sábado, 21/11, A sociedade civil realizará uma “vigília em homenagem a Inocêncio de Matos”, morto no dia 11 de Novembro do ano em curso, na manifestação “contra o elevado custo de vida em Angola”, em Luanda e, em função disso, Uíge, estará em vigília, a partir das 17 horas, no largo do governo provincial, em solidariedade ao cidadão nacional em causa e defensor dos direitos humanos, refere, uma nota que Wizi-Kongo, teve acesso hoje.

A nota que também foi enviada ao governo provincial e a polícia nacional, afirma, que, este facto social tem a ver com o insucesso das políticas públicas, que se resumem na excessiva partidarização dos serviços públicos e na transformação do Estado em principal empregador do país, razão pela qual o Executivo não têm conseguido mitigar o desemprego em Angola.

Assim sendo, explica a nota, como não há um plano claro, na prática, para a manutenção dos agregados familiares e a inserção dos jovens no mercado de emprego, de forma a manifestar a insatisfação da população angolana e de chamar atenção ao Chefe do Executivo angolano, com base no número 1 do artigo 47° da Constituição de Angola, no número 1 do artigo 1° da Lei 16/91 de 11 Maio e no Decreto Presidencial que decreta a situação sócio-sanatária de Angola, o grupo de cidadãos organizados da Sociedade Civil realizará, nos dias 17 de Novembro de 2020, a “Vigília em nome desses cidadãos angolanos”.

Desta feita, sustenta a nota, observando o disposto no ponto número 2 do artigo 47° da Constituição da República de Angola e pontos número1, 2 e 3 do artigo 6° da Lei n° 16/91 de 11 de Maio, o grupo de cidadãos organizados da Sociedade Civil tem a honra de comunicar o Governo da Província do Uíge a realização da referida Vigília de carácter pacífico, que terá como local de concentração no Largo do Governo Provincial, a partir das 17 hora.

Natural da província do Uíge, município do Púri, residente na capital do país, Luanda, Inocêncio de Matos, de 26 anos de idade, estudava engenharia informática na Universidade Agostinho, tendo perdido a vida na sua primeira manifestação a participar, depois que foi atingido a cabeça por um dos agentes da polícia nacional.

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