Tata Katuvanjesi empossado imortal da Academia de Ciências, Letras e Artes de São Paulo

Academia de Ciências, Letras e Artes de São Paulo (ACLASP), realizou dia 20 de agosto de 2019, a cerimônia de posse dos novos acadêmicos no auditório Paulo Kobayashi,

Assembleia Legislativa de São Paulo. O evento contou com a presença de várias personalidades do mundo político, social, artístico, intelectual, do movimento negro, e lideranças de povos tradicionais de matriz africana e de terreiros. Tata Katuvanjesi (Walmir Damasceno), baiano da Fazenda Liberdade, município de Barra do Rocha, sul da Bahia, líder de terreiro de candomblé kongo angola de feição bantu, residente há mais de treis décadas na cidade paulista de Itapecerica da Serra.

À mesa, posicionaram-se os diretores da ACLASP, Mário Hirata, Presidente da Invel, ator Daniel Satti. O ato de posse foi dirigido pelo presidente da Academia, o poeta Roberto Ferrari e pelo Vice-Presidente Jamil Ahmad Hassan, seguida do discurso de cada um dos novos empossados assegurados pela Diretora de Relações Públicas da ACLASP, Zaine Assaf.

Tata Nkisi Katuvanjesi (Walmir Damasceno), oriundo da Fazenda Liberdade, município de Barra do Rocha, sul da Bahia, dirige uma comunidade de terreiro de candomblé kongo angola de feição bantu e reside há mais de treis décadas em São Paulo, atualmente mora e desempenha suas atividades na cidade paulista de Itapecerica da Serra. Depois da célebre Ialorixá Mãe Stella de Oxóssi, em 2013 assumiu uma cadeira na Academia de Letras da Bahia, um fato histórico, Katuvanjesi é o primeiro líder de candomblé empossado como membro/imortal da ACLASP, assumiu a cadeira número 8 patroneada por Solano Trindade, ineditismo para os povos de matrizes africanas, nas redes sociais, felicitações e aplausos de admiradores em todo o Brasil e do continente africano, especialmente de Angola. O ato foi prestigiado pelo prefeito de Itapecerica da Serra, Jorge Costa que esteve acompanhado da Secretaria de Turismo do município,
ìyà Elaine Silva; o Coronel PM, Babá Mário Filho; Viviane Trindade, assessora do deputado federal Alexandre Padilha; Netto Duarte, coordenador de Gabinete do
Vereador Toninho Véspoli; Sandra Gama, representando o presidente nacional do PV, José Luíz Penna; Shambuyi Wetu, performer e artista plástico de Kinshasa, República Democrática do Congo; Ìyà Adriana de Nanã; Bàbà Daniel Oguntobi(Pelé); Pejigan Rafael Pinto; Mam`etu Kutala Diamuganga – Katia Luciana de Matamba – Abassá Oxum e Oxossi, e entre outros.
Os novos membros/imortais da Academia de Ciências, Letras e Artes de São Paulo
(ACLASP)

ADRIANA AMARAL ocupando a cadeira de número X Ciências da Comunicação patroneada por NARCISA AMÁLIA
CARLA MOURÃO ocupando a cadeira de número VII Ciências da Comunicação patroneada por ANITA MALFATTI
CLAUDIA CATALDI ocupando a cadeira de número IX Ciências da Comunicação patroneada por CAMILLE CLAUDEL
LENIZA KRAUSS ocupando a cadeira de número IV Ciências da Comunicação patroneada por CLARICE LISPECTOR
LILIAN SCHIAVO ocupando a cadeira de número I Artes Plásticas patroneada por
FLORBELA ESPANCA
MARIA CRISTINA ZAINAGHI ocupando a cadeira de número I Ciências Jurídicas patroneada por ESTHER DE FIGUEIREDO FERRAZ
MARLY LAMARCA ocupando a cadeira de número II Ciências da Comunicação patroneada por CECÍLIA MEIRELLES
MARCO ANTONIO ALVARENGA ocupando a cadeira de Ciências da Comunicação patroneada por VINICIUS DE MORAES
NADJA HADDAD ocupando a cadeira de número VI Ciências da Comunicação patroneada por CORA CORALINA
UIARA ZAGOLIN ocupando a cadeira de número V Ciências da Comunicação patroneada por HILDA HILST
WALMIR DAMASCENO (Tata Nkisi Katuvanjesi) ocupando a cadeira de número VIII Ciências da Comunicação patroneada por SOLANO TRINDADE

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    “Mbemba Ngangu” foi um soba e herói local que mobilizou o seu povo e as aldeias vizinhas para a resistência contra a ocupação colonial portuguesa. A sua luta teve grande apoio das populações ribeirinhas do rio Lucunga, uma zona estratégica do antigo território.

    Mbemba Ngangu é um nome em Kikongo, um cognome dado pelo próprio povo em reconhecimento à sua liderança. Etimologicamente, significa: Mbemba (“Águia”) e Ngangu (“Visionário” ou “Astuto”). A águia representa a visão ampla do campo de batalha e a rapidez no ataque, enquanto Ngangu reflete a sua inteligência tática e capacidade de antever os movimentos do inimigo.

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    Por Kalunga Bisimbi 

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    O seu nome provém de Nsundi, uma antiga e importante província do Reino do Kongo. Esta província existia muito antes da colonização europeia e fazia parte da estrutura política do reino. Nessa organização, o território era dividido em várias províncias dirigidas por governadores ou representantes da autoridade real.

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    • Lukula e Tshela
    • Luozi e Songololo
    • Mbanza-Ngungu e Seke-Banza

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