Uíge: Aspirante a UNTA-CS reafirma salário mínimo de 220/240 mil kwanzas em Angola  

 Por Alfredo Dikwiza

Uíge, 28/07 (Wizi-Kongo) – Um salário mínimo de 220/240.000,00 (duzentos e vinte/e quarenta mil kwanzas), em Angola, capaz de corresponder com o contexto actual da subida exponencial dos produtos da cesta básica, que retirou o poder de compra das famílias, foi reafirmado nesta terça-feira, na cidade do Uíge, pelo candidato da lista A no cargo de secretário-geral da UNTA-CS, José Joaquim Laurindo, no quadro do processo orgânico do VI congresso que se avizinha desta organização.

Essa posição, foi tomada durante a orientação de uma reunião que manteve com os delegados de diversos sindicatos filhados na UNTA-CS, decorrido numa das unidades hoteleira da cidade do Uíge, tendo avançado que, terá como missão, caso vença o pleito, de patrocinar os sindicatos naquilo que são as suas revindicações, a exemplo, em termos jurídicos, moral, entre outras ferramentas adequados com lei angolana, cujo congresso decorrerá de 13/14 do próximo mês do ano em curso.

José Joaquim Laurindo que concorre a par de outra duas candidatas para o quinquénio 2021/2026, mostra-se confiante em assumir o cadeirão máximo da maior organização sindical do país, através das linhas de acção que defende no seu programa, que, eleva a aceitação aos demais filhados, bem como a interacção do diálogo que vai mantendo com os delegados e não só a nível de Angola.

Como disse, em entrevista a imprensa, sai da província do Uíge em direcção a Malange, com uma certeza de ter passado a melhor mensagem aos delegados que, de certo modo, servirá para ter os votos, tendo adiantado que, na sua digressão Angola na (pré e campanha), já passou nas 17 províncias do país, faltando apenas a província do Zaire, por uma questão de consentimento, mas que, garante-na chegar, caso vença as eleições, a primeira região a visitar.

Para ele, julga ser justo e coerente em aceitar a proposta que algumas associações sindicais o indicaram para o cargo de secretário-geral da maior central sindical de Angola, e, para isso, caso mereça a confiança, tal como foi a intenção dos mesmos sindicais, seguirá as alinhas de acção baseadas em respeitar e “fazer respeitar o programa e estatuto da UNITA-CS”.

“Trabalhar com sindicalistas e para os sindicatos”, “levar avante o movimento solidário inter-sindical e promover união e coesão inter-sindical”, “promover acções que visam a ascensão das mulheres nos cargos de direcção do movimento sindical a todos os níveis”, entre outras linhas de acção, igualmente, fazem parte do seu programa.

Mas, acrescenta, lutar no sentido de fazer aprovar o salário mínimo nacional, compatível com o custo de vida e cesta básica mínima e levar acções reivindicativas sempre que necessário e aconselháveis, bem como promover acções concretas que possam levar a figurar nos órgãos de soberania (Parlamento e Conselho da República, assim como definir a linha política e sindical a seguir, juntos dos partidos que venham governar o país.

Vão ao VI congresso, tal como de sempre o lema da UNTA-CS, “com os sindicatos, o trabalho é mais seguro”. Entretanto, José Joaquim Laurindo, que dentro de 19 dias completa 62 anos de idade, nasceu aos 16 de Agosto de 1959, na Huila., cujo poderá assumir uma organização com 61 anos de existência/UNTA-CS.

Fundada a 16 de Abril de 1960, no exilio da república do Kongo Leopoldovile, graças a um grupo de patriotas angolanos que expressaram a vontade e determinação dos trabalhadores, a UNTA-CS teve o seu último conclave em 2015, com a reeleição de Manuel Viagem no cargo de secretário-geral desta organização angolana.

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