Wyza Kendy canta na Trienal

O músico Wyza Kendy é a proposta da III Trienal de Luanda para hoje, às 20 horas, no palco Ngola do Palácio de Ferro, onde é acompanhado pelos instrumentistas Teddy N’singui (guitarra solo), Marabu (guitarra baixo), Chico Panda (percussão), Gabriel Luzaiad (bateria), Strela Som (teclado), Noel Diatabau, Nelo Santiman e Chiva Man (coro).

O género musical de Wyza Kendy é caracterizado pela estilização das canções populares da província do Uíge. O artista aposta fortemente no kilapanga e fusões com nuances do afro-beat, entre outras tendências mais ritmadas da música africana moderna.

Com o repertório assente em temas dos álbuns África Yaya (2004) e Bakongo (2007), interpreta canções do seu próximo disco de originais. Wyza Kendy gravou três obras discográficas, sendo a primeira Kinstona.

João Slides Bunga, de nome artístico Wyza Kendy, nasceu na província do Uíge e viajou para Luanda em 1984. Herdou da mãe, Elisa Bunga, o gosto pela música e foi ela que lhe ensinou a tocar quissanje. Já em Luanda, aprendeu a tocar viola e foi bailarino. O músico conquistou as rádios com o tema Mpasi e desde então participou na gravação de vários álbuns. Como compositor, tem cedido temas a outros cantores angolanos.

Via JA

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    Via panoramamédia

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    Por Jossart Muanza

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    A banda Zaïko Langa Langa aproxima-se rapidamente do seu 56º aniversário, que decorre entre as duas festas de fim de ano. Para “animar” este período, estão disponíveis quatro músicas, a partir de 17 de outubro de 2025, em todas as plataformas digitais de download. A versão física deste maxi single, que será lançada em breve, tem o título homónimo “Makinu”, que significa “dança” em kikongo.

    “Makinu”, o título, pode dizer-se, foi uma escolha natural para esta orquestra, que domina melhor do que qualquer outra a arte de criar gritos e danças animadas que atravessam as eras desde o seu lançamento oficial no dia 24 de Dezembro de 1969.

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    Para os nostálgicos, o grupo oferece ainda um remix da canção “Souvenirs Masa”, lançada em 1978, cuja interpretação testemunha tanto o peso do passado marcado por ilustres intérpretes como o usufruto de uma herança imensamente rica por jovens lobos como Vaugerard Onesime, Acouda, Gino Kanza, Alino Mangubu, Tshotsho Matiaba, entre outros.

    Via Afrique Echos Magazine (AEM)

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